Nº 500

 

Esta é a Carta Familiar número 500.
Quando iniciei esta forma de falar com as comunidades que tenho servido durante estes anos, não pensava que um dia iria chegar a este número.
A Carta Familiar nasceu sem pretensões. Nasceu pequena e ao jeito das crianças. Tem vontade de fazer festa ao jeito dos pequenos. Das crianças.
Festa de Palavras. Escrevê-las, como quem brinca, mas com conteúdo que sirva de ânimo e dê alegria e felicidade. Palavras que sejam bálsamo e transportem algo de útil para a vida. Palavras com sentido e que elevem a dignidade dos que nelas procuram algo de novo que seja fortalecimento de vida.
Por vezes as palavras têm necessidade de ficar mais arrumadas e aconchegadas umas às outras para serem portadoras de arrumos para a vida. Palavras que preencham a vida de algo enriquecedor. Palavras que não sejam inúteis e desarrumadas que só servem para magoar e entristecer.
É uma grande responsabilidade esta, a de fazer festa com as palavras. Elas também gostam de rir e brincar, gostam de cantar e, engraçado, gostam de olhar e de ouvir. Penso que também gostam do silêncio. Gostam de não serem ditas principalmente quando não servem para nada senão para ferir.
As palavras gostam do silêncio retemperador, meditado, que fala cá dentro ao coração, como quem diz segredos que fazem bem quando estamos abatidos, à procura de consolo, de palavras que levem amor.
As palavras não gostam de ser gritadas, porque devem ter o encanto das crianças e a sabedoria dos mais velhos que experimentaram a força e a beleza que elas devem ter.
Carta Familiar tem este belo número no dia da Festa do Senhor Santo Cristo da Caldeira lugar onde me encontro a escrever estas palavras.
É uma graça ser aqui. Lugar que considero como que a sala de visitas desta ilha de São Jorge. Lugar de encontro. Lugar feito de silêncio e harmonia. Lugar de tantos sons e cores. Lugar de Santo Cristo amado por esta gente da Ilha e de todas as ilhas.
Daqui, deixo ao cuidado de Santo Cristo as palavras que este pequeno boletim vai continuar a levar às casas, às famílias, aos jovens, às crianças…
Agradeço a todos os que acolhem este Boletim e dão o seu apoio tanto aos que são distribuídos nas comunidades como aos que o seguem pela internet.
Pe. Manuel António

XXIII DOMINGO COMUM

Tema:

Corrigir-se
1- Necessidade da correcção fraterna.
O pecado nunca é um facto isolado pois nenhum homem é uma ilha. Cada um é parte dum continente. Quando uma ave poisa num ramo é perturbado o equilíbrio de toda a planta. Quando uma pedra cai no lago comunica o movimento a toda a água.
2- Como corrigir.
A) Com serenidade para não aumentar o mal; a sós; na intimidade e num relacionamento pessoal. Conta-se que um dia Platão teve que corrigir um aluno impertinente. Sentando-se, pediu ajuda a um amigo dizendo: Eu não posso corrigi-lo agora porque não me encontro suficientemente calmo.
B) Em espírito de comunhão e oração. É por isso que Jesus, no Evangelho deste Domingo, conclui que onde dois ou três se reunirem em seu nome, estaria no meio deles. Isto porque a comunidade reúne-se para fazer oração mas afinal é a oração que constrói a comunidade.
Um dia, uma mãe lamentava-se ao pároco que o seu filho, em crise espiritual, andava transviado pelas más companhias. Dizia com tristeza:
- Eu falo muitas vezes de Deus ao meu filho mas não serve de nada.
Então o santo pároco, consolando-a respondeu:
- Coragem! Se quer obter melhores resultados, mais do que falar de Deus ao seu filho, fale do seu filho a Deus.
E assim fez.. Quanto mais rezava mais calma e compreensiva ficava de modo que o seu filho, assim acolhido, não precisou mais de procurar satisfações longe de casa e corrigiu-se. E a mãe chegou à conclusão que para corrigir é preciso corrigir-se.
Pe. José David Quintal Vieira, scj
 

MEDITAR

 

