Nº 1002

 SER JOVEM

Ser jovem é amar a vida, cantar a vida, abraçar a vida, perdoando até as pedradas que a vida nos lança no rosto.

Ser jovem é ter altos e baixos, entusiasmos e desalentos. É vibrar com os momentos bons e passar por cima do que nos magoa, com um sorriso.

Ser jovem é escrever no diário, às vezes. Copiar poesias de amor e remetê-las à namorada, ao namorado, com assinatura própria,

Ser jovem é ser aberto para o novo respeitando o perene.

Ser jovem é beber um lindo pôr-do-sol, ar livre e noites estreladas. Não se intrometer na vida alheia, fazer silêncios impossíveis, ficar ao lado das crianças, gostar da leitura.

Ser jovem é ter os olhos molhados de esperança e adormecer com problemas, na certeza de que a solução madrugará no dia seguinte.

Ser jovem é amar a simplicidade do vento, o perfume das flores, o canto dos pássaros.

Ser jovem é planear praias de Verão, sonhar com um giro pela Europa e uma viagem… algum dia…

Ser jovem é sentir-se um pouco embaraçado diante de estranhos, não perder o hábito de gaguejar, de tremer diante de um exame e detestar gente que grita e resmunga.

Ser jovem é continuar a gostar de se deitar na relva, de caminhar à chuva, de iniciar o curso de viola, sem jamais terminar.

Ser jovem é aquele desejo de fazer para o relógio, quando o encontro é feliz, quando a companhia é agradável e a aventura toma conta do nosso ser.

Ser jovem é caminhar firme no chão, à luz de alguma estrela distante,

Ser jovem é permanecer descobrindo, amando, servindo, sem nunca fazer distinção de pessoas.

 

Ser jovem

é olhar a vida de frente, bem nos olhos,

saudando cada dia novo,

como presente de Deus,

 

Ser jovem é realimentar o entusiasmo,

o sorriso, a esperança, a alegria,

a cada amanhecer.

Roque Scheneider (adaptado)

 

MEDITAR

CONFIAR EM

Quase não se ouve hoje sobre a "providência de Deus". É uma linguagem que está caindo em desuso ou que se tornou uma forma piedosa de considerar certos acontecimentos. No entanto, acreditar no amor providente de Deus é uma característica básica do cristão.

Tudo nasce de uma convicção radical. Deus não abandona nem despreza quem cria, mas sustenta a sua vida com amor fiel, vigilante e criador. Não estamos à mercê do acaso, do caos ou da desgraça. Dentro da realidade está Deus, conduzindo o nosso ser para o bem.

Esta fé não livra da dor e do trabalho, mas enraíza o crente na confiança total em Deus, que expulsa o medo de cair definitivamente nas forças do mal. Deus é o último Senhor de nossas vidas. Daí o convite da primeira carta de São Pedro: "Descarregue sobre Deus todo o fardo, porque ele se preocupa com o seu bem" (1 Pedro 5,7).

Isso não significa que Deus "intervém" em nossas vidas enquanto outras pessoas ou fatores intervêm. A fé na Providência às vezes caiu em descrédito precisamente porque foi entendida em um sentido intervencionista, como se Deus se estivesse  intrometendo nos nossos negócios, forçando os acontecimentos ou eliminando a liberdade humana. Não é assim. Deus respeita totalmente as decisões das pessoas e a marcha da história.

Por isso, não se deve dizer com propriedade que Deus "guia" a nossa vida, mas antes oferece a sua Graça e a sua Força para que a possamos orientar e guiar para o nosso bem. Assim, a presença providente de Deus não conduz à passividade ou inibição, mas à iniciativa e criatividade.

Por outro lado, não devemos esquecer que, embora possamos captar sinais do amor providente de Deus nas experiências concretas de nossa vida, a sua ação permanece sempre inescrutável. O que parece ruim para nós hoje pode ser uma fonte de bem amanhã. Não somos capazes de abranger toda a nossa existência; o significado final das coisas  escapa-nos; não podemos compreender os eventos nas suas consequências finais. Tudo permanece sob o sinal do amor de Deus, que não se esquece de nenhuma de suas criaturas.

Desta perspetiva, a cena do Lago Tiberíades adquire toda a sua profundidade. No meio da tempestade, os discípulos veem Jesus dormindo com segurança no barco. Do seu coração cheio de medo vem um grito: "Mestre, você não se importa se afundarmos?" Jesus, depois de espalhar a sua calma ao mar e ao vento, diz-lhes: «Por que sois tão covardes? Ainda não têm fé? ».

