Nº757

 

O silêncio
 
O silêncio é mansidão quando não respondes às ofensas e deixas a Deus a tua defesa. O silêncio é paciência quando sofres sem te lamentares, não procuras consolações humanas, esperas que a semente germine. O silêncio é humildade quando calas para deixar emergir os irmãos e deixas aos outros a glória do feito. O silêncio é fé quando não procuras compreensão e renuncias à glória pessoal porque te basta ser conhecido por Deus.
 Assim escrevia em 1581 S. João da Cruz, grande místico e escritor espanhol. O seu canto do silêncio conjuga-se bem com a "mística" que - como na palavra "mistério" - tem na raiz um verbo grego que significa "calar". Não é preciso acrescentar muito sobre este tema, tão marginalizado no tempo em que vivemos, marcado por um excesso de falatório, rumor e fatuidade exterior.
 Gostaria, em vez disso, de colocar o acento nas "cores" do silêncio que o santo consegue fazer brilhar. Há, antes de mais, a mansidão que emerge do calar as respostas amargas, sarcásticas, vingativas. Há a paciência que desponta desde o reprimir do lamento emitido para obter compreensão e para se tornar o centro da atenção do outro. Sofrer em silêncio é confiar só a Deus a própria dor, sabendo que Ele «as nossas lágrimas no seu odre recolhe, escrevendo-as depois no seu livro (Salmo 56, 9).
 O silêncio é também o ventre da humildade porque o prepotente tem sempre uma palavra a mais do que os outros e o soberbo faz ribombar a sua voz de maneira retumbante, de tal forma que ela domine e revele a grandeza de quem a emite. E, por fim, a fé é silenciosa porque é intimidade com Deus. E é belíssima a frase, de sabor Paulino (leia-se Gálatas 4, 9), com que João da Cruz conclui o seu louvor do silêncio: «Basta-nos ser conhecidos por Deus!».
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
 
XIX DOMINGO TEMPO COMUM
O coração é tudo 
Três peregrinos bateram à porta de uma família. A dona da casa convidou-os a entrar. Eles responderam:

 

- Não podemos entrar todos juntos. Escolhe apenas um de nós. 

 

- Porquê? Quis saber a senhora. 

 

- Porque ele é a Riqueza, aquele é o Êxito e eu sou o Amor. Agora vai aconselhar-te com a tua família para ver qual de nós deve entrar. 

 

A mulher foi perguntar ao marido que lhe respondeu que o melhor seria o Êxito. Ela preferia a Riqueza mas a filha interveio: 

 

- Porque não convidamos o Amor? Assim teremos uma casa cheia de amor... 

 

Concordaram seguir o conselho da mais nova. 

 

A mulher saiu e perguntou: 

 

- Qual de vós é o Amor? Entre e seja o nosso hóspede. 

 

Ele começou a entrar e os outros dois seguiram-no. Surpreendida a mulher perguntou: 

 

- Eu convidei apenas o Amor. Porque é que entram todos? 

 

- Se tivesses convidado o Êxito ou a Riqueza, os outros dois ficariam fora, mas como escolheste o Amor, onde quer que ele vá nós acompanhamo-lo. 

 

Onde houver amor também haverá riqueza e êxito. Diz Jesus: Não temas, porque aprouve a Deus dar-vos o Reino dos Céus. Fazei bolsas que não envelheçam, um tesouro inesgotável nos Céus, onde o ladrão não chega nem a traça rói. 

 

Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração. 

 

Pe. José David Quintal Vieira, scj 

 

MEDITAR
Liberta-me o teu Riso, sabes?…

 

Diz-me que as coisas que te digo

 

não são assim tão importantes quanto isso,

 

e os meus problemas não são assim tão definitivos

 

que mereçam a minha tristeza.

 

O teu Riso cura-me daquele vírus adolescente

 

que algumas pessoas carregam consigo a Vida inteira

 

e as faz dar importância demais a coisas pequenas,

 

degustando tudo na solidão, na melancolia e na ausência…

 

A experiência profunda do teu Riso

 

quando te conto estas coisas

 

não deixa que eu faça da “Aventura da Vida”

 

apenas o “drama da existência”…

 

 

 

Amo-te, meu Senhor e meu Dono!

 

Gosto desse olhar meigo com que ficas quanto te digo isto…

 

Tenho que aprender a dizer-to ainda mais vezes.
 
CONTO (616)
 
QUANDO O ORGULHO CALA O AMOR
Conta-se que, num lugar da China, havia um velho sábio que decidia as questões conjugais. Era ele quem abençoava os casais que queriam unir-se e orientava os que estavam a desentender-se, dizendo-lhes se deveriam ou não separar-se.
Uma vez, o ancião foi procurado por dois jovens a quem havia abençoado havia alguns anos e que agora falavam em separação. O sábio, percebendo que os dois se amavam, não viu motivo para que desfizessem a união, mas não conseguia convencê-los disso. Então, ofereceu-lhes uma planta e disse:
- Esta planta é muito sensível. Vocês devem colocá-la na sala e, quando ela morrer, então poderão separar-se.
Assim foi. O casal colocou a planta no centro da sala e ficou aguardando “ansiosamente” a sua morte.
Certa madrugada, ambos encontraram-se com regadores em punho, cuidando da planta. Naquele dia, amaram-se como nunca.
A planta sensível era, na verdade, a relação dos dois. O amor era forte suficiente a ponto de acordá-los em plena madrugada. Mas então o que estaria ameaçando aquela união? O orgulho.
O orgulho impede-nos de pedir perdão. O orgulho não nos deixa perdoar. O orgulho não nos deixa dizer que ainda amamos…

 

 

 
Senhor,
sou um entre sete mil milhões de seres humanos, e me apresento a Ti.
Venho falar-te de uma herança que recebi de Ti.
Venho dizer que me sinto pequeno diante do que me pedes e, às vezes, não me sinto capaz.
Mas quero dizer-Te que amo o que me propuseste.
Preciso trabalhar cada dia, para poder fazer a minha parte.
Vejo que ninguém vai construir aquilo que devo construir.
Percebo que sou uma parcela importante.
Gostaria de ser um artista a trabalhar este mundo cheio de coisas belas.
Dá-me, Senhor, a consciência de que o mundo precisa de minhas mãos.
Dá-me a coragem para me preparar bem e assim poder levar adiante a herança gloriosa que me deixaste.
Quero trabalhar como alguém significativo para o mundo.
Ajuda-me a ser uma fonte de água viva e uma fonte de tua luz.
Tiago Alberione
 

 

INFORMAÇÕES
RETIRO EM FÁTIMA
Estão abertas ainda as inscrições para a participação do Retiro no Santuário de Fátima que será de 9 a 15 de setembro.
Quem desejar participar deve falar com o seu pároco para se poder fazer as inscrições a tempo.
 
FESTA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM
PORTAL
Tríduo - Dia 8, 9 e 10 de agosto - Missa às 20h.
                  
Festa: dia 14 de agosto - Missa às 12
h - Procissão às 19h30.
 
FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
NORTE PEQUENO
Tríduo: dias 9, 10 e 11 de agosto às 20h00.
 
FESTA: dia 15 de agosto - Missa às 11h00 - Procissão às 19h00.
 
Procissão de Sto. Antão e bênção do gado: dia 14 de agosto às 10h45 seguindo-se a Eucaristia.

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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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