Nº 926

 

Chegará quem não esperas
Passamos parte da vida à espera que a solução para os nossos problemas e angústias aconteça com a chegada de algo ou alguém que nos venha iluminar as escuridões e preencher os vazios da existência.
Depois, como isso nunca acontece, deixamo-nos abater pela desesperança e, sem paciência, passamos a julgar que nem a primavera, que sempre chega, é para nós.
Fartos de ilusões e desilusões, começamos a ver a vida e a sentir o mundo de uma forma mais pura. Não à procura de algo, mas admirando tudo.
Como se tivéssemos nascido outra vez, compreendemos que os nossos dias sempre se sucederam com uma sequência lógica, que embora possamos não compreender, sabemos que existe.
A vida tem sentido. Não será o que muitos desejam, porque não sabem desejar. Não será o que muitos pensam, porque não sabem que o sentido também é para sentir.
É preciso abrirmo-nos ao outro e ao mundo. Deixarmos de julgar que somos o centro do mundo e os outros meros figurantes ou, quanto muito, atores secundários.
A vida são as nossas escolhas face às opções de que dispomos e a nossa resposta ao que nos acontece. Nascemos diferentes e em contextos diferentes, temos talentos e fraquezas distintos. Mas todos somos livres e a liberdade implica agir. A minha vida é feita pelo que eu for capaz de criar à minha volta e em mim.
É estranho que tantas pessoas afirmem querer ser felizes, mas depois não querem percorrer o caminho que as leva à mais verdadeira das alegrias.
Como se quisessem ser felizes, mas não da única forma possível!
A felicidade chama por ti todos os dias. Se não a queres, todos os dias tens de lhe repetir o teu ‘não’. Não se trata de uma oportunidade que se pode perder por alguma razão, mas de algo que está sempre ao teu alcance.

 

Pode acontecer que um dia destes eu decida nascer de novo, e que, ao contrário de tantas vezes, faça o que é preciso para que isso aconteça em mim.

 

Chegará então alguém que não espero: um novo eu para ser, um amor que me levará e dará aos outros e ao mundo e, por fim, apesar de todo o sofrimento que exige, uma vida feliz.

 

E a mudança começa com um silêncio em que percebo que aquilo que tenho e sou não é para mim.

 

Sou uma obra-prima para oferecer! Não a quem um dia chegará, mas aos que estão próximos de mim.

 

José Luís Nunes Martins
 
A PALAVRA DO SENHOR
 
XXXI DOMINGO DO TEMPO COMUM
 
+ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade. Vivia ali um homem rico chamado Zaqueu, que era chefe de publicanos. Procurava ver quem era Jesus, mas, devido à multidão, não podia vê-l’O, porque era de pequena estatura. Então correu mais à frente e subiu a um sicómoro, para ver Jesus, que havia de passar por ali. Quando Jesus chegou ao local, olhou para cima e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus com alegria. Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa dum pecador». Entretanto, Zaqueu apresentou-se ao Senhor, dizendo: «Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais». Disse-lhe Jesus: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu também é filho de Abraão. Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido».
 

 

REFLEXÃO

 

A liturgia deste domingo convida-nos a contemplar o quadro do amor de Deus. Apresenta-nos um Deus que ama todos os seus filhos sem excluir ninguém, nem sequer os pecadores, os maus, os marginais, os "impuros"; e mostra como só o amor é transformador e fonte de vida.

 


                O Evangelho apresenta a história de um homem pecador, marginalizado e desprezado pelos seus concidadãos, que se encontrou com Jesus e descobriu n'Ele o rosto do Deus que ama...

 

Convidado a sentar-se à mesa do "Reino", esse homem egoísta e mau deixou-se transformar pelo amor de Deus e tornou-se um homem generoso, capaz de partilhar os seus bens e de se comover com a sorte dos pobres.

 

Dehonianos

DIOCESE DE ANGRA CELEBRA O 485º ANIVERSÁRIO
 
Neste Domingo – 3 de Novembro – assinalam-se os 485 anos da criação da Diocese de Angra.
Através da Bula Aequum reputamusAtualmente esta parcela da Igreja de Cristo tem como Bispo D. João Evangelista Pimentel Lavrador, contando com cerca de 150 sacerdotes e 6 diáconos permanentes ao serviços das Comunidades cristãs.

 

A Diocese de Angra está organizada em 3 vigararias em 16 ouvidorias, facilitando assim o serviço pastoral prestado à comunidade açoriana.

 

Em cada uma das 9 ilhas dos Açores, a Catequese da infância e da adolescência está em funcionamento e as 165 paróquias são servidas com a celebração da Eucaristia no Dia do Senhor

 

Na cidade sede da Diocese – Angra do Heroísmo – funciona o Seminário onde 23 alunos – 2 dos quis oriundos de São Jorge – se prepararam para o sacerdócio.

 

Que o Senhor Jesus derrame sobre todos os cristãos que vivem nestas ilhas Açorianas a abundância dos dons do Espírito Santo para continuarmos a ser sal da terra e luz do mundo.

 

 

 

INFORMAÇÕES

 

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

 

BISCOITOS - 3ª feira, 5 de novembro, das 17 horas às 18 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia

 

 

 

MANADAS - 5ª feira, 7 de novembro, das 10 horas às 11 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia

 

 

 

RIBEIRA SECA - 6ª feira, 8 de novembro, das às 16h 30 às 17h 30, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

 

 

 

 

 

MÊS DAS ALMAS NA RIBEIRA SECA

 

Durante o mês de novembro, também chamado “Mês das Almas”, haverá missa na Ribeira Seca, de segunda a sexta-feira, às 8 horas.

O peditório para as “Missas das Almas” será feito nos moldes dos  anos anteriores


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nº 1015

Pensamento da Semana

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

 

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.

Augusto Cury

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