Nº 405

 

PÃO POR DEUS

Era entusiasmante a forma dele falar.

Queria contar a todos aquele feito que lhe parecia invulgar. Dizia mesmo: «Se fosse no meu tempo! …»

Alguém contrapôs: «No seu tempo nem havia tantos chocolates!»

Ele continuou:

- Foi no Dia do Pão por Deus. Tinha de sair de casa e sabia que as crianças iam passar a pedir o Pão por Deus. Peguei numa cadeira, num bloco de notas e numa caixa de chocolates e escrevi: “não estamos em casa. Tira um chocolate e escreve o teu nome, se quiseres.”

Quando cheguei a casa, tinha a cadeira com o bloco de notas em cima e tantos nomes quantos os chocolates que a caixa continha e, só havia lá um nome que parecia que era o apelido que davam a um “miúdo”. Havia outros que se percebia que era de crianças pequenas que tinham sido ajudadas.

Isto é extraordinário. Não sei se no meu tempo isto tinha acontecido assim. Parece-me que o primeiro a chegar tinha levado tudo.

Depois foi um contar de histórias do Pão por Deus da sua infância.

Pois é...às vezes não prestamos atenção a estes pormenores da nossa gente mais nova. Afinal eles também são responsáveis e respeitadores do bem alheio. São capazes de mostrar que recebem valores e que os sabem usar.

Às vezes queremos que eles sejam uns eternos infantis, tratamo-los como tal e vemo-los crescer como se fossem sempre infantis.

Fazendo o que eles já são capazes de fazer. Como é criança não os deixamos livres para actuar desde o vestir, lavar ao comer.

Exige-se o mínimo ou nada porque ainda é criança.

Ele não se pode cansar porque ainda é criança.

Não pode ser contrariado porque ainda é criança.

Tem de ver o seu canal de televisão quando quer porque ainda é criança.

E os adultos continuam a tomar atitudes e decisões que em vez de ajudar a criança a crescer fazem dela um permanente infantil.

Depois ficamos admirados com o que eles são capazes de fazer .

Há tempos participei num encontro em que o orientador dizia que era preciso aprender a ser pai hoje e que já havia cursos para isso. Não vou tão longe mas seria bom repensar nas atitudes que temos para com os mais novos e ajudá-los a crescer para tomarem com coragem o seu futuro. Penso que não devemos atrofiar o crescimento das crianças mas ajudá-las nas suas conquistas e derrotas, exigindo quando for de exigir e apoiando quando for necessário apoiar.

                                                 Pe. Manuel António

XXXII DOMINGO COMUM

Tema:

A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum fala-nos do verdadeiro culto, do culto que devemos prestar a Deus. A Deus não interessam grandes manifestações religiosas ou ritos externos mais ou menos sumptuosos, mas uma atitude permanente de entrega nas suas mãos, de disponibilidade para os seus projectos, de acolhimento generoso dos seus desafios, de generosidade para doarmos a nossa vida em benefício dos nossos irmãos.

A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de uma mulher pobre de Sarepta, que, apesar da sua pobreza e necessidade, está disponível para acolher os apelos, os desafios e os dons de Deus. A história dessa viúva que reparte com o profeta os poucos alimentos que tem, garante-nos que a generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, mas são geradoras de vida e de vida em abundância.

O Evangelho diz, através do exemplo de outra mulher pobre, de outra viúva, qual é o verdadeiro culto que Deus quer dos seus filhos: que eles sejam capazes de Lhe oferecer tudo, numa completa doação, numa pobreza humilde e generosa (que é sempre fecunda), num despojamento de si que brota de um amor sem limites e sem condições. Só os pobres, isto é, aqueles que não têm o coração cheio de si próprios, são capazes de oferecer a Deus o culto verdadeiro que Ele espera.

A segunda leitura oferece-nos o exemplo de Cristo, o sumo-sacerdote que entregou a sua vida em favor dos homens. Ele mostrou-nos, com o seu sacrifício, qual é o dom perfeito que Deus quer e que espera de cada um dos seus filhos. Mais do que dinheiro ou outros bens materiais, Deus espera de nós o dom da nossa vida, ao serviço desse projecto de salvação que Ele tem para os homens e para o mundo.

