Nº 942

 

Deus (só) ama!

Deus ama. E quando achamos que Ele nada faz, Ele continua a amar. Para além de todos os nossos limites. Para além de tudo aquilo que achamos que somos merecedores. Para além de tudo aquilo que o mundo idealiza como deve ser o amor. 

 

Deus ama. Ama porque é a única coisa que sabe fazer, mas fá-lo ao extremo. Ao extremo de tornar toda a Sua vida em amor. Sem lamechices. Sem se focar somente em coisinhas bonitas. Deus ama por inteiro e a prova disso é que pegando nos nossos pedaços despedaçados convida-nos a sermos inteiros na Sua presença. 

 

Deus ama. E por isso continua, ainda nos dias de hoje, nas bermas das nossas vidas, à espera dos Seus filhos e filhas. Alargando-Se por completo com os Seus (a)braços de Pai e com as Suas entranhas de mãe. 

 

Deus ama. E vai fazendo de tudo com o Seu amor. De tudo mesmo!

 

O amor não resolve problemas, nem questões. O amor está perante os problemas e diante de todas as questões. Está em presença verdadeira que não foge quando os pecados nos cercam. Está em presença verdadeira que não foge quando O duvidamos ou O negamos. O amor está mesmo quando achamos que o fim nos foi dado. 

 

Deus ama. Ama-nos perfeitamente diante de todas as nossas imperfeições. E não deixará de nos amar por muito que nos refugiemos na escuridão do nosso existir. Até mesmo aí Ele continuará a amar. Buscando. Perfurando. E radiando a Luz capaz de nos encontrar em qualquer parte ou momento. 

 

Deus ama. Consegues senti-Lo? Deus só ama e não deixes que te façam duvidar disso! 

 

Hoje, centra-te em toda a tua vida e abrindo-te a esta novidade, pergunta-te demoradamente: quantas vezes duvidaste do Seu amor por Ti? E porque o fizeste?

Emanuel António Dias

 

Que significa quaresma? Porque são 40 dias?

Dizer quaresma é o mesmo que dizer quarentena. São os 40 dias de preparação da celebração da Páscoa, que começam na quarta-feira de cinzas e vão até ao tríduo pascal: quinta, sexta e sábado santo.

O facto de serem 40 dias é muito mais que uma questão de contabilidade. Este número recolhe simbolicamente o significado de Cristo ter passado 40 dias e 40 noites no deserto, em jejum e oração, antes de iniciar a sua vida pública. Também no Antigo Testamento encontramos o mesmo número simbólico de uma preparação séria: 40 anos de travessia do deserto para preparar o povo de Israel a fim de entrar na Terra Prometida; 40 dias que prepararam Moisés e Elias para o encontro com Deus, no Monte Sinai e no Monte Horeb, respetivamente; 40 dias de penitência pregados por Jonas para salvar Nínive.

Porque é que o carnaval vem antes da quaresma?

Tendo a quaresma uma dimensão penitencial, de jejum e abstinência de carne, as festas e folias do carnaval são uma despedida para entrar neste período em que se cultiva a ascese e o sacrifício, como purificação para a celebração da Páscoa. Aliás, a palavra «carnaval» vem do latim: «carne vale», ou seja, adeus à carne, porque, sobretudo nas sextas?feiras, se deixava de comer carne.

A quaresma é um tempo especial de penitência?

O Concílio Vaticano II sublinha dois aspetos principais da quaresma: «recordação ou preparação do Batismo» e penitência.

Que penitências são recomendadas na quaresma?

A principal penitência é a conversão de nós mesmos, renunciando ao pecado e a toda a espécie de egoísmo, convertendo?nos mais a Deus e ao amor fraterno. O Papa Francisco aponta a quaresma como «um caminho de conversão, de luta contra o mal, com as armas da oração, do jejum, da misericórdia».

Assumir voluntariamente algum sacrifício ou penitência é como que uma ginástica espiritual, ou espiritoterapia, que nos treina para evitar o pecado e exercitar as obras do bem. Por exemplo, privar?nos de alguns alimentos, particularmente de guloseimas; visitar quem vive na solidão ou está doente; praticar alguma obra de misericórdia; ajudar quem precisa de nós, renunciando a ficarmos centrados no nosso conforto.

Porque é que não se deve comer carne nas sextas-feiras?

