Nº 955

 

Os Avós são um tesouro

São os primeiros a chegar à maternidade e reconhecem de imediato qualquer parecença familiar. Seguram com confiança a fragilidade de um recém-nascido e adormecem birras de sono como mais ninguém. São avós. Andam de mãos dadas pelos passeios. Ficam quietos à beira-mar, enquanto as ondas molham pés pequeninos. Compram aquele gelado, limpam os joelhos feridos em brincadeiras de rua, dão o banho ao final do dia, à espera dos pais que hão de chegar. São avós.

Reparam que é preciso comprar sapatos novos, descobrem qual o brinquedo sonhado e dizem adeus, com os olhos molhados, quando recebem abraços demorados nas despedidas. Mais tarde, ouvem em silêncio as queixas, as dúvidas e os sobressaltos. Compensam em amor as ausências, as zangas, as dificuldades de pais ocupados, de vidas separadas. Conhecem os primeiros namorados, ajudam a pagar as despesas das escolas e aquela viagem tão desejada. São avós.

Emocionam-se com etapas vencidas, com os estudos terminados. Preocupam-se com os fracassos, acendem velas em dias de exame, rezam pelos seus netos. Criam laços que não conhecem limites, que não reparam na aparência das coisas, mas que se focam na disponibilidade total, no amor incondicional.

Talvez sintamos a vontade de correr para os braços de um avô velhinho, de uma avó sozinha. Ou de rezar por quem já partiu. Ou de contar a um filho, a uma neta, a história dos avós, dos bisavós, de todos os que nos deram a vida. Os avós são um tesouro.

Os avós são testemunho concreto e real de outros tempos, tantas vezes marcados por dificuldades, lutas e carências. E quando o contam, sentados à mesa em almoços de domingo ou felizes com uma visita inesperada, transformam histórias antigas em lições de vida.

Neste tempo que vivemos, precisamos de o dizer de forma clara, de o defender de forma assertiva. E os tesouros são protegidos, tocados com cuidado e admiração. Os avós são um tesouro? Se pudéssemos fazer a pergunta a Jesus Menino, se pudéssemos ouvir Nossa Senhora a falar-nos de Seu Pai, São Joaquim, ou de Sua Mãe, Santa Ana, talvez percebêssemos melhor a verdade deste tesouro. O Dia dos Avós é uma oportunidade para dar graças, abraçar e celebrar a presença dos Avós no passado e no presente, ir às próprias raízes e descobrir neles a ternura e o amor de Deus.

Comissão Episcopal do Laicado e Família | Mensagem para o Dia dos Avós (Adaptado)

 

MEDITAR

A LENDA DO AMOR...

 

Era uma vez o amor...

O amor morava numa casa assoalhada de estrelas e enfeitafa de sois.

Mas não havia luz na casa do amor,

Porque a luz era o próprio amor.

E uma vez o amor queria uma casa mais linda para si.

- Que estranha mania essa do amor!

E fez a terra,

e na terra fez a carne, e na carne soprou vida, e na vida imprimiu a imagem da sua semelhança.

E a chamou de homem.

E, dentro do peito do homem, o amor construiu a sua casa,

pequenina, mas palpitante,

inquieta e insatisfeita como o próprio amor.

E o amor foi morar no coração do homem

e coube todinho lá dentro

porque o coração do homem foi feito para o infinito.

 

Uma vez...

O homem ficou com inveja do amor.

Queria para si a casa do amor, só para si.

Queria para si a felicidade do amor, como se o amor pudesse viver só.

E o homem sentiu fome torturante e comeu!..

O amor foi-se embora de coração do homem.

O homem começou a encher o seu coração:

encheu-o com as riquezas da terra e ainda ficou vazio.

E o homem, triste, derramou suor para ganhar a comida.

Ele sempre tinha fome e continuava vazio.

 

E uma vez... resolveu repartir o seu coração inútil com as criaturas da terra.

O amor soube... vestiu-se de carne

e veio também receber o coração do homem.

Mas o homem reconheceu o Amor e pregou-O numa cruz.

E continuou a derramar o suor para ganhar a comida.

O amor então teve uma ideia:

vestiu-se de comida, disfarçou-se de pão e ficou quietinho.

Quando o homem, faminto, ingeriu a comida,

O Amor voltou a sua casa, o coração do homem.

E o coração do homem encheu-se de plenitude.

 

In “De Coração para Coração”

 

As duas interpretações de um sonho

 

Certa vez, um dirigente sonhou que tinha perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse o seu sonho.

– Que desgraça, senhor! – Exclamou o adivinho. – Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

– Mas que insolente – gritou o senhor, enfurecido. – Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Depois, ordenou que lhe trouxessem outro adivinho, e lhe contou-lhe o sonho. Este, após ouvir o dirigente com atenção, disse-lhe:

– Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho.

Quando aquele saía do palácio, um dos cortesãos comentou-lhe, admirado:

– Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.

– Lembra-te meu amigo – respondeu o adivinho – que tudo depende da maneira de dizer... Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceite com facilidade.

 Fraternitas Movimento

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Ouvi contar esta história.

Uma criança com toda a naturalidade, voltou-se para Deus e perguntou-lhe:

"E tu, o que é que queres ser quando fores grande?"

"Pequeno", respondeu-lhe Deus, também com toda a naturalidade.

Os homens querem ser grandes, mas a grandeza de Deus está em tornar-se pequeno, em dar a vida, em desaparecer pelo bem do outro."

 

Vasco Pinto de Magalhães, s.j.


 

INFORMAÇÕES

  

 FESTA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES

NORTE GRANDE

Tríduo: Dias 29 e 30 de julho - confissões às 19 horas  e missa às 20 horas.

               Dia 31 de julho - missa às 20 horas

 Festa: dia 2 de agosto

            - Missa de festa às 11;30 horas (Profissão de Fé)


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nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

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