Nº 744

 

Neste domingo, a Igreja celebra o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais que tem por tema; “Comunicar é Partilhar”.
Transcrevo alguns excertos da Mensagem do Papa Francisco para este dia.
“Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das ações da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a «centelha» que os vivifica.”
“A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos.”
“Alguns pensam que uma visão da sociedade enraizada na misericórdia seja injustificadamente idealista ou excessivamente indulgente. Mas tentemos voltar com o pensamento às nossas primeiras experiências de relação no seio da família. Os pais amavam-nos e apreciavam-nos mais pelo que somos do que pelas nossas capacidades e os nossos sucessos. Naturalmente os pais querem o melhor para os seus filhos, mas o seu amor nunca esteve condicionado à obtenção dos objetivos. A casa paterna é o lugar onde sempre és bem-vindo (cf. Lc 15, 11-32).”

 

“Também e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral. Rezo para que o Ano Jubilar, vivido na misericórdia, «nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação».”
 
DOMINGO DA ASCENÇÃO
Da terra ao céu
Eu explicava às crianças da catequese o sentido da Ascensão do Senhor: Jesus, depois de ter cumprido a sua missão na terra, subiu ao céu, sua morada eterna. Pareceu-me que a lição tinha sido clara quando surpreendi dois miúdos a falar baixinho. Então perguntei:

 

- Qual é a dúvida?

 

Um deles, meio envergonhado, começou a dizer:

 

- A gente diz que Jesus está na Igreja, está no sacrário. Agora o senhor Padre diz que ele subiu para o Céu. Então, em que é que ficamos?

 

Fiquei meio surpreendido com aquela questão. Nunca tinha pensado nesses termos e olhei, meio aflito, quase à procura de ajuda, para o seu colega. Este, sem mais demoras, resolveu a dúvida, respondendo de imediato:

 

- Olha, Ele mora no Céu mas trabalha na Igreja.

 

Comoveu-me a simplicidade destas crianças. Elas projetavam em Deus aquilo que viam no seu pai, em casa e no emprego. Nada mais certo. Deus tem a sua morada no Céu, mas exerce a sua atividade cá na Terra. E eu é que já não sei onde é que começa o Céu e termina a Terra. Jesus continua a sua ação aqui na Terra através de nós. Compete-nos agora fazer deste lugar de trabalho a morada de Deus, transformando a Terra num cantinho do Céu. É este mistério que nós celebramos na Ascensão do Senhor.

 

David Quintal Vieira, scj
 
QUANDO O VAZIO DO MUNDO NOS PREEENCHE, FICAS TU...
 
Luz terna e suave
 
Quando o vazio do mundo nos preenche, ficas Tu...
Luz terna e suave, que se mantém nos céus da noite escura.
A agitação do tempo não permite mais, mas essa ténue certeza
É garante para que permaneça, ainda assim, em nós, a serenidade...
 
Nos dias em que somos apenas espetadores do desenrolar dos acontecimentos,
Em que vamos fazendo um check em cada linha da lista de afazeres,

 

Corremos o risco de deixar escapar o sentido.

 

E sabe bem por isso regressar a caminhos conhecidos,

 

Curvas que fizemos mil vezes, pessoas que nos abraçaram desde sempre.

 

São estes, também, os sinais dessa Tua presença, que nos devolve à essência da vida.

 

 

 

Como ouvia há uns dias, de alguém que se deixava encantar por um céu estrelado

 

"Com tudo isto, de certeza que não estamos aqui só para pagar as contas ao fim do mês."

 

Sim, estamos aqui para algo mais.

 

Estamos aqui para Te encontrar,

 

para Te experimentar nas coisas maravilhosas que vais deixando à nossa volta,

 

qualquer que seja o momento da vida por que estejamos a passar.

 

 

 

E agora, que abril se despede, e chega maio,

 

Vem uma nova oportunidade, para redescobrirmos o Teu amor,

 

E nos deleitarmos com as Tuas maravilhas,

 

Desde esse lugar privilegiado que é o colo da Tua Mãe...

 

Onde a voz que ouço cá dentro vai ganhando força,

 

E me faz cantar cada vez com mais confiança:

 

"Que importa, Senhor, se é tão longe onde havemos de chegar…

 

Se trago em mim pousada, tão clara, a luz do Teu olhar?"

 

Catarina Gregório Martins
 
CONTO (603)
 
O RAMO DE FLORES
A velhinha de rosto sereno e tranquilo, desde que morrera o seu marido, passou a viver numa residência de idosos. Não tinha nenhum parente com quem pudesse viver.
As pessoas constatavam que, na época do Natal, aquela mulher recebia sempre uma encomenda e um ramo de flores.
Abria-a com alegria diante das colegas e dizia sempre estas palavras:
- Estais a ver? Ele mais uma vez se lembrou de mim.
O cartão que acompanhava a encomenda trazia sempre a assinatura do saudoso marido, falecido há muitos anos.
Como explicar este mistério? A responsável da casa contou, exigindo segredo aos empregados, o seguinte: o marido deixara no testamento que um dos testamenteiros se encarregasse de escolher todos os anos um presente e um ramo de flores para mandar à esposa no dia de Natal.
Há mais de vinte anos que os presentes chegavam regularmente, reavivando na idosa a memória do seu saudoso marido, que assim a continuava a alegrar nesse dia.
in, TUTTI FRUTTI de Pedrosa Ferreira

 

A felicidade é como a lareira: impossível fabricar uma que sirva exclusivamente para o nosso proveito pessoal. Importa produzir calor suficiente para reaquecer o mundo antes de poder vir sentar-se, como o primeiro dos pobres, à fogueira que se ofereceu aos outros.
Louis Evely

 


 

INFORMAÇÕES
 
MUSEU FRANCISCO LACERDA
O Museu Francisco de Lacerda promove uma atividade intitulada “Autor do Mês”,  onde se podem requisitar obras de um determinado escritor. Este mês, em foco estará o autor Paulo Coelho.
 
MISSA NO SANTUÁRIO DA CALDEIRA DE SANTO CRISTO
No próximo domingo, 15 de maio, haverá a habitual missa no Santuário da Caldeira de Santo Cristo às 16 horas.
 
 
 FESTAS DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
 
RIBEIRA DO NABO
Dia 12 de maio - Missa seguida de procissão de velas às 20h30
 
FAJÃ DA RIBEIRA D’AREIA
Dia 13 de maio - missa às 13 horas seguida de procissão.
 
VELAS
Dia 13 de maio – saída em procissão de velas da Ermida do Livramento para a Igreja Matriz às 21h00 seguida de Eucaristia.
 
RIBEIRA SECA
Dia 13 de maio - às 19 horas recitação do terço, celebração de eucaristia e procissão no interior da Igreja

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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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