Nº 890

 

A importância de aprender a perder

 

A vida é feita de muitas perdas. Quase tudo o que nos chega e julgamos ter ganho, algum dia, sem aviso, pode perder-se.

 

Há quem fique muito frustrado quando perde, como se acreditasse que tem o direito de ganhar para si ou de conservar consigo aquilo que julga ser o melhor.

 

A sabedoria da vida passa por aceitar as desgraças da existência, das mais triviais às mais profundas.

 

Perdemos oportunidades, empregos, relações, sonhos, dinheiro… Mas só nos focamos em aprender a ganhar, como se saber perder fosse inútil. Pelo contrário, o sucesso implica passar por inúmeros fracassos, grandes e pequenos, resistindo-lhes e superando-os. Começando de novo, tantas vezes, por cima dos escombros do que passou.

 

A nossa sociedade só gosta de vencedores. Quem fica em segundo lugar é visto como o primeiro dos últimos.

 

Um perdedor nunca merece a nossa admiração, é antes alguém que merece a nossa compaixão. Mas, e se essa pessoa, fazendo das tripas coração, conseguir encontrar mais forças para lutar contra as adversidades? Se nos der a lição de que não se resigna ao mal, mas o combate sempre? Importa que, no final, vença ou seja derrotada?

 

Devemos aprender a olhar o sofrimento como quem o contempla, para que nos façamos capazes de não ceder às tentações dos orgulhos, egoísmos e cobardias que fazem de nós piores do que podíamos ser.

 

A morte é a perda da vida, mas a vida é feita de perdas constantes, de horas que passam sem jamais voltarem a passar. Tudo é sempre novo, para o melhor e para o pior.

 

De que serve a alguém conquistar cada um dos seus sonhos se, com isso, estiver a perder o que importa?

 

Viver é aprender a abrir mão de tudo. Bom ou mau, tudo passa.

 

Viver é morrer e renascer, a cada dia.

José Luís Nunes Martins

 

GENTE COM ALMA

 

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE  (1894 – 1941)

Ao contemplar o Evangelho proclamado neste VII Domingo do Tempo Comum, vemos como Jesus ensina os seus discípulos a seguir o caminho do amor e do perdão para com todos os homens – de modo particular para com os inimigos e para com os que nos maltratam – Diz-nos o Senhor : “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, rezai pelos que vos perseguem!” 

Inspirado por este divino ensinamento, trago à nossa comum reflexão a gloriosa memória de São Maximiliano Maria Kolbe, um sacerdote polaco que no campo de concentração de Auschwitz, ofereceu a sua vida para que vivesse um pai de família condenado à morte pelo regime de Adolfo Hitler.

Veio ao mundo a 8 de janeiro de 1894, na cidade de Zdu?ska Wola na Polónia, recebendo na pia batismal o nome de Rajmund Kolbe. Cresceu junto da sua humilde família e desde muito jovem foi formado pelos seus benditos pais na Escola do Evangelho.

Aos 13 anos começa o seu percurso formativo na Ordem dos Frades Menores Conventuais. Faz a sua profissão religiosa a 1 de novembro de 1914, adotando o nome de Maximiliano Maria e recebe a ordenação sacerdotal, na cidade de Roma a 28 de abril de 1918.

De regresso à Polónia, o Padre Maximiliano Maria Kolbe vai dedicar-se à difusão de imprensa de inspiração cristã, fundando e coordenando “O Cavaleiro da Imaculada”, um jornal que chega a ter uma tiragem de 1 milhão de cópias por edição.

Juntamente com outros companheiros da sua Ordem religiosa, dá inicio à Milícia da Imaculada, uma associação de fiéis aprovada pela Santa Sé em 1922, que se destina ao anúncio do Evangelho libertador de Cristo, através do patrocínio da Virgem Imaculada.

São Maximiliano Maria Kolbe vai destaca-se ainda como missionário no Japão. Na cidade de Nagasáqui vai fundar dois conventos dos Frades Menores Conventuais e o seu querido jornal O Cavaleiro da Imaculada vai atingir as 10 mil cópias na edição em língua japonesa Corria o ano de 1930.

Com o despoletar da II Grande Guerra Mundial e com a consequente invasão da Polónia pelo regime Nazista, o nosso santo – juntamente com todo o povo polaco – vai enfrentar tempos de perseguição e de morte.

Encarcerado no campo de concentração de Auschwitz, a 28 de maio de 1941, vai ser vítima de imensas humilhações. Com uma coragem invulgar, vai oferecer a sua vida para que sobrevivesse um seu compatriota – Franciszek Gajowniczek, pai de família e militar – que fora condenado à morte pelo horrendo regime.

