Nº 946

 

Maria FELIZ

 

Era uma vez uma mulher, bonita como só ela,

uma mulher que vivia numa aldeia pequenita da Galileia chamada Nazaré,

e ficou para sempre ligada à história que muda a História!

O nome dela era Maria

e foi da sua boca que nasceu o hino mais revolucionário que se tinha ouvido alguma vez.

 

Foi uma exultação de alegria,

porque há revoluções que nascem da Felicidade!

Foi um clarão de Esperança,

porque há revoluções que nascem de uma Promessa!

 

Era uma vez uma mulher, bonita como só ela,

que sentiu a vida visitada pela bondade de Deus

e, por causa disso, abriu as portas e percorreu os montes.

Era uma vida d’esperanças, semeada de futuros,

e dentro de si uma Palavra ganhava corpo.

 

Foi ela quem ouviu a primeira Bem Aventurança do Evangelho:

“Feliz de ti que acreditaste que vai cumprir-se tudo o que foi dito da parte do Senhor!”

Por isso mesmo, ela cantou logo depois:

“De hoje em diante, todas as gerações me chamarão FELIZ!”

 

Era uma vez uma mulher, bonita como só ela,

que era uma pessoa feliz por causa da Esperança que Deus encontrou nela e por causa da Confiança que ela encontrou em Deus.

 

Voltamos o nosso rosto para Maria

porque queremos aprender dela a coisa mais importante de todas:

que Esperança é essa,

que Confiança é essa,

que faz de ti “Maria Feliz”?»

Rui Santiago cssr

 

MEDITAR

PARAR FAZ-ME PENSAR...

O silêncio dos dias, que vão passando devagar, ensina-me a contemplar, a ver mais além, a sentir-Te mais perto. Sim, acredito na Tua proximidade, sinto-a a cada instante... é uma questão de Fé, que nem todos compreendem, talvez porque não Te conhecem ou tenham feito de Ti um ídolo à sua medida.

"Onde estás? " - perguntam muitos, nas horas de aflição e sofrimento (como esta que vivemos agora), "talvez não existas, porque se existisses não deixavas isto acontecer...".

Não Te encontram, porque ainda não lhes caíram as "escamas" dos olhos (eu mesma ainda tenho algumas)... são como o peixe que passa a vida toda à procura do mar, sem perceber que vive nele.

Onde estás quando precisamos de Ti?

Parar faz-me pensar, observar e analisar o que se faz, o que se diz e até o que não se diz nem se faz...

Acontecem verdadeiros milagres todos os dias e nós não conseguimos ver, porque esperamos fenómenos impossíveis, "mágicos" até, que em nada contribuiriam para o nosso crescimento em humanidade.

Onde estás?...

Vejo-Te, de mangas arregaçadas, nos que acompanham e cuidam de quem sofre, nos hospitais do mundo inteiro; vejo-Te naquela família que deixou de fazer sofás para fazer as máscaras de proteção que oferece a quem precisa; vejo-Te naqueles que se organizam para dar de comer a quem não tem; vejo-Te nos que arriscam a vida, trabalhando para que não faltem bens essenciais nos supermercados, para que o lixo que produzimos continue a ser recolhido, para que continuemos a ter segurança; vejo-Te nos pais que acalmam e acompanham os filhos menores, para que não tenham medo; vejo-Te naqueles governantes cansados, nos que dão o seu melhor para ir resolvendo os problemas que surgem e tomando decisões que não agradam a todos; vejo-Te nos sacerdotes que nos ajudam a não perder a Fé, nos jornalistas, nos professores e alunos, naqueles que não se podem despedir de quem amam, na hora de partir...

Acredito que estás onde o AMOR acontece e isso são muitos lugares ao mesmo tempo, não tens tempo para te importares com o julgamento que fazemos de Ti... Cada um de nós é muito mais importante do que isso, para Ti.

Obrigada por me fazeres parar para ver estas "coisas milagre" a acontecer.

Obrigada por nos Amares tanto.

Continua assim, a agir connosco e em nós...

Somos o Céu onde Tu queres e gostas de morar. AMO-TE!

