Nº 466

 

BAPTISMO

“Uma vez baptizado, Jesus saiu da água…” Mt.3,16
Baptizar é mergulhar.
Mergulhar na água, ser todo envolvido pela água para sair dela como nova criatura. Melhor dizendo, deixar-se envolver pelo Espírito de Deus. Mergulhar no sentido de totalidade, é como se atirar para a vida de Um Outro. Este “Um Outro” é com letra grande porque é Cristo.
Estamos habituados a ver derramar um pouco de água sobre a criança que está a ser Baptizada e não ficamos com esta ideia de totalidade, envolver, deixar penetrar… É um pouco pobre porque parece não atingir a vida toda da criança. No início, o que era Baptizado entrava na água e era mergulhado nela pelo ministro, que muitas vezes era o próprio Bispo. Assim, sim. Percebia-se que surgia da água uma nova criatura, como muito bem escreve São Paulo. Outras vezes diz que assim somos sepultados com Cristo ao mergulhar na água e ressurgimos como novas criaturas.
Seria muito bom cada um perguntar a si próprio o que significa este seu Baptismo, este mergulhar...
Um significado muito profundo tem a unção… melhor, as unções.
As mães com crianças ainda pequeninas, andam com uns sacos que contêm, entre muitas coisas, cremes, óleos, para a pele da criança. Servem para prevenir de feridas, hidratar, cuidar da pele da criança. As mães ficam mais confiantes e seguras…
No princípio não existiam estes cremes. Então, era usado o azeite virgem, puro, para cicatrizar as feridas. Tratar a pele, hidratar. Dá a ideia do cuidado, da ternura, do envolvimento da divindade…
Há alguns anos, havia nas igrejas umas túnicas brancas que durante o Baptismo eram vestidas ao que estava a ser baptizado. Hoje, geralmente, faz-se referência à veste que a criança já traz vestida. Deve ser branca simbolizando a pureza que vem pelo baptismo. Deixou-se para trás o que estava velho, e recebe-se a veste do homem novo, a veste de Cristo ressuscitado. Deixar-se vestir de um Outro é deixar-se envolver pelo cuidado e carinho de Deus.
Que bom é pensar no Baptismo. Tomar-lhe o gosto. Ser sempre, em toda a vida envolvido pelo nosso Deus.
Pe. Manuel António

BAPTISMO DO SENHOR

Tema:

A liturgia deste domingo tem como cenário de fundo o projecto salvador de Deus. No baptismo de Jesus nas margens do Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projecto do Pai, Ele fez-Se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado e empenhou-Se em promover-nos, para que pudéssemos chegar à vida em plenitude.
A primeira leitura anuncia um misterioso “Servo”, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim… Investido do Espírito de Deus, Ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.
No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética: Jesus é o Filho/“Servo” enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-Se pessoa, identificou-Se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.
A segunda leitura reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projecto de salvação; por isso, Ele “passou pelo mundo fazendo o bem” e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.
Dehonianos)
 

MEDITAR

Verás como Eu vejo

Aceita o Meu jugo e aprende Comigo, porque o Meu jugo é agradável
e os Meus fardos são leves.
Acerta o teu passo ao Meu, imita-Me.
És livre de escolher, podes escolher ser como Eu.
Onde quer que estejas podes criar beleza.
A cada momento podes criar alegria.
A cada instante podes oferecer bondade.
Agora e sempre podes fazer com que Me vejam.
Podes ser como Eu te criei para seres,
A imagem visível do invisível.
Verás como Eu vejo.
E o teu coração ficará destroçado
Com toda a tristeza do mundo.
Com toda a fome e sofrimento.
Chorarás Comigo cada lágrima
Partilharás Comigo cada alegria.

Verás cada pardal que cai.
Verás cada folha de relva que morre.
Ouvirás cada choro de criança e o suspiro desesperado de cada pai.
Os gritos de pavor e os gemidos de fome serão tecidos na canção daquilo que és
e o teu coração partir-se-á vezes sem conta.
E então conhecerás um coração de carne e não de pedra.
Estarás vivo!
Desmond Tutu e Mpho Tutu
 

CONTO (334)

SOLICITUDE MATERNAL

Era uma tribo pacífica que vivia nos Andes, na América do Sul. Todos se respeitavam uns aos outros e os dias decorriam com toda a serenidade.
Um dia, bandidos ferozes atacaram a aldeia. Além das riquezas que encontraram, levaram consigo para as montanhas uma criança, filha de uma família importante da tribo.
Os membros da tribo mobilizaram-se para resgatar essa criança, mas depararam logo com grandes dificuldades. Os bandidos não deixaram rasto e tinham fugido para as montanhas. Ora, os membros da tribo desconheciam os caminhos dessas montanhas rochosas.
Apesar disso, o chefe da tribo enviou os seus melhores guerreiro. Estes foram seguindo caminhos agrestes, tendo muitas vezes de voltar para trás para experimentar outros. Estava a ser muito difícil a caminhada. Passados alguns dias, tinham andado alguns quilómetros sem nada encontrar. Nem os rastos dos bandidos, nem qualquer sinal de criança.
Dando-se por vencidos, decidiram regressar à aldeia. Ao descerem, já perto da povoação, depararam com a mãe da criança, que vinha atrás deles. Viram que descia da montanha, e trazia a criança ao colo. Perguntaram-lhe:
- Não fomos capazes de escalar a montanha. Que fizeste tu para o conseguires?
A mulher sorriu e respondeu:
- Não era o vosso filho!
 in, Bom dia , alegria de Pedrosa Ferreira

 

Há doenças extravagantes que consistem em se querer ter o que se não tem. Devemos ficar à espera de tudo o que vier a nós, sem desejarmos o que não temos. Desejando apenas o que vier. Cada espera não deve ser um desejo, só mesmo uma disposição para acolher.
(André Gide)
Não faças da tua vida um rascunho, pois pode não haver tempo de passar a limpo.
(André Rossato)
 

 

INFORMAÇÕES

 
 

ENCONTRO NO SALÃO DOS BISCOITOS

No próximo Domingo, 16 de Janeiro, pelas 16 horas, haverá um encontro no Salão dos Biscoitos destinado a toda a Ilha de São Jorge. Este encontro é para dar a conhecer a vida e obra da portuguesa, “Irmã dos Pobres”, Irmã Maria Clara do Menino Jesus, prestes a ser beatificada.
Foi a fundadora das Irmãs Franciscanas Hospitalares da Imaculada Conceição, há muitos anos a trabalhar nesta Ilha no Lar José Inácio de Sousa e Centro de Saúde de Velas.
 

CLÍNICA DOS BOMBEIROS

A Direcção da Associação de Bombeiros Voluntários da Calheta informa que estará na sua Clínica a Dr. ª Maria Graça Almeida Especialista em Ginecologia e Obstetrícia no dia 17 de Janeiro de 2011.
Informa, também, que a Sr.ª Dr.ª Sílvia Dionísio, Medica Dentista, se encontra ao serviço na seguinte data: de 7 a 31 de Janeiro de 2011
Os eventuais interessados podem fazer as suas marcações para os números: 295 460 110 /295460111 / 295460114. Informa, ainda, que todos os sócios e bombeiros da Associação terão um desconto de 10%.
 

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Nº 819

Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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