Nº 558

 

CAMINHO DA FELICIDADE

 
Foste, Senhor, demasiado ousado!
Propor como felicidade, o caminho
        da pobreza voluntária,
        da humildade despojada,
        do serviço dedicado,
        da atitude de lava-pés.
 
De todos os lados, tudo me grita
        que a felicidade está
        na riqueza do ter muito,
        na ostentação da vaidade,
        no domínio sobre os outros,
        no prazer mundano.
 
Ser feliz como Tu, ser feliz, Contigo.
Ser feliz no caminho que és Tu:
        Homem pobre,
        Homem servo,
        Homem humilde.
 
Pobre sensatez humana
        que não aceita a «ousada loucura»
        dos conselhos divinos.
 
Bendita sensatez que nasce da fé e da certeza
        que o Senhor Jesus do lava-pés
        tinha razão e continua a ter.
 
In Firmes na Fé de Dário Pedroso, S. J.
 

XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Saber a lei de Deus

Um grupo de jovens estava a refletir sobre o diálogo de Jesus com o jovem rico. Nas conclusões alguém referiu, maliciosamente, que Jesus não sabia os mandamentos da Lei de Deus.
Fiquei surpreendido e pedi explicações.
É que Jesus pergunta ao jovem se sabia os mandamentos para alcançar a vida eterna, e enumera-os mas de maneira incompleta. Faltam os três primeiros, que dizem respeito a Deus, inclusivamente o primeiro de todos que é o amor a Deus.
Todos os outros jovens esforçaram-se para justificar esta aparente omissão de Jesus.
- Para Jesus basta a observância da segunda parte do decálogo, a que fala dos deveres em relação ao homem, para receber em herança a vida eterna. Com efeito, a única forma de mostrar o próprio amor a Deus é aceitar o seu projeto de amor para com toda a humanidade.
- O jovem rico já estava a mostrar que observava os mandamentos em relação a Deus e por isso Jesus pergunta-lhe apenas sobre os outros. De facto chama-o de Bom Mestre. Jesus responde que ninguém é bom senão Deus. Ora, se o jovem lhe chama bom, está a declarar que Jesus é Deus e que acredita nele.
E nós? Sabemos os mandamentos? Quais deles deixaria Jesus de perguntar por ver já realizados?
Pe. José David Quintal Vieira, scj
 

MEDITAR

A CIDADE ESTÁ VAZIA

Como está vazia a cidade,
Como está morta!
O inverno cava rugas,
Longas noites sem porta.
Utensílios sem mãos,
A cidade sem tempo,
A rua grita por pão,
Não tem a cidade emprego.
 
Mas como está tão vazia
E tão morta
É Paris que decide,
A banca é mais forte.
Mil braços abatidos,
Punhos florindo de raiva.
Mil empregos suprimidos,
A cidade sem trabalho.
 
Meu Deus, que cidade tão triste!
Como está morta!
O betão terrorista,
O provir que se deporta.
Viver de nada vale.
Sucumbimos ao medo.
Deitou-se vida aos cães
E o homem foi vendido.
In Viver de J. Debruynne
 

CONTO (422)

 

EXISTIR E VIVER

Um turista parou numa pequena aldeia. À entrada estava um modesto cemitério cercado de ciprestes. Entrou e começou a andar lentamente pelo meio das lápides brancas.
Começou a ler as inscrições. A primeira: «John Tareg, viveu 8 anos, 6 meses, 2 semanas, 3 dias». Uma criança tão nova sepultada naquele lugar… Curioso, leu a inscrição da lápide ao lado: «Denis Kalib, viveu 5 anos, 8 meses e 3 semanas». Uma a uma, começou a ler as lápides e as inscrições eram todas semelhantes. Ninguém tinha vivido 11 anos. Comoveu-se e começou a chorar.
Uma pessoa idosa que o viu a chorar em silêncio, perguntou-lhe se era da família de algum dos defuntos. O turista respondeu:
- Não, não sou daqui. Mas o que é que acontece nesta terra, que todos morrem tão novos?
Essa pessoa sorriu e disse:
- Vou explicar-lhe. Quando um jovem completa quinze anos, os pais dão-lhe um caderno como este que trago comigo. E é tradição que, todas as vezes que alguém vive intensamente alguma coisa, abre o caderno e toma nota do tempo que durou esse momento de intensa e profunda felicidade. Escrevem-se os meses, semanas e dias em que a pessoa sentiu que viveu verdadeiramente e foi feliz.
Quando a pessoa morre, pega-se no caderno e faz-se a soma de todo esse tempo. E é esse que fica gravado no seu túmulo.
 In Bom dia, alegria de Pedrosa Ferreira

 

«A oração salvou-me a vida. Sem a oração teria ficado muito tempo sem fé. 
Ela salvou-me do desespero. Com o tempo a minha fé aumentou e a necessidade de orar tornou-se mais irresistível…
A minha paz muitas vezes causa inveja. Ela vem-me da oração. 
Eu sou um homem de oração. 
Como o corpo se não for lavado fica sujo, assim a alma sem oração se torna impura.»
 
M. Gandhi

 1º Ano -

Mariana Fernandes

 

 2º Ano

- Bárbara Santos

 

 3º Ano -

 

 

 4º Ano

- Celestina Sousa

 

 5º Ano -

 

 

 6º Ano

- Iva e Ana Zoé

 

 8º Ano

 

 

 9º Ano

 

 

 10º Ano

- Pe. Manuel António (quarta-feira após a escola)

 

 

 
«Deserto» espiritual ameaça humanidade
Ano da Fé e 50.º aniversário da abertura do Vaticano II apelam à redescoberta do legado conciliar face ao «vazio» da sociedade
Bento XVI desafiou os católicos a enfrentarem o avanço da "desertificação" espiritual que se espalhou pelo mundo, nas últimas décadas, e reafirmou a atualidade do trabalho realizado no Concílio Vaticano II (1962-1965), inaugurado há 50 anos.

“Qual seria o valor de uma vida, de um mundo sem Deus, já se podia perceber no tempo do Concílio a partir de algumas páginas trágicas da história, mas agora, infelizmente, vemo-lo todos os dias à nossa volta: é o vazio que se espalhou”, alertou o Papa, na homilia da Missa a que presidiu na Praça de São Pedro, para a inauguração do Ano da Fé, por ele proclamado no 50.º aniversário do Vaticano II.

In Agência Ecclesia

 


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Dá-nos um coração claro que veja o céu aberto
e o mundo como os olhos de uma criança,
olhos de confiança e de descoberta
que nos salvem dos hábitos.

 

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