Nº 604

Conheço barcos...

 

Conheço barcos que ficam no porto

com medo de que as correntes os arrastem violentamente.

Conheço barcos que enferrujam no porto

para não arriscarem nunca uma vela ao largo.

 

Conheço barcos que se esquecem de zarpar.

Têm medo do mar por estarem a envelhecer;

E as vagas nunca os separaram.

A sua viagem terminou antes de começar.

 

Conheço barcos tão amarrados

que desaprenderam de se olhar.

Conheço barcos que ficam a marulhar

para estarem realmente seguros de jamais se deixar.

 

Conheço barcos que vão, aos pares,

afrontar o temporal quando o furacão está sobre eles.

Conheço barcos que se arranham um pouco

nas rotas oceânicas aonde os levam os seus manejos.

 

Conheço barcos que regressam ao porto,

todos amassados, mas mais dignos e mais fortes.

Conheço barcos estranhamente iguais

quando partilharam anos e anos de sol.

 

Conheço barcos que transbordam de amor

quando navegaram até ao seu último dia,

sem nunca recolher suas asas de gigantes,

porque têm o coração à medida do oceano.


                                                                                            
Marie-Annick Rétif

 

XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM

A liturgia deste domingo propõe-nos uma reflexão sobre alguns valores que acompanham o desafio do “Reino”: a humildade, a gratuidade, o amor desinteressado

O Evangelho coloca-nos no ambiente de um banquete em casa de um fariseu. O enquadramento é o pretexto para Jesus falar do “banquete do Reino”. A todos os que quiserem participar desse “banquete”, Ele recomenda a humildade; ao mesmo tempo, denuncia a atitude daqueles que conduzem as suas vidas numa lógica de ambição, de luta pelo poder e pelo reconhecimento, de superioridade em relação aos outros… Jesus sugere, também, que para o “banquete do Reino” todos os homens são convidados; e que a gratuidade e o amor desinteressado devem caracterizar as relações estabelecidas entre todos os participantes do “banquete”.

Na primeira leitura, um sábio dos inícios do séc. II a.C. aconselha a humildade como caminho para ser agradável a Deus e aos homens, para ter êxito e ser feliz. É a reiteração da mensagem fundamental que a Palavra de Deus hoje nos apresenta.

A segunda leitura convida os crentes instalados numa fé cómoda e sem grandes exigências, a redescobrir a novidade e a exigência do cristianismo; insiste em que o encontro com Deus é uma experiência de comunhão, de proximidade, de amor, de intimidade, que dá sentido à caminhada do cristão. Aparentemente, esta questão não tem muito a ver com o tema principal da liturgia deste domingo; no entanto, podemos ligar a reflexão desta leitura com o tema central da liturgia de hoje – a humildade, a gratuidade, o amor desinteressado – através do tema da exigência: a vida cristã – essa vida que brota do encontro com o amor de Deus – é uma vida que exige de nós determinados valores e atitudes, entre os quais avultam a humildade, a simplicidade, o amor que se faz dom.

Dehonianos

 

MEDITAR

 

O VOSSO AMOR É CRIATIVO E FECUNDO

 

Jesus ensinou-nos que a Divindade tem coração.

Por serdes Amor,

Vós sois comunidade aberta e acolhedora.

 

A alegria, o ritmo e a harmonia são a dinâmica das vossas interações amorosas.
Por isso a música tem um lugar central na vossa comunicação de Amor.
Na verdade, a música brota do coração de Deus!

Tal como a mãe canta para serenar o filhinho que leva ao colo,
Assim a vossa ternura se difunde para nós em vibrações musicais de uma harmonia indescritível.
O vosso amor é criativo e fecundo.
É gerador de novidade permanente.
Por isso sois um Deus que nunca se repete.


Os seres humanos são uma expressão privilegiada da novidade inesgotável do vosso amor criador.
Realmente, a Humanidade concretiza-se de modo único, original e irrepetível em cada pessoa.
Vós fizestes as coisas tão bem feitas que ninguém está a mais.
De facto, nenhuma pessoa é uma cópia da outra!

No interior do vosso coração germina de modo constante uma alegria que não se apaga.
Por isso Jesus vos anunciou como o Deus da Festa!

 

Calmeiro Matias

 

CONTO (465)

 

O CALOR E O FRIO

Numa ilha fria e deserta encontraram-se algumas pessoas cada uma apenas com um pedaço de madeira na mão. Ao centro uma pequena fogueira morria lentamente por falta de combustão. O frio era cada vez mais insuportável.

A primeira pessoa era uma mulher que tinha ao seu lado um negro. Pensou: «Por que é que tenho que dar a minha acha a este estranho miserável?».

O negro apertou também a sua acha e disse:

- Por que é que tenho que dar a minha acha a esta gente que me considera um ladrão?

Havia também um homem rico. A seu lado uma pessoa que se vestia pobremente. O rico disse:

- Por que é que vou dar a minha acha a este individuo que tem cara de um revoltado?

O pobre também apertou a sua acha dizendo:

- Preciso dela para mim!

Havia ainda um senhor dirigente de um partido político que tinha a seu lado um outro de partido diferente. Disse:

- Por que é que tenho de dar a minha acha a este individuo que é meu adversário?

E assim cada um apertava cada vez mais a sua acha: Ninguém a queria colocar na fogueira comum.

Os seis foram encontrados mortos.

 In  Alegre Manhã de Pedrosa Ferreira

 

 

Fé não é o apego a um  santuário, mas uma peregrinação infindável do coração.

Espera audaciosa, cânticos ardentes, planos ousados, um ímpeto inundando o coração, invadindo a mente – tudo isso é o impulso que nos leva (a amar aquele) que toca o nosso coração com um sino.

Abraham Heschel

 


INFORMAÇÕES

 

INFORMAÇÕES

 

BAR DA ASSOCIAÇÃO DE BOMBEIROS DA CALHETA

A direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Calheta informa os  possíveis interessados em explorar o bar da instituição, que os mesmos deverão contactar a secretaria desta instituição.

 

FESTA DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO - BISCOITOS

Tríduo - 4, 5 e 6 de setembro às 20 horas.

Festa -  8 de setembro:

                               - Eucaristia de festa à 11 horas;

                               - Procissão às 18h 30 minutos.

 

FESTA DE NOSSA SENHORA DE LURDES - FAJÃ DOS CUBRES

Tríduo - 4, 5 e 6 de setembro às 20 horas.

Festa -  8 de setembro:- Eucaristia de festa às 11 horas, a seguir as arrematações e procissão.


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Dá-nos um coração claro que veja o céu aberto
e o mundo como os olhos de uma criança,
olhos de confiança e de descoberta
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