Nº 462

 

ESCUTAI

Neste tempo, paira no ar esta necessidade e convite a uma escuta mais atenta à Palavra, aos apelos de ajuda, às pessoas, às circunstâncias, enfim. Escutar.

Escutar é uma arte. Escutar não é nada fácil.

Até Deus o mostra quando diz: “Escuta, Israel!  O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! (…) Dt. 4,4ss

Escutar exige atenção, paragem, atitude de acolhimento e de profunda reflexão. Escutar não é o mesmo que ouvir.

Escutar não é superficial nem medíocre.

Para se escutar é necessário parar, fazer silêncio interior, deixar penetrar a palavra que se ouve.

Existe muita resistência à escuta, como existem muitas formas de distrair para não se escutar.

Para não se escutar criam-se ruídos à nossa volta: é a preocupação de ter mais, as notícias sem qualquer sentido, programas sem qualquer conteúdo ético e que não edificam e que até apresentam deturpações da vida, palavras banais para preencher espaços e , ao mesmo tempo, a vida dos ouvintes, distracções para preencher e ocupar o tempo sem qualquer valor. Parece que existem estudos encomendados e feitos para evitar que a arte de escutar seja posta em acção.

Parece que escutar pode ser perigoso porque leva à meditação e depois de interiorizado o verdadeiro bem, este conduz à acção. E agir rectamente pode não convir à sociedade e ao mundo demasiado afastado e alheio à edificação da dignidade humana e à felicidade desta humanidade formada por homens e mulheres em quem foi implantado o desejo da felicidade que vem de Deus.

Parece ser proibido escutar Deus. Ao escutá-Lo os nossos projectos mudam de feição e as nossas seguranças ficam viradas  ao contrário. A forma que Ele tem de pensar é diferente da nossa e a atitude que Ele tem para connosco é sempre de amizade e compreensão e para não perceber isto fazem e fazemos por nos distrair não escutando o que Ele tem para dizer a esta humanidade.

Parece que temos medo de escutar Deus. Somos mesmo estranhos e cada vez mais estranhos. Temos medo que Ele abane com as nossas vidas pedindo aquilo que não Lhe queremos dar.

Escutai Deus porque Ele tem Palavras de verdadeira amizade para nos dizer, para privar connosco. Ele quer ter um diálogo de amigo para amigo, melhor dizendo, de Pai para filho e filha, que ama de verdade a todos, diálogo este que é íntimo e personalizado.

Neste tempo é essencial para a felicidade de todos, escutar Deus.

Pe. Manuel António

III DOMINGO DO ADVENTO

Tema:

A liturgia deste domingo lembra a proximidade da intervenção libertadora de Deus e acende a esperança no coração dos crentes. Diz-nos: “não vos inquieteis; alegrai-vos, pois a libertação está a chegar”.

A primeira leitura anuncia a chegada de Deus, para dar vida nova ao seu Povo, para o libertar e para o conduzir – num cenário de alegria e de festa – para a terra da liberdade.

O Evangelho descreve-nos, de forma bem sugestiva, a acção de Jesus, o Messias (esse mesmo que esperamos neste Advento): Ele irá dar vista aos cegos, fazer com que os coxos recuperem o movimento, curar os leprosos, fazer com que os surdos ouçam, ressuscitar os mortos, anunciar aos pobres que o “Reino” da justiça e da paz chegou. É este quadro de vida nova e de esperança que Jesus nos vai oferecer.

A segunda leitura convida-nos a não deixar que o desespero nos envolva enquanto esperamos e aguardarmos a vinda do Senhor com paciência e confiança.

Dehonianos)

 

MEDITAR

 

Onde estão as flores?

 

Diz-me: onde estão as flores?

As flores da alegria de viver,

as flores das coisas belas e boas?

Onde estão?

No telejornal, nas reportagens

e nas conversas banais do dia-a-dia?

Estão mortas e esmagadas

sob uma avalanche

de notícias de ódio, de violência, de homicídios.

