Nº 704

LEVA SÓ O ESSENCIAL

Leva só o essencial. Não vais precisar de metade das coisas que carregas. Mais para a frente, vais precisar de estar leve para cruzar o caminho que vais trilhar. Leva só o essencial. Lá mais à frente é provável que a tua alma ganhe bolhas. Vais precisar de estar leve para as furar com a agulha da coragem. Leva só o essencial. Quando avançares uns pares de quilómetros, vais desejar não ter carregado a mochila com tanto peso. Leva só o essencial. Não. Não te posso dizer o que te vai fazer falta. A cada um farão falta coisas muito diferentes. Uns vão precisar de um lenço ou de uma manga de camisa para limpar eventuais lágrimas. Outros vão precisar de palavras que hidratem a secura do peito. Outros vão achar que não precisam de nada e é nesse mesmo momento que vão cair. Outros vão achar que vão precisar de uma mão que poise nas suas tristezas e as faça sentir ridículas e pequenas. Outros vão precisar de um cobertor porque quando o nosso coração anoitece, faz-nos frio. Faz-nos gelo. Outros vão precisar de uma ligadura de esperança para enrolar à volta de uma ou outra ferida mais teimosa ou metediça. Outros vão precisar de uma toalha para limpar os dias mais sujos e vazios de horizontes.

 Pouca coisa nos faz falta. Não nos faz falta encher a mochila de pedras. Uma pedra para os que nos desiludiram. Outra para os que nos deviam ter amado mais. Outra para quem partiu sem se despedir. Outra pelos dias em que a vida se ausentou de nós. Outra para quando ferimos. Outra para quando estamos feridos. Pedras. Temos pedras em todo o lado. Nos bolsos e no avesso da pele. Não nos fazem falta. Esculpimos a nossa vida agarrando em todas as tragediazinhas. Pintamo-las com umas cores diferentes e achamos que ninguém notará. Queremos tudo ao mesmo tempo e empanturramo-nos daquilo que achamos que nos despedaça os vazios. Somos ridículos. Com as nossas mochilas carregadas de mágoas, de pessoas que há muito nos retiraram das suas mochilas, da nossa sede de futuro. Andamos cegos e todos os dias esmurramos a luz com a nossa falta de confiança. Falta de fé. Falta de Deus. Andamos surdos e gritamos as nossas verdades de plástico aos ouvidos dos outros. Andamos ausentes e impomos a nossa presença como quem quer, à viva força, furar uma multidão. A vida não é um quem-chega-primeiro. É um quem-se-consegue-preparar-para-chegar-em-último. E saber que é em último que encontraremos o melhor lugar. Faz caminho e leva só o essencial. Faz-te caminho e leva só o essencial, diz-nos a vida. E nós, imersos na surdez que somos, teimamos em nunca ouvir o que vem do Céu:

Leva só o essencial.Marta Arrais

 

XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

A liturgia do 18º Domingo do Tempo Comum repete, no essencial, a mensagem das leituras do passado domingo. Assegura-nos que Deus está empenhado em oferecer ao seu Povo o alimento que dá a vida eterna e definitiva.

A primeira leitura dá-nos conta da preocupação de Deus em oferecer ao seu Povo, com solicitude e amor, o alimento que dá vida. A ação de Deus não vai, apenas, no sentido de satisfazer a fome física do seu Povo; mas pretende também (e principalmente) ajudar o Povo a crescer, a amadurecer, a superar mentalidades estreitas e egoístas, a sair do seu fechamento e a tomar consciência de outros valores.

No Evangelho, Jesus apresenta-Se como o “pão” da vida que desceu do céu para dar vida ao mundo. Aos que O seguem, Jesus pede que aceitem esse “pão” – isto é, que escutem as palavras que Ele diz, que as acolham no seu coração, que aceitem os seus valores, que adiram à sua proposta.