A SANTIFICAÇÃO DO DESCANSO

 
Senhor, o problema da santificação dos «lazeres» é resolvido em Ti e por Ti.
No meu descanso cantarei, se és Tu o meu descanso.
Encontrar-te-ei no meu repouso, se és Tu o meu repouso.
Tu és a plenitude e a alegria do sétimo dia.
Aumenta em mim o reconhecimento,
de modo que eu faça de todo o repouso,
de toda a recreação,
de todas as férias uma entrada no repouso do Criador que me fez e me conserva,
uma entrada no repouso do Cordeiro que me redime e perdoa.
Neles encontrarei o repouso máximo, pois a sua obra de bondade foi infinita.
Mestre, faz do meu repouso uma participação nesse repouso que,
nas margens do lago, tomaste com teus apóstolos.
«Quanto a nós, se tivermos fé, havemos de entrar no repouso de que Deus falou».
In.: Presença de Cristo, um Monge da Igreja Oriental
 

CONTO (367)

O MAGNÍFICO DIAMANTE

Um príncipe possuía um magnifico diamante, que conservava com muito orgulho.
Um dia, por causa de um acidente, a pedra preciosa sofreu um tremendo arranhão. Ficou desfigurada e já não era a mesma.
Este facto entristeceu o príncipe, que decidiu pôr todo o seu empenho em conseguir que o diamante voltasse a ser o que tinha sido anteriormente.
Para isso, convocou os mais habilidosos especialistas, e disse-lhes:
- Chamei-vos aqui para vos pedir uma coisa muito importante.
Os especialistas em diamantes responderam:
- Dizei, príncipe, que faremos tudo o que estiver ao nosso alcance.
Ele explicou-lhes:
- Olhai para este meu diamante. É a minha jóia mais preciosa e sofreu este tremendo arranhão e preciso que volte ao estado original. Fazei tudo o que puderdes e souberdes, que vos pagarei generosamente.
Os especialistas, um de cada vez, pegaram na jóia e esmeraram-se para que ela votasse a ter a beleza original. Mas em vão. Nenhum deles conseguiu apagar ou sequer dissimular o arranhão.
O príncipe ficou muito triste mas não desistiu dos seus esforços. Soube que, numa cidade vizinha, havia um genial lapidário de diamantes. Mandou chamá-lo e pediu-lhe:
- Já muitos artistas tentaram restaurar esta minha pérola preciosa. Coloco-a nas suas mãos para que consiga fazer o que os outros não fizeram: dar uma nova beleza à minha pérola de estimação.
O genial lapidário, com arte e paciência, gravou no diamante uma magnifica rosa e foi suficientemente habilidoso para fazer do arranhão o próprio caule da rosa.
Desta maneira, a pedra preciosa ficou, para felicidade do príncipe, muito mais bela do que antes.
 In CONTOS+MENSAGEM  de Pedrosa Ferreira
 
 
 

 

 
«Não há experiência mais profunda no ser humano do que aquela de ser amado. Só o sentir-se amado transforma, faz perdoar-me a mim mesmo, aceitar o que sou, querer ser o que sou. As comparações e as utopias fazem-nos, muitas vezes, olhar na direcção errada.
 
António Valério s.j.

 

INFORMAÇÕES

 
Informa-se que se encontram à venda, no lugar dos Biscoitos, a casa do Sr. José Barbosa e respectivo terreno, os interessados devem contactar o Sr. Tibério Matos, pessoalmente ou pelo telefone 295417961.

INCRIÇÕES PARA O ATL DA CÁRITAS

Estão abertas as inscrições para o ATL da Cáritas para o ano lectivo 2011/12, este destina-se aos alunos do 1º Ciclo (1º, 2º, 3º e 4º anos de escolaridade). Telefone da Cáritas 295416874.
 

FESTA DE NOSSA SENHORA DE LURDES

FAJÃ DOS CUBRES

Tríduo - 7, 8 e 9 de Setembro às 20 horas.
Festa- 11 de Setembro:
                        - Eucaristia de festa às 11 horas, a seguir as arrematações e procissão.
 

FESTA DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO

BISCOITOS

Tríduo - 7, 8 e 9 de Setembro às 20 horas.
Festa- 11 de Setembro:
                        - Eucaristia de festa à 11 horas;
                        - Procissão às 18h30 horas.

Faça download desta Carta Familiar em formato PDF: Nº 500

Agenda Pastoral

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Nº 819

Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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