A 14 de agosto de 1941 recebe a gloriosa palma do martírio São Maximiliano Maria Kolbe. Aquando da sua canonização, ocorrida a 19 de outubro de 1982, São João Paulo II ofereceu ao seu bendito compatriota o título de “Mártir da Caridade”!

Padre Alexandre Medeiros 

 

MEDITAR

UMA PALAVRA QUE BRILHA PELA SUA AUSÊNCIA

«Na oração do Pai Nosso, há uma palavra que brilha pela sua ausência: uma palavra que nos nossos tempos – como talvez sempre – todos consideram importante: a palavra ‘eu’. Não há espaço para o individualismo no diálogo com Deus...

A verdadeira oração é aquela que se realiza no segredo da consciência, do coração: inescrutável, visível apenas para Deus, eu e Deus. Deste modo evita-se a falsidade: com Deus é impossível fingir. É impossível, diante de Deus não há truque que tenha poder, Deus conhece-nos assim, nus na consciência, e não se pode assim fingir. Na raiz do diálogo com Deus há um diálogo silencioso, como um cruzar de olhar entre duas pessoas que se amam: o homem e Deus cruzam olhar, e isto é oração. Olhar para Deus e permitir-se olhar para Deus: isto é rezar. "Mas, pai, eu não digo palavras ...". Olha para Deus e deixa-te olhar por Ele: é uma oração, uma linda oração!

Mas apesar disso, Jesus não nos ensina uma oração intimista ou individualista...No segredo da consciência, o cristão não deixa o mundo fora da porta do seu quarto, mas carrega no seu coração pessoas e situações, problemas, tantas coisas, todas elas em oração.»

Papa Francisco, Audiência Geral, 13/02/2019

 

 

 PENSAMENTO DA SEMANA

 

O Ocidente sábio, orgulhoso, poderoso, está a revelar-se cada vez mais faminto, miserável e débil. A razão está precisamente em estar repleto de coisas mas vazio de verdade, bondade, beleza, espiritualidade.

O progresso é importante, sim, porque abre novos horizontes; a técnica torna-nos a vida mais fácil; a ciência explica-nos muitos segredos da natureza. Mas o homem e a mulher têm em si um mistério de transcendência, de amor, de verdade, que supera toda a dimensão espacial e temporal.

P. (Card.) Gianfranco Ravasi

 


 

INFORMAÇÕES

 

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

MANADAS - 5ª feira, 28 de fevereiro, das 10 horas  às 11 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

RIBEIRA SECA - 6ª feira, 1 de março, das 17 horas  às 18 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

ERMIDA DE SANTO ANTÓNIO - sábado, 2 de março, das 16 horas  às 17 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

 

FORMAÇÃO PARA OS GRUPOS CORAIS DA ILHA - SÃO JORGE

Nos dias 7, 8 e 9 de março vai-se realizar uma formação para os Grupos Corais da Ilha de São Jorge. Nos dias 7 e 8 às 19h30 e no dia 9 às 14h00. Consta de oficinas de: canto e organistas. Os formadores são: Pe. Duarte Rosa; Pe. Marco Luciano e Pe. Nelson Pereira. A formação será na Igreja Matriz da Calheta.

 

RECEITA

Culto da Paróquia da Ribeira Seca - 3.610,00 €

 

MARCHA AMIGOS DA RIBEORA SECA

O Grupo da “Marcha Amigos da Ribeira Seca” está a organizar eventos com vista à obtenção de fundos para a despesa com o vestuário da marcha, para tal no dia 1 de março (sexta-feira), no início da manhã e durante o desfile de Carnaval da Escola Básica e Secundária da Calheta vai estar montada, em cima do Cais, uma Feira de Sabores, com produtos tradicionais tais como: Torresmos;  Linguiça;  Chouriço;  Molho de Fígado;  Morcela; Batata doce;  Batata da Terra;  Legumes Frescos;  Fruta; Queijo Fresco;  Papas de Arroz. A par destes poderá haver outros produtos, apelamos assim a todas as pessoas que se desloquem ao cais no intuito de adquirirem alguns produtos, agradecendo desde já toda a vossa ajuda e colaboração. Informamos ainda que as pessoas podem consultar o Facebook na página “Marcha Amigos da Ribeira Seca 2019”, onde serão referidos todos o eventos do Grupo.

 


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PENSAMENTO DA SEMANA

 A oração faz desaparecer a distância entre o homem e Deus.

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