É a norma comum a toda a Igreja, da qual naturalmente estão dispensados os idosos, as crianças e os doentes. Trata?se de concretizar, com uma prática, o espírito de penitência, de conversão, de renúncia ao mal e adesão ao bem.

Este gesto penitencial da tradição da Igreja poderá ser substituído «pela privação de outros alimentos e bebidas, sobretudo mais requintados e dispendiosos ou de especial preferência de cada um»; também pela oração, pela esmola ou outra obra de renúncia e caridade, segundo as normas da Conferência Episcopal Portuguesa (1985.01.28).

Porquê às sextas?feiras e não noutro dia de semana? Para ser um gesto comunitário de penitência, de conversão, tinha de se escolher um dia, e a sexta-feira é o dia em que Jesus Cristo entregou a sua vida numa cruz para a salvação da humanidade.

Como é que a renúncia aos bens materiais nos pode aproximar mais de Deus?

Partilhar com quem passa necessidade é mais do que um ato de generosidade, é um ato de justiça. Também o jejum deve ter este horizonte de partilha: privamo?nos de algo, em solidariedade com os que experimentam situações de pobreza, oferecendo a nossa contribuição para uma obra social, para as Misericórdias ou a Cáritas…

P. Manuel Morujão, sj

 

Perguntas de uma criança ao homem mais rico do mundo

Certo dia, uma criança aproximou-se do homem mais rico do mundo e perguntou-lhe:

- Há alguém mais rico do que você no mundo?

O homem mais rico respondeu:

- Sim, há uma pessoa que é mais rica do que eu.

Depois, narrou:

- Eu ainda não era rico nem famoso. Estava no aeroporto de uma enorme cidade quando vi um vendedor de jornais. Eu queria comprar um jornal, e, tendo-o já nas minhas mãos, descobri que não tinha dinheiro suficiente. Então, abandonei a ideia de comprar o jornal e devolvi-o ao vendedor. Eu disse-lhe que não tinha dinheiro.

Porém, o vendedor disse-me: 

- Eu ofereço-lho.

Diante da sua insistência, peguei no jornal.

Casualmente, dois ou três meses depois, aterrei no mesmo aeroporto e, novamente, faltava-me dinheiro para comprar o jornal. E o vendedor ofereceu-mo outra vez.

Eu recusei e disse-lhe que não podia aceitar, porque naquela ocasião também não tinha dinheiro.

Ele disse-me:

- Você pode levá-lo. Eu estou a partilhar isso dos meus lucros, não ficarei a perder.

Recebi o jornal.

Dezanove anos depois daqueles factos, tornei-me famoso e conhecido pelas pessoas. De repente, lembrei-me daquele vendedor. Comecei a procurá-lo e, após aproximadamente mês e meio, encontrei-o.

- Conhece-me? - perguntei

- Sim, você é o homem mais rico - respondeu-me.

- Lembra-se da vez que me deu o jornal grátis?

- Sim, lembro-me. Ofereci-lho duas vezes.

- Eu quero pagar a ajuda que você me deu nessas duas vezes. O que você quiser na sua vida, diga-me, eu dou-lhe.

- Senhor, acredita que, ao fazê-lo, não poderá igualar a minha ajuda?

- Porquê?

- Eu ajudei-o quando eu era um pobre vendedor de jornais. Agora, você está a tentar ajudar-me quando se tornou o homem mais rico do mundo. Como pode a sua ajuda igualar a minha?

E o homem rico conclui a sua reflexão:

Nesse dia, percebi que o vendedor de jornais era mais rico do que eu, porque ele não esperou para se tornar rico para ajudar alguém.

As pessoas precisam de entender que os verdadeiramente ricos são aqueles que possuem um coração rico, em vez de muito dinheiro.

Fraternitas Movimento

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

É SEMPRE BOM LEMBRAR o que é realmente importante...

Devemos tratar os outros com o mesmo respeito, dignidade, carinho e Amor com que gostaríamos de ser tratados.

Todos nós passamos por fases menos boas na vida... é nessas alturas que mais precisamos de nos sentir acolhidos e amados!

"Pôr-se no lugar do outro", é um bom exercício... acho que devemos treiná-lo muitas vezes!

 

Eugénia Pereira


 

INFORMAÇÕES

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

MANADAS - 5ª feira, 27 de fevereiro, das 10 horas às 11 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia

RIBEIRA SECA - 6ª feira, 28 de fevereiro, das às 17h00 às 18h00, seguindo-se a celebração da Eucaristia.


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nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

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