Nº 588

 

REDES SOCIAIS

Para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa escolheu o tema das Redes Sociais como lugares de verdade e de fé, que devem ser utilizados na Evangelização.
É comum vermos utilizar estas novas formas de comunicação ao alcance de todos. Qualquer um pode ter um lugar no Facebook, um blog onde coloca o que entende, um telemóvel com as facilidades que dá de comunicação falada e escrita… é um imenso campo que está à disposição de todos.
Estes facilitam a aproximação das pessoas, favorecendo o diálogo e o debate, devendo respeitar o espaço de cada um, procurando transmitir e dar a conhecer a verdade.
“Se as redes sociais são chamadas a concretizar este grande potencial, as pessoas que nelas participam devem esforçar-se por serem autênticas, porque nestes espaços não se partilham apenas ideias e informações, mas em última instância a pessoa comunica-se a si mesma”.
“Os meios de comunicação social precisam do compromisso de todos aqueles que estão cientes do valor do diálogo, do debate fundamentado, da argumentação lógica; precisam de pessoas que procurem cultivar formas de discurso e expressão que façam apelo às aspirações mais nobres de quem está envolvido no processo de comunicação”. (Excerto da mensagem do Papa)
Uma nova linguagem está a desenvolver-se neste ambiente das redes digitais que deve ser utilizada para o conhecimento e vivência do Evangelho.
Em outros tempos a Igreja soube usar os meios que facilitavam este conhecimento da Palavra de Deus e, ao mesmo tempo, aproximava as pessoas. Utilizou os jornais, as estátuas, as pinturas e vitrais que também constituem valores artísticos para a sociedade. Agora, são estas realidades que devem ser utilizadas com o objetivo de Evangelizar.
A Igreja não pode estar alheia às redes sociais, daí a necessidade de uma reflexão que nos ajude a perceber o lugar que têm na Evangelização.

DOMINGO DA ASCENSÃO DO SENHOR

Da terra ao céu

Eu explicava às crianças da catequese o sentido da Ascensão do Senhor: Jesus, depois de ter cumprido a sua missão na terra, subiu ao céu, sua morada eterna. Pareceu-me que a lição tinha sido clara quando surpreendi dois miúdos a falar baixinho. Então perguntei:
- Qual é a dúvida?
Um deles, meio envergonhado, começou a dizer:
- A gente diz que Jesus está na Igreja, está no sacrário. Agora o senhor Padre diz que ele subiu para o Céu. Então, em que é que ficamos?
Fiquei meio surpreendido com aquela questão. Nunca tinha pensado nesses termos e olhei, meio aflito, quase à procura de ajuda, para o seu colega. Este, sem mais demoras, resolveu a dúvida, respondendo de imediato:
- Olha, Ele mora no Céu mas trabalha na Igreja.
Comoveu-me a simplicidade destas crianças. Elas projetavam em Deus aquilo que viam no seu pai, em casa e no emprego. Nada mais certo. Deus tem a sua morada no Céu, mas exerce a sua atividade cá na Terra. E eu é que já não sei onde é que começa o Céu e termina a Terra. Jesus continua a sua ação aqui na Terra através de nós. Compete-nos agora fazer deste lugar de trabalho a morada de Deus, transformando a Terra num cantinho do Céu.
É este mistério que nós celebramos na Ascensão do Senhor
Pe. José David Quintal Vieira, scj
 

MEDITAR

 

CONTRA A ESPERANÇA

 
É preciso esperar contra a esperança.
Esperar, amar, criar
contra a esperança
e depois desesperar a esperança
mas esperar, enquanto
um fio de água, um remo,
peixes existem e sobrevivem
no meio dos litígios;
enquanto bater
a máquina de coser
e o dia dali sair
como um colete novo.
 
É preciso esperar
por um pouco de vento,
um toque de manhãs.
E não se espera muito.
Só um curto-circuito
na lembrança. Os cabelos,
ninhos de andorinhas
e chuvas. A esperança,
cachorro a correr
sobre o campo
e uma pequena lebre
que a noite
em vão esconde.
 
O universo é um telhado
com sua calha, tão baixo
e as estrelas, enxame
de abelhas na ponta.
 
É preciso esperar contra a esperança
e ser a mão pousada
no leme de sua lança.
 
E o peito da esperança
é não chegar;
seu rosto é sempre mais.
É preciso desesperar
a esperança
como um balde no mar.
 
Um balde a mais
na esperança
e sobre nós.
 
Carlos Nejar
 

CONTO (449)

 

O JOVEM CARANGUEJO

Um jovem caranguejo pensou: «Por que é que na minha família todos andam para trás? Quero aprender a andar para diante.»
Começou a exercitar-se às escondidas e custava-lhe muito. Mas, pouco a pouco, conseguiu bons resultados.
A mãe disse-lhe:
- Estás louco? Caminha como o teu pai, a tua mãe e os teus irmãos e todos os outros caranguejos.
Mas ele continuou a andar para a frente. O pai, irritado, disse-lhe:
- Se queres ser diferente dos outros, vai-te embora e não voltes mais.
O jovem caranguejo, com muita tristeza, despediu-se dos seus familiares e partiu.
Mais adiante, encontrou-se com um velho caranguejo. Olhou-o e disse:
- Também eu, quando era jovem, pensava ensinar os caranguejos a andar para a frente. O resultado: vivo sozinho e ninguém fala comigo. Enquanto estás a tempo, resigna-te a fazer como os outros!
O jovem caranguejo não sabia que responder e calou-se. Mas dentro de si pensava: «Eu tenho razão». Saudou gentilmente o velho e continuou o seu caminho.
 In Alegre Manhã de Pedrosa Ferreira

 

A mais espantosa das surpresas que nos espera no céu será a de não encontramos lá nada de novo.(...) 
Estou convencido de que o céu consistirá em reviver, numa plenitude de luz, os maravilhosos instantes da nossa existência terrena.
Louis Evely

 

INFORMAÇÕES

MUSEU FRANCISCO LACERDA

No dia 18 maio de 2013 – Dia Internacional dos Museus – abertura ao público da exposição: “Mestre João Alberto - no reino dos barcos”, pelas 16h30m, no Museu Francisco de Lacerda, com a presença do homenageado.

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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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