Nº 432

 

RECEBER O CRISMA

Receber o Crisma é passar para a linha da frente. É um esgueirar-se por entre a multidão e testemunhar Jesus Cristo com audácia e entusiasmo.

Receber o Crismar é não ser um anónimo mas um cristão. É ter a marca de Cristo e mostrar que vale a pena arriscar a favor de uma vida alegre e feliz.

Receber o Crismar é o inconformismo com um mundo medíocre e cheio de sombras. É a vontade de lutar por um mundo melhor. Renovado. Onde cabem todos e onde todos contam. Um mundo tolerante e livre que reconhece a diferença e a respeita.

Receber o Crisma é viver a esperança. É reconhecer, cá dentro, a voz de Cristo que diz: «não tenhais medo, Eu estou convosco» e, mesmo nos momentos de desânimo, de medo, de angustia, repetir de mansinho que Ele caminha connosco, mesmo ali ao meu lado, dá-me a mão e ampara-me. Saber que Ele me olha de frente e com a bondade e a limpidez de quem quer animar, perceber que o Seu olhar é transformador e pode dizer: «Vem, segue-me»…

Receber o Crisma é “Tomar as armas de Deus para poder resistir no dia mau e sair firme de todo o combate. Cingir os rins com a verdade, revestir a couraça da justiça, calçar as sandálias da prontidão para o evangelho da paz. Para tudo empunhar o escudo da fé, no qual se apagarão as lanças incendiárias do maligno. Colocar o capacete da salvação, empunhar a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” (Ef 6, 13-17)

Receber o Crisma é olhar em frente com decisão e coragem. É não ter vergonha de dizer que é cristão e que, por isso, alinha pelo evangelho, por Cristo, pela Sua Palavra.

Receber o Crisma é ter a força libertadora do Espírito Santo. Reconhecer a Sua vida em nós, os Seus dons que são depositados no meu coração e confiados à minha vontade de querer uma Igreja repleta de vida e com gente que caminha alegre e feliz.

Também é preciso dizer que receber o Crisma não é receber um certificado de abandono da vida da Igreja. Um diploma de final de curso e quem assim procede não percebeu nada do que é a força do dom do Espírito Santo que se recebe neste sacramento.

Receber o Crisma é ser audaz no testemunho de uma fé viva em Jesus Cristo.

                                                                    Pe. Manuel António

     

Solenidade da Ascensão de Jesus

Tema:

A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere que, no final de um caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, em comunhão com Deus. Sugere, também, que Jesus nos deixou o testemunho e que somos agora nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto libertador de Deus para os homens e para o mundo.

O Evangelho apresenta-nos as palavras de despedida de Jesus que definem a missão dos discípulos no mundo. Faz, também, referência à alegria dos discípulos: essa alegria resulta do reconhecimento da presença no mundo do projecto salvador de Deus e resulta do facto de a ascensão de Jesus ter acrescentado à vida dos crentes um novo sentido.

Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo caminho de Jesus. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante, mas têm de ir para o meio dos homens continuar o projecto de Jesus.

A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa esperança de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside nesse “corpo”.

(Dehonianos)

  

MEDITAR

 

Oração

 

Toma-me, Senhor Jesus, com tudo o que sou,

com tudo o que tenho e o que faço,

o que penso e o que vivo.

Toma-me no meu espírito para que adira a ti,

no mais íntimo do meu coração, para que só ame a ti.

 

Toma-me, meu Deus, nos meus desejos secretos,

para que sejas o meu sonho e o meu único fim,

a minha total adesão e a minha perfeita felicidade!

Toma-me com a tua bondade, atraindo-me a ti!

Toma-me com a tua doçura, acolhendo-me em ti!

Toma-me com o teu amor, unindo-me a ti!

Toma-me meu salvador, na tua dor,

na tua alegria, na tua vida, na tua morte,

na noite da tua cruz, no dia imortal da tua ressurreição!

 

Toma-me com o teu poder, elevando-me para ti!

Toma-me com o teu ardor, inflamando-me por ti!

Toma-me com a tua grandeza, para me perder em ti!

Toma-me para a tarefa da tua grande missão,

para uma entrega total à salvação do próximo

e para qualquer sacrifício ao serviço dos teus.

 

 

Toma-me, ó Cristo, meu Deus,

sem limites e sem fim!

Toma o que posso oferecer-te!

Não me devolvas jamais o que tomas-   -te,

para que eu possa, um dia, abraçar-te no céu,

ter-te e conservar-te para sempre!

Amen!

JOVENS & MISSÃO

 

 

CONTO (303)

 

O SAPATEIRO

Era uma vez, há muitos anos, um pobre sapateiro que tinha muitos filhos. Mas, no meio da sua pobreza, era alegre e feliz. Enquanto remendava os sapatos ou lhe punha as meias-solas, ia cantarolando.

Naquela casa parece que era festa todos os dias. A sua esposa e os filhos sentiam-se felizes.

Um dia, um vizinho rico, impressionado com a vida desse pobre sapateiro, pôs-lhe uma bolsa de dinheiro à porta.

Quando se fez noite, o pobre e a esposa puseram-se a contar todo esse dinheiro oferecido. Mas as contas não davam certas. Ele dizia uns números e a mulher outros. Os filhos foram postos de parte, porque lhes disseram que não eram chamados para o assunto. O tom de voz começou a ouvir-se cada vez mais alto e o ambiente familiar ficou perturbado.

O bom sapateiro, poucos dias depois, reflectiu e ponderou a situação. Acabou por concluir que era melhor ser pobre, mas feliz e dar felicidade ao seu lar. Então, entregou a bolsa do dinheiro à esposa dizendo-lhe:

- Devolve-o ao rico e diz-lhe que preferimos ser pobres, mas continuar a ser felizes e a semear felicidade.

 In TUTTI FRUTTI  de Pedrosa Ferreira

 

 

 

 

 

“O poder infinito de Deus não está na tempestade, mas na brisa.”

Tagore

 

“Os que conhecem a Deus mais de perto entendem mais distintamente o infinito que lhes fica por conhecer”

São João da Cruz

 

“Deus fez-te para O amares e não para O compreenderes”

Voltaire

 


 

CRISMAS

O Senhor Bispo estará na ilha de São Jorge de 18 a 20 de Maio para Crismar os que estão preparados para receber este Sacramento.

No dia 18 de Maio serão os Crismas na Igreja Matriz da Calheta pelas 20 horas.

No dia 19 de Maio serão os Crismas na Igreja Matriz das Velas pelas 19 horas e no mesmo dia às 21 horas na Igreja Paroquial de Santo Anão.

 

MUSEU FRANCISCO LACERDA

No próximo dia 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, o Museu Francisco Lacerda estará aberto para ser visitado das 9:00 às 20:00 horas.

 


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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