A segunda leitura diz-nos que a adesão a Jesus implica o deixar de ser homem velho e o passar a ser homem novo. Aquele que aceita Jesus como o “pão” que dá vida e adere a Ele, passa a ser uma outra pessoa. O encontro com Cristo deve significar, para qualquer homem, uma mudança radical, um jeito completamente diferente de se situar face a Deus, face aos irmãos, face a si próprio e face ao mundo.

Dehonianos

 

MEDITAR

 

REVELAÇÃO

Quando chegaste,

redescobri em mim inocência e alegria.

Removi a máscara que sobrava:

nada havia a esconder de ti,

nem medo – a não ser partires.

 

Supérfluas as palavras,

dispensada a aparência, fiquei eu,

sem prumo,

como antes da primeira dúvida

e do último desencanto.

 

Quando chegaste,

escutei meu nome como num outro tempo.

O meu lado da sombra entregou

o que ninguém via:

as feridas sem cura e a esperança sem rumo.

 

Começa a crer, por mim, que o amor é possível,

e que a vida vale a pena e o pranto

de cada dia.

 

 Lya Luft

 

CONTO (564)

 

A EXPERIÊNCIA

Era uma vez um jovem que, tendo passado umas férias em Viena de Áustria, aproveitou o tempo para escutar concertos musicais, ficando verdadeiramente encantado.

Ao chegar à sua terra, decidiu formar uma orquestra musical, um pouco no estilo das que tinha visto em Viena.

Ele próprio decidiu ser o diretor de orquestra. Para se preparar, leu muitos livros e escutou muitas conferências. Encheu a cabeça de teorias acerca de como deve ser uma orquestra e de como se deve tocar cada um dos instrumentos.

Em seguida, gastou uma fortuna a comprar os instrumentos musicais. Reuniu as pessoas que queria para a sua orquestra e explicou-lhes todas as noções que tinha aprendido, definindo com palavras qual a função de cada instrumento.

Depois de tantas explicações, julgava que podia realizar o primeiro concerto. Porém, quando os músicos pegaram nos instrumentos, saiu apenas um ruído desagradável.

Tinham a teoria toda sabida, mas faltava-lhes a prática.

In Tutti Frutti  de Pedrosa Ferreira

 

 

 

«Há um milagre diabólico que é transformar pedras em pão. E há um milagre fraterno que é transformar pão em pedaços«

 

«Aqueles que se julgam sem pecado grave ou sem maldade dentro de si tornam-se juízes e tiranos dos que estão à sua volta.»

Rui Santiago

 


 

INFORMAÇÕES

 

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

A Ermida de Nossa Senhora de Fátima da Fajã da Ribeira da Areia encontra-se em obras. Durante este tempo, a Imagem de Nossa Senhora e respetivos Pastorinhos, encontram-se na Igreja de São Miguel Arcanjo que estará aberta para quem quiser cumprir promessas e rezar.  Esperamos que no dia 13 de outubro, a festa seja realizada já na Fajã.

Agradecemos a colaboração e compreensão.

 

CLÍNICA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CALHETA

A Direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Calheta informa que estarão na Clínica da instituição os seguintes especialistas:

Dr.ª Maria Graça Almeida, Ginecologista e obstetra, no dia 4 de agosto de 2015.

Os interessados, podem fazer a marcação na secretaria da Instituição ou através dos números 295 460 111(secretaria) 295460110 (geral).

 

 

 FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

FESTA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM

PORTAL

Tríduo - Dia 5, 6 e 7 de agosto - Missa às 20h,.

                  

Festa dia 9 de agosto - Missa às 11h  e procissão às 19h30.

NORTE PEQUENO

Tríduo: dias 12, 13 e 14 de agosto às 20h00.

 

FESTA: dia 15 de agosto - MISSA às 11h00 - Procissão às 19h00.

 

Procissão de Sto. Antão e bênção do gado: dia 16 de agosto às 10h45 seguindo-se a Eucaristia


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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