 José António Pagola

 

EDUCAR NA FÉ

"Quando falamos hoje de «educar na fé», o que queremos dizer? Concretamente, o objetivo é que os filhos entendam e vivam de uma forma responsável e coerente a sua adesão a Jesus Cristo, aprendendo a viver de forma saudável e positiva a partir do Evangelho.

Mas hoje em dia a fé não pode ser vivida de qualquer maneira. As crianças necessitam aprender a ser crentes no meio de uma sociedade descristianizada. Isto exige viver uma fé personalizada, não pela tradição, mas fruto de uma decisão pessoal; uma fé vivida e experimentada, isto é, uma fé que se alimenta não de ideias e doutrinas, mas sim de uma experiência gratificante; uma fé não individualista, mas partilhada de alguma forma numa comunidade crente; uma fé centrada no essencial, que pode coexistir com dúvidas e interrogações; uma fé não envergonhada, mas comprometida e testemunhada no meio de uma sociedade indiferente.

Isto requer todo um estilo de educar hoje na fé, em que o importante é transmitir uma experiência mais do que de ideias e doutrinas; ensinar a viver valores cristãos mais do que a sujeição a algumas normas; desenvolver a responsabilidade pessoal em vez de impor costumes; introduzir na comunidade cristã em vez de desenvolver o individualismo religioso; cultivar a adesão confiada a Jesus em vez de resolver de forma abstrata problemas de fé.

Na educação da fé, o decisivo é o exemplo. Que os filhos possam encontrar na sua própria casa «modelos de identificação», que não lhes seja difícil saber como deveriam comportar-se para viver a sua fé de forma saudável, alegre e responsável."

 

José Antonio Pagola

 

PENSAMENTO DA SEMANA

VEM TIRAR-NOS PARA A DANÇA

Senhor, dá-nos a alegria de viver a nossa vida, não como um jogo de xadrez; onde tudo é calculado;
não como uma competição onde tudo é difícil;
não como um teorema que nos quebra a cabeça,
mas como uma festa sem fim onde o nosso encontro se renova,
como um baile, uma dança, entre os braços da tua graça, na música universal do Teu amor.
Senhor, vem tirar-nos para a dança.

 

Madeleine Delbrêl


 

INFORMAÇÕES

FESTA DO CRUZEIRO  NA CALHETA

Haverá tríduo de preparação nos dias 22, 23 e 24 de junho às 20 horas, com missa.

A festa será no dia 25 de junho, com missa às 20h30 horas seguida de procissão.

 

REUNIÕES PARA PRIMEIRA COMUNHÃO E PROFISSÃO DE FÉ

Dia 23 de junho para o 4º e 6º anos de catequese na Igreja Matriz, às 18 horas.

Dia 24 de junho para o 3º e 7º anos de catequese na Igreja Matriz, às 18 horas.

 

ASSOCIAÇÃO DE BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS - CALHETA

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários, solicita a todos os seus associados a regularização das suas quotas. O pagamento das mesmas poderá ser realizado, na secretaria desta instituição ou por transferência bancária para o seguinte NIB da Caixa Geral de Depósitos; NIB: PT50 0035 0189 00001396930 05. Para mais esclarecimentos os sócios devem ligar para o número 295 460 111 ou por email: abvc.geral@gmail.com

 

CLÍNICA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CALHETA

A Direção da Associação de Bombeiros Voluntários da Calheta informa que estará na Clínica da Instituição a Dr.ª Renata Gomes, Cardiologista, final do mês de junho ou início de julho; Dr. Tiago Ribeiro, Osteopata, em junho; Dr.ª Paula Pires, Neurologista e Neuropediatra, final do mês de julho ou início de agosto; Dr. Brasil Toste, Otorrinolaringologista, 6 de agosto; Dr.ª Lourdes Sousa, Dermatologista, em agosto; Elisabel Barcelos, Psicóloga Clinica e Formadora, nas áreas de avaliação Psicológica de Condutores (Testes psicotécnicos), Avaliação Psicológica, acompanhamento Psicológico e formação em temas ligados à Saúde Mental e/ou Psicologia, quintas e sextas-feiras; Paula Ribeirinho, Terapeuta da Fala às segundas.

Os interessados podem fazer as suas marcações para os números 295460111 ou por email: abvc.geral@gmail.com.


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Nº 1033

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 «Deus espera por nós em tudo o que encontramos. 

Não se trata de reentrar na esfera íntima e esquecer tudo o resto. 

O desafio é estar em si e experimentar com todos os sentidos a realidade daquilo e daquele que vem.

O desafio é atirar-se para os braços da vida e ouvir aí o bater do coração de Deus. 

Sem fugas. Sem idealizações. Os braços da vida como ela é.»

D. José Tolentino Mendonça

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