Nº 718

 

HAVEMOS DE NOS ENCONTRAR
 
Seguramos a mão de quem amamos com medo que seja a última vez.
Vamos vivendo dentro de uma bolha de ingenuidade e forramos o peito de ilusões.
Às vezes, aparece o medo, o vazio e a guerra.
Outras vezes, seguramos a mão de quem amamos a achar que é para sempre. Que o amor ninguém nos rouba ou rapta.
Olhamos para quem amamos com olhos de quem nunca se despede. Mas, outras vezes, olhamos para a sombra que nos diz que tudo passa e que não há nada que a vida não leve.
Temos a alma sentada no baloiço que está preso a uma árvore de raízes gordas (mas estreitas).
Ora voamos, ora caímos sem amparo, de nariz prestes a beijar o chão. Somos feitos de muitas certezas e tapamos os olhos ao que não é tão certo assim. Para sofrer pouco. Ou menos. Ou nada.
Ora voamos, ora desfiamos as asas que temos e somos com ímpetos de raiva e de saudade. Depois, temos pena e arrependemo-nos das asas que desfizemos. Porque eram asas e porque eram nossas.
Somos estranhos. Olhamos o espelho e conhecemo-nos. Olhamos o espelho e somos estrangeiros no país do nosso corpo.
Ora voamos. Ora caímos. O tempo atropela-nos depressa demais e o mundo parece render-se aos nossos pés, rasgado de tudo o que é sujo e triste. Queremos ser pequenos outra vez para ter colo. Queremos ser grandes para não precisar de amparos.
Somos (mesmo) estranhos. Despedimo-nos da vida quando amamos menos.
Colados à desculpa de evitar a dor. Agarramos a mão de quem amamos e temos medo.
Medo que aquela mão se dissolva nas unhas da morte ou de outra coisa qualquer.
Ora voamos, ora caímos. Ignorando sempre que a morte é só uma pedra do caminho e que, mesmo depois dela, havemos de nos encontrar. Lá. Na beirinha iluminada da eternidade. Lá. No único lugar em que o lugar é o Céu.
 
Marta Arrais XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM
 
A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum fala-nos do verdadeiro culto, do culto que devemos prestar a Deus. A Deus não interessam grandes manifestações religiosas ou ritos externos mais ou menos sumptuosos, mas uma atitude permanente de entrega nas suas mãos, de disponibilidade para os seus projetos, de acolhimento generoso dos seus desafios, de generosidade para doarmos a nossa vida em benefício dos nossos irmãos.
A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de uma mulher pobre de Sarepta, que, apesar da sua pobreza e necessidade, está disponível para acolher os apelos, os desafios e os dons de Deus. A história dessa viúva que reparte com o profeta os poucos alimentos que tem, garante-nos que a generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, mas são geradoras de vida e de vida em abundância.
O Evangelho diz, através do exemplo de outra mulher pobre, de outra viúva, qual é o verdadeiro culto que Deus quer dos seus filhos: que eles sejam capazes de Lhe oferecer tudo, numa completa doação, numa pobreza humilde e generosa (que é sempre fecunda), num despojamento de si que brota de um amor sem limites e sem condições. Só os pobres, isto é, aqueles que não têm o coração cheio de si próprios, são capazes de oferecer a Deus o culto verdadeiro que Ele espera.
A segunda leitura oferece-nos o exemplo de Cristo, o sumo-sacerdote que entregou a sua vida em favor dos homens. Ele mostrou-nos, com o seu sacrifício, qual é o dom perfeito que Deus quer e que espera de cada um dos seus filhos. Mais do que dinheiro ou outros bens materiais, Deus espera de nós o dom da nossa vida, ao serviço desse projeto de salvação que Ele tem para os homens e para o mundo.
Dehonianos
 
MEDITAR
 
CREIO
 
«Quero crer em Deus Pai, que me ama como filho, e em Jesus, o Senhor, que me infundiu o seu Espírito na minha vida, para me fazer sorrir e levar-me assim ao reino eterno da vida.

 

Creio na minha história que foi trespassada pelo olhar amoroso de Deus e, num dia de primavera, 21 de setembro, saiu ao meu encontro para me convidar a segui-lo.

