Nº 717

 

MÊS DE NOVEMBRO
O início do mês de novembro aproxima os cristãos dos santos e dos defuntos.
 No primeiro dia do mês, a Igreja propõe-se esta visão da glória, às portas do inverno, para que, com o cair das folhas das árvores e o apagar-se gradual da luz do dia, não esmoreça nos crentes a esperança da vida e da vida plena em Deus, onde os Santos são para nós ainda peregrinos na Terra, um estímulo e um contínuo convite a que desejemos, para além da morte, a vida eterna em Deus.
No Angelus desta solenidade, Bento XVI disse mesmo: “O mundo aparece-nos como um jardim onde o Espírito de Deus suscitou com admirável fantasia uma multidão de santos e santas, de todas as idades e condições sociais, de cada língua, povo e cultura”. O dia de Todos os Santos é, por isso, um dia de festa que não deve ser ofuscada pela celebração do dia que se lhe segue.
A comemoração de todos os Fiéis Defuntos nasceu, no entanto, em ligação com a celebração do dia anterior, e muito naturalmente, pois que também nela se celebra a vida para além da morte, na esperança da ressurreição do último dia.
O dia chama-se Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, depois de Todos os Santos, todos os que partiram deste mundo, marcados com o sinal da fé e esperam ainda a purificação total para poderem chegar à visão de Deus.
Quando se visita o cemitério neste dia e ao rezarmos pelos irmãos defuntos, "fazemo-lo porque acreditamos no mistério da comunhão dos santos. Isto é, tudo o que fazemos de bom, todos os atos de amor, de autêntico amor, os outros beneficiam desse bem que fazemos. É a solidariedade no bem".
De Norte a Sul do país, num ambiente de brisas suaves e com as árvores a despirem-se da sua folhagem amarelecida, as pessoas deslocam-se aos cemitérios e recordam os seus entes queridos. Nessa visita levam quase sempre uma flor e rezam pela alma dos seus familiares.
Agência Ecclesia (Adaptado)
 
TODOS OS SANTOS
As Bem-aventuranças revelam a realidade misteriosa da vida em Deus, iniciada no Batismo. Aos olhos do mundo, o que os servidores de Deus sofrem, são efetivamente formas de morte: ser pobre, suportar as provas (os que choram) ou as privações (ter fome e sede) de justiça, ser perseguido, ser partidário da paz, da reconciliação e da misericórdia, num mundo de violência e de lucro, tudo isso aparece como não rentável, votado ao fracasso, consequentemente, à morte.
Mas que pensa Cristo? Ele, ao contrário, proclama felizes todos os seus amigos que o mundo despreza e considera como mortos, consola-os, alimenta-os, chama-os filhos de Deus, introdu-los no Reino e na Terra Prometida.
A Solenidade de Todos os Santos abre-nos assim o espírito e o coração às consequências da Ressurreição. O que se passou em Jesus realizou-se também nos seus bem amados, os nossos antepassados na fé, e diz-nos igualmente respeito: sob as folhas mortas, sob a pedra do túmulo, a vida continua, misteriosa, para se revelar no Grande Dia, quando chegar o fim dos tempos. Para Jesus, foi o terceiro dia; para os seus amigos, isso será mais tarde.
Dehonianos
 
MEDITAR
 
QUE SEI BEM
 
Que sei bem eu a fonte que mana e corre
mesmo de noite.
Aquela eterna fonte está escondida,
mas eu bem sei onde tem sua guarida,
mesmo de noite.
Sua origem não a sei, pois não a tem,
mas sei que toda a origem dela vem,
mesmo de noite.
Sei que não pode haver coisa tão bela,
e que os céus e a terra bebem dela,
mesmo de noite.
Eu sei que nela o fundo não se pode achar,
e que ninguém pode nela a vau passar,
mesmo de noite.
Sua claridade nunca é obscurecida,
e sei que toda luz dela é nascida,
mesmo de noite.
Sei que tão cautelosas são suas correntes,
que céus e infernos regam, e as gentes,
mesmo de noite.
A corrente que desta vem
é forte e poderosa, eu o sei bem,
mesmo de noite.
A corrente que destas duas procede,
sei que nenhuma delas procede,
mesmo de noite.
Aquela eterna fonte está escondida,
neste pão vivo para dar-nos vida,
mesmo de noite.
De lá está chamando as criaturas,
que nela se saciam às escuras,
porque é de noite.
Aquela viva fonte que desejo,
neste pão de vida já a vejo,
mesmo de noite.
João da Cruz
 
CONTO (577)
 
HÁ PESSOAS E PESSOAS
Há pessoas sol, que trazem na mochila dos dias quatro ou cinco riozinhos de luz capazes de iluminar qualquer pontinho de treva.
Há pessoas alma, que podiam nem ter cara, que eram lindas na mesma. Olha-se para elas e vê-se uma fonte de onde caem sorrisos e borboletas em vez de água.
Há pessoas água, que nos purificam e nos lavam as tristezas. Dão-nos palavras como quem nos dá de beber, como quem nos dá colo. Ao pé delas, somos fios de riacho a correr. Chamam-nos as lágrimas quando elas secaram e precisam de ser choradas. Têm o mar nos olhos em vez de cor.
Há pessoas pão, que nos aquecem os invernos de dentro e nos apaziguam com ternuras. São alimento para a alma e sustentam-nos quando temos fome de tudo.
Há pessoas janela. Conhecê-las é trepar um novo caminho, descobrir um além novo. Estas pessoas têm normalmente os braços abertos e do lado de lá deste abraço há quase sempre luz. Quando não há luz, pode haver céu (que é praticamente a mesma coisa).
E há pessoas vento. Que nasceram para ser do mundo ainda antes de o mundo nascer. Há pessoas que são despercebidas. Acham que a vida é um sopro e deixam-se soprar. Querem mais mesmo quando lhes dizem que já viram tudo. Estas pessoas são aquelas que não têm pés. Têm asas.
In Audácia, outubro de 2015
 

 

Às vezes basta uma palavra certa, na hora certa e o nosso mundo volta a girar.
Às vezes basta simplificar e saber com quem contar, dar tudo de volta e sentir o peito encher de ar.
Às vezes basta viver como a alma nos pede, não adiar, não parar de lutar.
Às vezes basta esperar. Repetir que é da nossa vida que temos de cuidar.
E depois, basta acreditar que o que é muito bom chega devagar.

Às nove no meu Blog


 

INFORMAÇÕES
 
MÊS DAS ALMAS NA RIBEIRA SECA
Durante o mês de novembro, também chamado “Mês das Almas”, haverá missa na Ribeira Seca, de segunda-feira a sexta-feira, às 7h30 horas.
O peditório para as “Missas das Almas” será feito nos moldes dos anos anteriores.
 
PASTORAL JUVENIL
A Pastoral Juvenil de São Jorge informa que haverá o Retiro pós-Crisma, Esquema Um, para todos os jovens que tenham feito o Retiro de preparação para o Crisma e que tenham recebido o Sacramento do Crisma.
O retiro será nos dias 13, 14 e 15 de novembro, na Pousada da Juventude de São Jorge.
As inscrições podem ser feitas junto dos párocos ou acedendo ao Facebook na página do Grupo Juvenil de São Jorge, onde encontrarão as informações necessárias para a inscrição.
 
ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO
Manadas - quinta feira, 5 de novembro das 17 às 18 horas.
Ribeira Seca - sexta feira, 6 de novembro das 17 às 18 horas.

 


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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