Nº 553

 

ESTÁ NA “MODA”FALAR

 
“Discutir” só serve para agitar o ar.
“Agir”, pelo contrário,
Requer ser calmo e concreto.
 
Nunca se falou tanto
Como hoje,
Nunca desabara sobre as pessoas
Uma avalancha tão impressionante
De palavras ocas, inúteis e sem sentido!
Todos querem “tomar parte”,
Mas poucos têm qualquer coisa a dizer,
Porque poucos são capazes
De conseguir o silêncio
E o esforço necessário para a “reflexão”.
 
O nosso mundo tem absoluta necessidade
De pessoas calmas e simples,
De pessoas amáveis
Que, aos balcões,
Nos atendam com um sorriso,
Que não percam a paciência
Diante dos “guichets”,
Que ao volante não se comportem com agressividade,
Que não embirrem connosco
Quando cometemos algum erro.
 
Aceita que os outros sejam “outros”,
Que pensem de maneira diferente,
Que procedam de maneira diferente
Que sintam de maneira diferente,
Que falem de maneira diferente.
 
A vida é demasiado curta
E o mundo é demasiado pequeno
Para os transformarmos num campo de batalha.
 
In Amar de Phil Bosman (adaptado)

 XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Fazer cócegas

Os alunos da catequese representaram a cena evangélica da cura de um surdo-mudo.
Quando Jesus se afastou com o homem e lhe meteu os dedos nos ouvidos, aquele, que na representação estava a ser curado, mexeu-se cheio de cócegas e desatou a rir.
Na apreciação da mensagem, um miúdo perguntou, com toda a seriedade:
- Senhor Padre, Jesus também fazia cócegas?
Compreendi a razão da pergunta e corrigi:
- Não foram as cócegas, como nesta representação, que curaram aquele homem. Jesus fala, escuta e vê e por isso retribuiu ao surdo-mudo a capacidade de escutar, falar e ver com toda a dignidade.
Um outro miúdo acrescentou:
- Mas eu já vi uma figura de Deus a fazer cócegas a Adão.
Ao pedir mais informações identifiquei a cena da Criação, na Capela Sistina, em que Miguel Ângelo põe o dedo de Deus Criador a tocar em Adão. Tive que concordar:
- Sim, Deus faz-nos cócegas porque gosta de nós, porque quer ver-nos felizes, a sorrir e porque quer pôr-nos a mexer... São estes gestos de carinho que nos salvam.
Quem me dera que toda a gente sentisse como cócegas todas as intervenções de Deus na nossa vida.
Pe. José David Quintal Vieira, scj
 

MEDITAR

TUAS LÁGRIMAS…

São pérolas de sangue as lágrimas
Que irrompem das fontes de teus olhos…
Sangue escaldante que jorra desse coração
Ferido, triste ou revoltado,
Tantas vezes espicaçado pelos abrolhos
Da dor, da injustiça ou ingratidão…
 
Tuas lágrimas são a espuma cristalina
Das ondas desse mar que é tua alma:
Ora grito salgado de tempestade,
- e tantas são! … -
Ora ciciar gemebundo e manso
De maré calma…
 
Tuas lágrimas são flores de carne viva,
Que ofereces, palpitantes, ao teu mundo:
- flores roxas, nos momentos de tristeza,
- flores de partilha generosa,
Em todas as horas da vida
- lágrimas de alegria com quem chega,
- lágrimas furtivas de saudade
Na despedida…
In Sofrer de Mário Salgueirinho
 

CONTO (417)

 

FALAR CLARO

Uma estudante teve uma triste experiência no mundo da droga. Foi levada para uma comunidade de acolhimento, a fim de se libertar dessa escravidão.
Uns dias depois, o padre que orientava a comunidade, pessoa culta e formada em psicologia e teologia, quis falar com ela.
A jovem, com palavras muito duras, foi contando a sua experiência com as drogas.
Este primeiro encontro foi seguido de outros, mas sem resultados visíveis. O padre procurava convencer a jovem com os argumentos mais convincentes, os que julgava mais científicos, mas ela continuava sempre igual.
Vieram as férias e terminaram os encontros entre o sábio padre e a estudante. Recomeçou o ano e ela não apareceu. O padre perguntou por ela e disseram-lhe que se tinha convertido.
A jovem apareceu mais tarde, entrou no gabinete do padre e abraçou-o. E contou então a história da sua conversão:
- O senhor nas suas conversas tratou-me com luvas de veludo. Mas o cozinheiro com quem trabalhei este verão tratou-me de maneira diferente. Disse-me: «Vejo que andas triste. Por que é que não permites que Cristo entre na rua vida?» Eu comecei então a ler os Evangelhos todas as noites. E num desses dias Cristo entrou na minha vida e curou-me».
 In Alegre Manhã de Pedrosa Ferreira

 

Na agitação no mundo, o silêncio da alma é um manancial de Paz. Não adianta buscar a Paz no mundo, porque ela tem que estar no coração.
Aline Ladvocat
 

 

INFORMAÇÕES

Educação: Disciplina, silêncio e cooperação entre pais e professores são chaves do sucesso escolar

Disciplina, silêncio e cooperação entre pais e professores são alguns dos fatores que contribuem para o sucesso escolar, afirma a psicóloga Cristina Sá Carvalho, do Secretariado Nacional da Educação Cristã da Igreja Católica.
“Seria muito importante que os pais se esforçassem por responsabilizar os filhos, promovendo uma vida mais disciplinada, como deitar cedo e levantar a horas de ter uma refeição saudável, e não aquelas porcarias que se compram à última hora no supermercado”, frisa.
Em entrevista a docente sugere “uma hora por dia de silêncio em casa”, sem televisão, computador, telefone e música, para criar a capacidade de “concentração”, aptidão importante para a aprendizagem que, no seu entender, é difícil de encontrar nas crianças e adolescentes.
Cristina Sá Carvalho reprova os pais que comparecem na escola depois de notificados sobre problemas com os filhos e agem “com grande violência verbal e física”, comportamento que além de “absolutamente injusto e ineficaz” demonstra “alguma falta de saúde mental na sociedade”.
“Em todos os países desenvolvidos já se provou que a qualidade da relação entre famílias e escolas é o principal agente de desenvolvimento das próprias escolas, além de ser fator fortíssimo de intervenção nas comunidades”, sublinha a psicóloga, que critica a atitude dos professores que “querem ver os pais ao longe”.
PRE/RJM
 

 FESTA DE NOSSA SENHORA DAS DORES

FAJÃ DO OUVIDOR

Tríduo - 12, 13 e 14 de setembro às 20 horas.
Festa dia 16 de setembro: - Eucaristia de festa às 11 horas;
                                                - Procissão às 19h00.
 

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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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