 

Creio na minha dor, infecunda pelo egoísmo, onde me refúgio.

 

Creio na mesquinhez da minha alma, que procura engolir sem dar… sem dar.

 

Creio em que os outros são bons, e que devo amá-los sem temor, e sem trai-los nunca à procura de segurança para mim.

 

... Creio na vida religiosa.

 

Creio que quero amar muito.

 

Creio na morte quotidiana, ardente, de que fujo, mas que me sorri convidando-me a aceitá-la.

 

Creio na paciência de Deus, acolhedora, boa como uma noite de verão.

 

Creio que o meu papá está no Céu junto do Senhor.

 

Creio que o padre Duarte também lá está intercedendo pelo meu sacerdócio.

 

Creio em Maria, a minha mãe, que me ama e nunca me deixará só.

 

E espero a surpresa de cada dia na qual se manifestará o amor, a força, a traição e o pecado, que me acompanharão até ao encontro definitivo com esse rosto maravilhoso que não sei como é, de que me desvio continuamente, mas que quero conhecer e amar.

 

Ámen.»

 

Jorge Bergoglio
 
CONTO (578)
 
PRECISA DE MIM
Uma vez, um homem já idoso, internado no hospital, há semanas que não dava sinais de melhoras.
Além disso, parecia também cansado de lutar contra a doença e, sobretudo, cansado de viver. Por mais que o médico e a enfermeira o animassem, ele continuava deprimido.
Um dia, porém, o médico ficou surpreendido quando, ao visitá-lo, o encontrou já sentado na cama e na companhia de um neto. Tinha melhor cor e até sorria.
O médico, depois do neto se ter retirado, perguntou-lhe:
- O que aconteceu? Ontem estava tão deprimido e agora parece tão saudável?
O doente sorriu e disse:
- Tem razão. Ontem estava com desejo de morrer, pois parecia-me que estava a mais neste mundo. Mas hoje veio visitar-me um dos meus netinhos.
O médico continuou:
- E que remédio lhe deu o seu neto?
- Senhor doutor, não me deu nenhum remédio. Simplesmente me disse que necessitava de mim imediatamente em casa, pois a sua bicicleta tem um furo. Tenho de me curar depressa, pois ele é meu amigo e precisa de mim!
Passados poucos dias, o homem idoso regressou a casa. A primeira coisa a fazer foi arranjar a bicicleta.
In Bom dia, alegria de Pedrosa Ferreira
 

 

“Jesus não fala no evangelho como uma mãe que dá bons conselhos aos filhos, mas como um filho que conta, encantado e convencido, as coisas do Pai”.
 
“Aquele que vive no amor é livre... Por isso, não teme. E, não temendo, não precisa de acumular coisas, nem de fingir ser o que não é…”
Paulo Costa

 


INFORMAÇÕES
 
MUSEU FRANCISCO LACERDA
O Museu Francisco Lacerda de São Jorge, convida toda a população da ilha de São Jorge a visitar a Exposição Aberta ao Público de 6 de novembro a 31 de dezembro, com o tema  A Calçada Portuguesa no Mundoda autoria de Ernesto Matos.
 
MÊS DAS ALMAS NA RIBEIRA SECA
A missa pelas Almas passa a ser às 8 horas da manhã.
 
MANADAS
A missa na paróquia das Manadas, na quinta feira, passa a ser às 17 horas.
 
CONFISSÕES:
MANADAS - Quinta feira, 12 de novembro, após a missa das 17 horas.
RIBEIRA SECA - Sexta feira, 13 de novembro, das 17 às 18 horas.
 
NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - RIBEIRA SECA
Sexta feira, 13 de novembro, às 18 horas, terço, seguido de missa e procissão no interior da Igreja.
 
MISSA NA CALDEIRA DE SANTO CRISTO
A missa, no Santuário da Caldeira de Santo Cristo, neste mês de novembro, será no dia 22 às 15 horas.

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Pensamento da Semana

Dá-nos um coração claro que veja o céu aberto
e o mundo como os olhos de uma criança,
olhos de confiança e de descoberta
que nos salvem dos hábitos.

 

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