Nº 564

 

QUANDO EU TINHA FOME…

 
Quando eu tinha fome, deste-me de comer,
Quando eu tinha sede, deste-me de beber
Quando eu estava sem casa, abriste-me as tuas portas
Quando eu estava nu, deste-me o teu manto
Quando eu estava cansado, ofereceste-me descanso

Quando eu estava inquieto, acalmaste-me os tormentos
Quando eu era pequeno, ensinaste-me a ler
Quando eu estava só, trouxeste-me o amor
Quando eu estava preso, vieste ver-me à minha cela
Quando eu estava acamado, vieste-me tratar
Em país estranho, fizeste-me boa acolhida
Desempregado, arranjaste-me emprego
Ferido em combate, curaste-me as feridas
Carente de bondade, estendeste-me a mão
Quando eu era preto, amarelo ou branco,
Insultado e escarnecido, carregaste a minha cruz
Quando eu era idoso, ofereceste-me um sorriso
Quando eu estava preocupado, compartilhaste a minha pena

Viste-me coberto de escarros e de sangue
Reconheceste-me sob o meu rosto suado
Quando me escarneciam, estavas a meu lado
E quando eu era feliz, compartilhavas a minha alegria

Faminto, não só de pão,
mas também de existir para alguém
nu, não só por falta de roupa, mas também por falta de compaixão,
pois muito pouca gente a concede a desconhecidos
desalojado não só de um abrigo feito de pedras,
mas de um coração amigo,
de quem a pessoa possa afirmar que tem alguém por si.
Madre Teresa de Calcutá
in “Trago-vos o amor
 

SOLENIDADE DE CRISTO REI DO UNIVERSO

Cristo é Rei

Havia um rei muito triste porque na sua nação só via miséria e injustiças. Gostaria de sair do seu palácio para falar ao povo mas, quando o seu carro aparecia, as pessoas prostravam-se sem se atrever a levantar a vista. Um dia, chamou o seu herdeiro:
- Meu filho, este povo está a destruir-se em lutas e egoísmos. Quero que te faças um deles e os chames à razão.
- Muito bem. Vestir-me-ei como eles, para que não me reconheçam e dir-lhes-ei que é preciso construir outro reino...
Na manhã seguinte, vestido como um homem do povo, saiu a percorrer os caminhos do reino. Passaram-se três anos e muitos o seguiam e escutavam. Sentiu fome, frio, foi perseguido, maltratado, preso e condenado.
As suas últimas palavras foram:
- Obrigado, Pai, por me teres feito um homem como os outros.
Cristo é Rei no trono da cruz. Não se dispensou de sacrifícios e trabalhos, não se furtou à humilhação e escárnio, não recusou fazer-se um de nós e, contudo, é Rei.
Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

MEDITAR

 

FELIZ...


Feliz aquele que cedo se levanta para procurar a Sabedoria
Encontra-a sentada à sua porta

Feliz aquele que se consagra ao inútil e ao gratuito
Entra na liberdade na casa de Deus

Feliz aquele que perde o tempo de simplesmente existir
Encontra o Autor do sétimo dia

Feliz aquele que mergulha nas raízes do seu ser
Sente a Fonte a brotar em si

Feliz aquele que se reconhece mendigo de Absoluto
Dá o nome à fome do seu grito

Feliz aquele que descobre o seu rosto interior
Tropeça na alegria

Feliz aquele que até esquece os seus pecados
Conhece o repouso do Amor

Feliz aquele que olha o outro como Deus o vê
Torna-se aquilo que contempla
Jacques Gauthier
 

CONTO (427)

 

LEITE E SANGUE

Um mestre de Sabedoria parou um dia numa cidade governada por um governo despótico e cruel. Hospedou-se com gosto em casa de um modesto carpinteiro.
O governador da cidade quis dizer-lhe que gostaria de o hospedar em sua casa.
- Pode saber-se o que te impede de vires comer daquilo que eu tenho para te oferecer?
O Mestre respondeu:
- Se queres sabê-lo, traz-me aqui o que tinhas para me oferecer no teu palácio.
O governador trouxe-lhe então uma bandeja de prata cheia dos melhores alimentos. O Mestre viu a bandeja e pediu ao carpinteiro que trouxesse também o que tinha para lhe oferecer. Este trouxe-lhe dois pedaços de pão duro. Então o Mestre pegou num pão da bandeja do pobre carpinteiro. Apertou-os a ambos. Com grande admiração dos presentes, do pão do operário saiu leite e do pão do governador saiu sangue.
O Mestre de sabedoria disse então ao governador:
- Agora sabes porque não podia comer do teu alimento. Está amassado com sangue dos pobres. Enquanto que o pão deste pobre é fruto do seu trabalho honesto.
 In Alegre Manhã de Pedrosa Ferreira

 

«A experiência mais radical do Amor tem duas margens:
A Verdade, que me leva à Coerência
A Liberdade, que me leva à Paz.»


António Valério

 

 

INFORMAÇÕES

 

FEIRA DE USADOS

Os finalistas da Escola Secundária da Calheta vão realizar uma feira de artigos usados, no próximo fim de semana, dias 1 e 2 de dezembro, a partir das 10 horas, no centro de Dia de Santo Antão.
Agradecem a visita e a colaboração.
 

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Velas:

CONVOCA os seus associados para uma Assembleia Geral a realizar no dia 30 de Novembro para apresentação da Conta de Gerência do Ano de 2011 e o Orçamento para 2013.
INFORMA que mantém em funcionamento, às Quintas-Feiras, das 19.00 às 21.00 Horas, a sua Escola de Instrumentos de Corda.
RECEBE donativos (roupas leves, livros e brinquedos) para  Cabo Verde até ao dia 30 de Novembro."
 
FESTA DE SANTA BÁRBARA
 
TRÍDUO - 28, 29 e 30 de novembro - Eucaristia às 20 horas.
                        Confissões no dia 28 de novembro às 19 horas.
 
FESTA dia 2 de dezembro - Eucaristia de festa às 16:30 horas seguida de                                                               Procissão
(Pede-se a colaboração de todos. A partir das 9 horas tem início o enfeite do percurso da procissão)
 

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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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