Eugénia Pereira

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

O que Te peço, Senhor, é a graça de ser.

Não Te peço mapas, peço-Te caminhos.

O gosto dos caminhos recomeçados,

com as suas surpresas, as suas mudanças, a sua beleza.

Não Te peço coisas para segurar,

mas que as minhas mãos vazias se entusiasmem na construção da vida.

Não Te peço que pares o tempo na minha imagem predileta,

mas que ensines os meus olhos a encarar cada tempo como uma nova oportunidade.

D. José Tolentino de Mendonça


 

INFORMAÇÕES

 MEDIDAS PARA A DIOCESE DE ANGRA

“Após auscultação do Governo Regional decidimos que no próximo dia 18 de maio abrirão ao culto as igrejas sediadas nas Ilhas das Flores, Corvo, Santa Maria, Pico Faial, S. Jorge e Terceira; no próximo dia 31 de maio, abrirão ao culto as igrejas sediadas nas Ilhas de Graciosa e S. Miguel”, refere o bispo de Angra numa carta enviada a todo o clero açoriano.

 “Agora que terminou o Estado de Emergência decretado por Sua Excelência o Senhor Presidente da República, após a abertura de algumas áreas económicas e sociais decretadas pelo Senhor Primeiro Ministro e pelo Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores e acatando sempre as orientações dos Responsáveis da Saúde, seja a nível Nacional, seja a nível Regional, seguindo as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa, cabe-nos abrir as Igrejas ao culto no âmbito da nossa Diocese de Angra” assinala D. João Lavrador.

O prelado alerta para a exigência de “responsabilidade pessoal e comunitária” neste tempo de desconfinamento progressivo e gradual “de modo a não se infectar a si mesmo e nem infectar os outros”.

Por isso, as celebrações litúrgicas devem obedecer aos seguintes requisitos:

1. Garantir o distanciamento das pessoas;

2. Ausência de água benta nas pias, à entrada das portas das igrejas;

3. Disponibilidade de todos os espaços possíveis (sacristias, coro alto, salas anexas…) para que os fiéis se distribuam de modo a manter o distanciamento, salvo se forem da mesma família já a coabitar em casa.

4. Os bancos da igreja deverão estar mais distanciados “de modo a que não haja contactos pessoais de um banco a outro. Recomenda-se a lotação máxima de 2/3 da capacidade do templo, espaçamento de 2 metros”.

5. É igualmente obrigatório o uso da máscara, que só deve ser retirada no momento da comunhão;

6. É suprimido o abraço da paz;

7. A comunhão é na mão e os ministros que distribuirão a comunhão usarão máscara e desinfectarão as mãos no inicio e no fim da referida distribuição.

8. A entrada e a saída da igreja será feita individualmente sem qualquer contacto entre os participantes.

9. Na celebração do sacramento da reconciliação deve observar-se as regras de distanciamento e de protecção para evitar qualquer contágio;

10. A celebração de exéquias nos funerais só poderão celebrar-se se forem acauteladas as normas destinadas às celebrações litúrgicas.

“Para já, as festas anuais de padroeiros, no que respeita às suas manifestações públicas, dada a aglomeração incontrolável de pessoas, ficam sujeitas às orientações do Governo Regional e dos Responsáveis de Saúde”.

O Bispo de Angra pede, ainda, aos sacerdotes e aos leigos que cumpram as regras emanadas pela Direção Regional de Saúde.

“Este continua a ser um tempo de máxima exigência e de responsabilização de todos e cada um. Procuremos ajudar o Povo de Deus a retomar progressivamente a sua vida religiosa e social mas com as devidas precauções.


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Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Quem anda atrás da alegria dificilmente se alegra. A alegria é um dom, porque acontece enquanto fazemos outras coisas. Brota misteriosamente enquanto nos damos com generosidade e nos entregamos sem reservas. Quando saímos fora de nós; quando nos pomos fora do nosso casulo e nos damos a pessoas e nos entregamos a causas. Quando nos pomos a entregar a nossa vida...

Rui Santiago Cssr

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