Ninguém vê as flores. Ninguém ouve falar delas.

 

Murcharam

na carteira dos vendedores de sensacionalismo

 

Diz-me: onde estão as flores?

As flores dos pequenos presentes recíprocos?

As flores do mútuo dom de si:

da esposa ao marido:

de todas as pessoas, umas às outras?

Secaram por culpa da estupidez,

mergulhadas, afogadas nas nossas vãs paixões,

na nossa pequena guerra fria.

 

Diz-me: onde estão as flores

daquelas pequenas alegrias que em nós havia

e que podíamos oferecer uns aos outros?

Tens um coração

e há quem precise de ti.

Prepara as flores!

In Amar de Phil Bosmans

 

CONTO (330)

A CIDADE DOS POÇOS

Era uma vez uma estranha cidade habitada por poços vivos. Estes eram diferentes não só pelo local onde estavam mas também pelo bocal. Havia poços ricos com bocais de mármore e poços pobres que eram simples buracos abertos na terra.

A comunicação entre eles era de bocal a bocal e as notícias espalhavam-se rapidamente em toda a cidade.

Um dia, chegou a moda de que o importante era possuir muitas coisas. Por isso, os poços começaram a encher-se de coisas. Uns encheram-se de jóias, enquanto outros preferiram electrodomésticos. Uns optaram por obras de arte e outros preferiram encher-se de livros. O tempo foi passando e a maioria dos poços encheu-se de tudo.

Os poços não eram todos iguais e, por isso, alguns deles decidiram aumentar a sua capacidade alargando-se. Esta ideia foi imitada e todos os outros gastaram as suas energias a alargar-se, a fim de caber mais coisas no seu interior.

Um poço pequeno viu que os seus colegas se alargavam todos demasiado. Pensou que, fazendo assim, em breve confundiriam os bordos e cada poço perderia a sua identidade. Pensou que, para aumentar a capacidade, o melhor era aumentar a profundidade e não a largura.

Por isso, o pequeno poço decidiu tornar-se mais profundo. Para isso, teve de se esvaziar das coisas que lá tinha dentro, o que lhe custou um pouco. Mas, depois de esvaziado, aumentou a sua profundidade e encontrou água. Nunca antes nenhum outro poço tinha encontrado água. Feliz, começou a salpicar água para fora.

A cidade nunca tinha sido regada senão pela chuva, que era bastante escassa. A terra à volta do pequeno poço começou a despertar e nasceram plantas e até árvores. Um verdadeiro oásis. Havia vida junto ao pequeno poço. Todos se interrogavam como tinha sido possível aquele milagre. Ele respondeu:

- Não há nenhum milagre. Simplesmente, esvaziei-me das coisas e busquei em profundidade, dentro de mim.

in, TUTTI FRUTTI de Pedrosa Ferreira

 

 

 

Os bons pensamentos produzem bons frutos, os maus pensamentos produzem maus frutos. . . e o homem é seu próprio jardineiro.

(James Allen)

 

Estamos ligados aos nossos actos como um fósforo à sua chama. Eles consomem-nos, é verdade, mas são eles que nos dão o nosso esplendor. E, se a nossa alma valeu alguma coisa, é porque ardeu com mais ardor do que outras.

(André Gide)

 

Quem perde os seus bens, perde muito; quem perde um amigo, perde mais; mas quem perde a coragem, perde tudo.

(Autor desconhecido)

 


 

INFORMAÇÕES

FESTA DE SÃO LÁZARO

Confissões no dia 15 de Dezembro a partir das 14 horas. A seguir às confissões haverá Eucaristia.

 

Dia 17 de Dezembro:

- Eucaristia às 16 horas e a seguir a procissão.

 


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Pensamento da Semana

Dá-nos um coração claro que veja o céu aberto
e o mundo como os olhos de uma criança,
olhos de confiança e de descoberta
que nos salvem dos hábitos.

 

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