Nº 737

 

DIA DO PAI
 
Recuso-me a ser este filho e este pai do Dia do Pai.
 
Aproximando-se o dia 19 de março, Dia do Pai, as montras de muitas lojas e, principalmente, os diversos órgãos de comunicação social, irão fazer-nos crer que a melhor forma de mostramos o nosso amor pelo pai é oferendo-lhe um determinado objeto de que ele, provavelmente nunca irá usar, um perfume caro, uma gravata de seda, etc.
 
Será o Dia do Pai um simples negócio para os comerciantes faturarem um pouco mais?
 
Só depende de nós. Depende da nossa postura perante a família e perante o Pai. Hoje não é fácil. A estrutura da família tem vindo a modificar-se muito rapidamente. Hoje temos cada vez mais solicitações e resta-nos cada vez menos tempo para estarmos e vivermos em família. Se não estivermos atentos, a nossa casa não passará de uma pensão em que um determinado número (cada vez menor) de pessoas vive e que por mero acaso, encontram-se às refeições em raras ocasiões.
 
Eu não aceito este modo de viver, recuso-me a ser este filho e este pai. Se é verdade que temos pouco tempo para estar em família então, este deve ser muito bom, deverá ser de grande qualidade. Penso que devemos celebrar todos os dias o Dia do Pai e, no dia 19 de março, refletir a forma como vivemos o ano que passou e desenvolver as estratégias necessárias para melhorar no próximo ano, e isto sem culpar ninguém e sem desenvolver sentimentos de culpa.
 
Para nós cristãos, o dia 19 de março é também o Dia de S. José. José tinha certamente um projeto de vida e de família. O Evangelho nado nos diz a este respeito mas, ressalta o papel de José na família humana de Jesus e a sua aceitação do projeto de Deus que se sobrepõe ao seu.
 

 

E nós pais, temos sabido respeitar, como S. José, os planos de Deus para a nossa família?

 

 

 

Francisco Barros

 

 
DOMINGO DE RAMOS
Ele pagou por nós
Ao refletir sobre a Paixão do Senhor, alguém referia que afinal éramos nós que estávamos lá a aclamar e logo depois a condenar Jesus. Eu hoje recordo essa aplicação e concluo que afinal nós é que devíamos estar, não no lugar da multidão mas no lugar de Jesus. Porque Ele pagou por todos nós.

 

A redenção de Cristo assemelha-se à pedagogia de uma certa avozinha. O seu neto tinha a fama e o proveito de recolher aquilo que não era seu. A pobre senhora chamava a atenção ao neto mas nada servia de correção. Então um dia, alguém foi uma vez mais fazer-lhe queixa da falta de respeito do rapaz pelo alheio. A avó chamou o acusado, levou-o até junto à lareira. Tirou uma brasa incandescente, segurou na mão do neto e prometeu-lhe:

 

- Esta brasa vai fazer aquilo que as minhas recomendações nunca conseguiram. Vai recordar-te para sempre que não podes usar as tuas mãos para roubar.

 

O miúdo já tremia a pensar como ficariam as suas mãos queimadas. Então a senhora, cheia de determinação, pôs o carvão na sua própria mão, dizendo:

 

- Faço isto porque te amo.

 

E diz a história que aquele rapaz, chorando, beijou as mãos da avô e nunca mais roubou nada a ninguém.

 

O episódio é dramático tal como dramática é a paixão de Jesus cujo mistério celebramos nesta semana. Ele também sofreu por nós porque nos ama.

 

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

 
MEDITAR
 
Sl 22

 

 

 

Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?
Porque ficas surdo quando gemo,
e não me ouves quando grito socorro?
Meu Deus… passo o dia a chamar por Ti, e não me respondes.
De noite, não tenho sossego.

 

MAS TU és O Santo! Tu habitas os louvores do Teu Povo.
Foi em Ti que confiaram os nossos antepassados.
Confiaram, e Tu libertaste-os.
Chamaram por Ti, e Tu salvaste-os.
Fiaram-se de Ti, e Tu não os desiludiste.

 

Mas eu sou apenas um bicho que se pisa, já nem um homem;
não conto nem valho para os que se escondem de mim,
e a multidão despreza-me.
Os que me vêm fazem troça de mim;
apontam-me com o queixo e abanam a cabeça.
“Então não confiou no Senhor? O Senhor que o livre, agora!
Que o Senhor venha salvá-lo, já que se dizem amigos.”

E é verdade, Senhor, que Tu me tiraste do ventre da minha mãe,
Tu me pegaste e aconchegaste ao peito da minha mãe.
Sou Teu desde o ventre materno!
Desde o colo da minha mãe que Tu és o meu Deus!
Não Te afastes de mim, porque não há com quem contar,
e eu estou tão assustado.

 

Rui Santiago

 

 
CONTO (597)
 
O MELHOR ESCONDERIJO
Um mestre tinha-se tornado numa pessoa muito procurada devido à profunda sabedoria das suas respostas. Toda a gente ia ter com ele para lhe pedir sugestões e conselhos.
Conta-se que, um dia, até Deus foi ter com ele para lhe pedir um conselho. Disse Deus a esse sábio extraordinário:
- Quero jogar às escondidas com os homens. Já perguntei aos meus anjos qual o melhor lugar para me esconder. Alguns sugeriram-me os abismos dos oceanos. Outros, o cimo da montanha mais alta. Outros, ainda, a face escondida da lua ou o centro de alguma estrela longínqua. E tu, que me aconselhas?
O mestre fechou os olhos e respondeu com toda a calma:
- Em minha opinião, devias esconder-Te no coração humano. Verás: é o último lugar onde pensarão ir procurar-Te.
E assim aconteceu. Deus escolheu o coração do homem para nele habitar por meio do seu Espírito. Mas quem está disposto a entrar bem dentro do seu coração, para se encontrar com o Espírito de Deus e para escutar a sua voz?

 

«Há grandes homens que fazem com que todos se sintam pequenos, mas o verdadeiro grande homem é aquele que faz com que todos se sintam grandes.» 
G.K. Chesterton

 

INFORMAÇÕES
 
CONFISSÕES
Ribeira Seca - dia 22 de Março, a partir das 17 horas
Calheta - dia 22 de Março, às 19 horas.
 
BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CALHETA

 

Aproxima-se a entrega das declarações de IRS, e com ela uma oportunidade de um gesto solidário.

 

Ajude a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Calheta - São Jorge com 0,5% do seu IRS, sem alterar em nada os seus impostos e sem qualquer custo.

 

Este é um direito de todos os contribuintes, que tem o nome de Consignação Fiscal que consiste no exercício de um direito legal e um dever de cidadania que é destinar gratuitamente 0,5% do valor do imposto liquidado, que pertenceria ao Estado, a uma instituição sem fins lucrativos como Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Calheta - São Jorge.

 

Basta preencher 9 algarismos e colocar 1 cruz no Anexo H da Declaração do IRS.

 

Ao preencher o campo 901 do anexo H com o NIPC 512 015 449, está a destinar a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Calheta 0,5% do valor do seu imposto liquidado que pertenceria ao Estado.

 

 

 

 


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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