(Dehonianos)

 

MEDITAR

NADINE (extracto)

“Se eu pudesse voltar a viver a minha vida,
da próxima vez gostava de errar mais vezes.
Era sinal de que tinha arriscado mais…


Descontraía.
Faria mais disparates.
É enorme a quantidade de coisas que levaria menos a sério!
Corria mais riscos.
Acreditava mais…
Não teria dado espaço a tantos medos,
não estaria sempre a perguntar-me se tinha feito bem ou feito mal!
Levaria até ao fim as minhas escolhas.
Sim, acho que me libertava do medo de me enganar.

Subia mais montanhas e nadava em mais rios…
Convidava os meus amigos lá a casa,
mesmo que tivesse nódoas na carpete;
usava aquela vela em forma de rosa
antes de ela se ter estragado no armário da sala;
sentava-me na relva com os meus filhos
sem me preocupar com as manchas verdes na roupa.


Tinha rido e chorado menos em frente da televisão

e mais em frente da vida.

 

Do Blog Derrotar Montanhas

 

CONTO (279)

 

AS ROSAS

Os habitantes daquela terra não sabiam o que eram rosas. Um dia, apareceu lá um peregrino que lhes falou com tanto entusiasmo  das rosas, que todos ficaram com imenso desejo da as conhecer.

O peregrino regressou à sua terra e voltou trazendo rosas. Porém, como o caminho era longo, as rosas murcharam e o vento levou as suas pétalas.

O peregrino regressou de novo à sua terra para cortar rosas do seu jardim. Meteu-as num vaso com água para não murcharem e pôs-se de novo a caminho. Mas o calor era tanto que as rosas acabaram por murchar. Ningúém quis acreditar que aquilo eram rosas e abandonaram-no.

O peregrino decidiu regressar de novo à sua terra, mas desta vez trouxe sementes. Afirmou-lhes que dentro delas estavam escondidas as rosas. Também não quiseram acreditar.

Uma criança, porém, escutou o peregrino e aceitou o seu convite de semear essas sementes no seu jardim. No final disse à criança:

- Eu vou partir. Mas tu tem paciência e espera. Na Primavera ficarás a conhecer a beleza das rosas.

 In TUTTI FRUTI de Pedrosa Ferreira

 

 

 

O que é bonito neste mundo, e anima, é ver que na vindima de cada sonho fica a cepa a sonhar outra aventura. E que a doçura que não se prova se transfigura noutra doçura muito mais pura e muito mais nova.

(Miguel Torga)

O homem é capaz de todos os heroísmos, a mulher, de todos os martírios. O heroísmo enobrece, o martírio sublima.

(Victor Hugo)

 

A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida.
                                                                                                  (Miguel de Cervantes)

 


 

INFORMAÇÕES

PEDITÓRIO PARA A FESTA DE SANTA BÁRBARA

No próximo dia 15 de Novembro vai ser feito o peditório para a festa de Santa Bárbara, na freguesia das Manadas.

A Comissão agradece toda a colaboração.

 

Igreja nos Açores celebra semana da Diocese

D. António Sousa Braga, Bispo de Angra, considera que a actual crise "não é só económica e financeira, mas também espiritual”. Em Nota Pastoral a respeito da semana da Diocese, assinala que o mundo em “profunda mudança e em grande crise” exige “um empenhamento mais esclarecido e comprometido dos cristãos na sociedade, com o testemunho de vida evangélica, que, promovendo valores de humanidade, torne possível uma sociedade mais justa e fraterna”.

A diocese de Angra está a celebrar os 475 anos da sua fundação (3 de Novembro de 1534 pela bula Aequum reputamos de Paulo III).

 

Semana dos Seminários 2009 deixa mensagem de esperança

Uma mensagem de esperança lança a celebração da Semana dos Seminários 2009, que a Igreja Católica em Portugal promove entre 8 e 15 de Novembro.

“Seminário, palavra que chama e envia” é o mote da iniciativa, que lembra as instituições nas quais são formados os novos sacerdotes no nosso país.

O presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, D. António Francisco dos Santos, assinala na sua mensagem para esta semana que “todos somos chamados a assumir os seminários e a formação dos novos sacerdotes como uma missão essencial da vida dos cristãos e das comunidades”.

 


Faça download desta Carta Familiar em formato PDF: Nº 405

Agenda Pastoral

Destaque

Mais Recente Carta Familiar em PDF!

Nº 827

Pensamento da Semana

Dá-nos um coração claro que veja o céu aberto
e o mundo como os olhos de uma criança,
olhos de confiança e de descoberta
que nos salvem dos hábitos.

 

Os nossos Links

Ouvidoria de São Jorge
FAJÃS Grupo de Jovens
Cartas Familiares Anteriores

H2ONews

Visitas


Ver Estatísticas