Nº 776

 

Noite de Natal (Lc 2, 1-14)
Para dizer isto em três tempos: era uma vez um Império que estava a contar as pessoas, um casal que estava a contar os dias e uns pastores que não estavam a contar com nada disto!
Ah! E uns anjos que lhes apareceram a contar o que se estava a passar.
Enquanto os “donos disto tudo” contavam pelos dedos quantas pessoas conseguiam meter em cada bolso, ouvimos falar de um carreiro aberto pelos pés de um casal d’esperanças, sem influências nem dinheiro capaz de arranjar pousada. Enquanto os que estão de mando preenchem listas, o Deus de Israel andarilha com aqueles que não constam em nenhuma das que dão regalias.
Um dia, vai aparecer um profeta de voz grossa, chamado João, que vai apregoar a Vinda de Deus como ação de machado a ameaçar a raiz da árvore e vassoura de limpar a eira: “vai guardar o grão no seu celeiro, e a palha vai queimá-la num fogo inextinguível!” Assim contava ele. Mas, ao olhar para aquele garoto manso, o filho de Maria e de José, lá aconchegado na manjedoura, dá-me risa o entusiasmo de João. É que, afinal, ao chegar de Visita, foi na palha que encontrou cama a Palavra do nosso Deus! Foi a palha que se ajeitou e acamou para ele, foi a palha do mundo que acabou por dar-lhe lugar e vez, enquanto os celeiros todos da terra estavam já tomados por gente cevada e violenta.
A palha do mundo é que fez cama à Visita de Deus… Como aqueles pastores, que dormitavam pelos campos, gente sem eira nem beira, palha do mundo soprada pelos montes. E são esses os únicos com quem o Céu conversa. Deus conta com os que não contam! Não me cansarei de dizer isto enquanto não o entranhar na minha própria vida também.
E agora, atenção, muita atenção!!!
Há aqui um miúdo acabado de nascer de quem já ouvimos grandes coisas: parece que vai ser chamado “Filho de Deus” e tudo, e o Altíssimo tem ideias de lhe “entregar o trono do rei David”!
É essa a Nova que o Céu traz, como presente delicadíssimo na ponta dos dedos - para entregar nas mãos toscas de pastores?! - e palavra preciosa capaz de desvelar os maiores segredos da terra - para confidenciar aos ouvidos analfabetos e ainda ensonados de pastores?!
Adiante. Vamos ouvir: “Isto vos servirá de sinal:
Encontrareis um menino enfaixado nuns panos e deitado numa manjedoura.”

 

Não era bem isto que eu estava à espera como sinal, depois de entrarem anjos e tudo em cena!

 

Que mania tem Deus de dizer sempre a Sua Palavra em minúsculas…

 

É o que se vê ali, na tal manjedoura, a espernear de vez em quando: a minúscula Palavra de Deus!

 

Rui Santiago cssr (Adaptado)
IV DOMINGO DO ADVENTO
A liturgia deste domingo diz-nos, fundamentalmente, que Jesus é o “Deus-connosco”, que veio ao encontro dos homens para lhes oferecer uma proposta de salvação e de vida nova.

 

Na primeira leitura, o profeta Isaías anuncia que Jahwéh é o Deus que não abandona o seu Povo e que quer percorrer, de mãos dadas com ele, o caminho da história… É n’Ele (e não nas sempre falíveis seguranças humanas) que devemos colocar a nossa esperança.

 

O Evangelho apresenta Jesus como a incarnação viva desse “Deus connosco”, que vem ao encontro dos homens para lhes apresentar uma proposta de salvação. Contém, naturalmente, um convite implícito a acolher de braços abertos a proposta que Ele traz e a deixar-se transformar por ela.

 

Na segunda leitura, sugere-se que, do encontro com Jesus, deve resultar o testemunho: tendo recebido a Boa Nova da salvação, os seguidores de Jesus devem levá-la a todos os homens e fazer com que ela se torne uma realidade libertadora em todos os tempos e lugares.

 

Dehonianos

 

 
MEDITAR
 
Sl 24
A terra inteira, com tudo o que existe nela,
tem um único Dono e Senhor.
Um, e mais ninguém!
O mundo inteiro, com todas as pessoas que vivem nele,
tem um único Senhorio.
Um, e mais ninguém!
 
O Senhor funda a terra sobre os mares
e é o Seu Senhorio que a mantém sobre os abismos.
Mas Ele chama-nos para subirmos à montanha em que habita.
 
Quem poderá subir à montanha do Senhor
e apresentar-se em casa dele?
 
Quem tiver mãos que não saibam de malícia
e coração que não deseje o mal a ninguém
e língua que não faça juras por aquilo que não tem futuro.
Quem for assim, há de experimentar que o Senhor só é Bom
e o que Ele tem para dar é bênção e salvação.
 
E nós somos aqueles que O procuramos,
os que andamos à procura do rosto do Deus da Aliança.
Por isso subimos à montanha do Senhor
e nos apresentamos em Casa dele.
 
Ó Portas: levantai os umbrais!
Ó Portas antigas da cidade: alargai a passagem e alteai-vos,
porque vai entrar o Rei Leal e Bom.
 
Quem é esse Rei Leal e Bom?
É o Senhor, cheio de valentia e generosidade!
É o Senhor, generoso em dar vitórias!
Plano B (adaptado)
 
CONTO (631)
 
O QUIMONO
Era uma vez um célebre monge, que era filho do imperador. Foi-lhe confiado um templo, mas toda a gente sabia que era um príncipe. Apesar do cargo importante que exercia, vestia um quimono andrajoso, como se fosse um mendigo. O quimono é uma túnica comprida de mangas largas, usada pelos japoneses.
Um dia, um homem rico convidou-o para um importante banquete em sua honra. O monge apareceu à porta vestido como um mendigo e os criados, que não o conheciam, impediram-no de entrar.
O monge regressou então a casa e vestiu um quimono de lindas cores, uns sapatos dourados e um hábito de seda branco. Dirigiu-se de novo a casa do rico, onde esperavam por ele.
Dirigiu-se para a mesa e os criados serviram-lhe deliciosos manjares. Foi então que o monge tirou o seu quimono, colocou-o sobre a mesa e retirou-se.
Os criados correram para ele e perguntaram-lhe:
- Senhor, por que te vais embora?
- Este banquete não foi oferecido a mim, mas ao meu quimono de lindas cores.
E retirou-se da sala, deixando a todos uma grande lição. A festa continuou mas já não foi a mesma.
 In ALEGRE MANHÃ de Pedrosa Ferreira

 

Se quiseres pedir alguma coisa a dezembro, pede que te traga de presente olhos que brilham para ti, palavras que te protegem e cuidam como o sol nos dias frios, os pequenos nadas da vida, o essencial que ocupa o lado esquerdo do peito e o fermento da alegria que faz a vida valer a pena.
Às 9 no meu blog

INFORMAÇÕES

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO

Ribeira Seca - Quinta-feira, 22 de dezembro, das 17 às 18 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

Manadas - Sexta-feira, 23 de dezembro, das 10 às 11 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

 

CORTEJOS DE OFERENDAS

Dia 25 de dezembro - Fajã dos Vimes.

Dia 1 de janeiro - Biscoitos - Loural - Ribeira Seca.

Dia  8 de janeiro - Manadas - Calheta - Urzelina - Portal.

Dia 15 de janeiro - Er.da de S.to António.

 


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Pensamento da Semana

Dá-nos um coração claro que veja o céu aberto
e o mundo como os olhos de uma criança,
olhos de confiança e de descoberta
que nos salvem dos hábitos.

 

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