Nº 879

 

O AMOR OU O CONSUMISMO?

 

Amar é dar-se ao outro, sem esperar nada. Dar-lhe tempo e atenção, dar o melhor de nós, porque sim. Porque o sentido da vida é esse, de dentro para fora, do interior para o exterior, criando e construindo.

 

Consumir é conquistar para si, ceder aos apetites mais ferozes. Querer tapar os vazios de existência com coisas materiais. Coisas que em pouco tempo se degradam e destroem, criando desejos de mais e mais. Quase como um carro que, a cada abastecimento, exige sempre mais combustível do que antes.

 

A lógica do amor é cuidar do outro, sem nenhum objetivo subjacente que não o de sermos o melhor que podemos ser, para os outros e para nós mesmos. Dar, porque é melhor do que receber. A generosidade é sempre melhor do que um egoísmo carente.

 

A maior parte da nossa sociedade prefere receber. Cria em si vazios que se tornam maiores de cada vez que os tentam preencher, porque julgam que a felicidade é a satisfação dos seus desejos. Mas estes apetites, cada vez que são satisfeitos, apenas se atenuam por um tempo antes de se manifestarem mais potentes do que antes. Escravizando-nos.

 

O amor não se negoceia. Não se compra, não se vende, nem se troca. É gratuito. Se assim não for, outra coisa será que não amor, apesar de haver quem lhe dê esse nome.

 

Os egoístas consomem-se e exploram o mundo e os outros. Não amam, apesar de acharem que a instrumentalização dos outros é uma forma de os amar!

 

Somos tão grandes e nobres quanto o amor puro de que formos capazes.

 

As relações humanas estão a tornar-se consumistas. Pensa-se mais naquilo que se pode ganhar com o outro do que no que se lhe pode dar. Alguns chegam a fazer análises como se se tratasse de um negócio, ou seja, perspetivam a médio e longo prazo se esse negócio concreto lhes pode, ou não, ser lucrativo. Se as perspetivas forem promissoras, se se prevê ganhos, então investe-se.

 

Ora, basta considerar uma mãe que seguisse esta linha de pensamento e emoção para com os seus filhos, e julgá-la-íamos um verdadeiro monstro!

José Luís Nunes Martins

 

Preparar-se

Um grupo de monges precisava de transferir uma Estátua de barro para um novo local. Quando o guindaste começou a suspender essa figura, o seu peso era tanto que começou a rachar. E como se não bastasse, começou a chover também. Resolveram suspender a operação e cobri-la para não se molhar. Mais tarde, um monge foi ver se a imagem continuava seca. Conforme a luz incidiu na ranhura, notou um pequeno brilho e achou estranho. Pareceu-lhe haver algo sob o barro.

Com um cinzel retirou parte do barro e o brilho tornou-se mais forte. Continuou a retirar o barro e deparou com uma estátua de ouro maciço.

Os historiadores descobriram então que anos antes os monges cobriram a preciosa figura com uma camada de barro para evitar que o tesouro fosse roubado.

Somos todos como esta imagem de barro, recobertos por uma resistência criado pelo medo e egoísmo e, afinal, dentro de cada um há algo de ouro, um Cristo de ouro, ou uma essência pura.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

GENTE COM ALMA

 

BEM-AVENTURADO CARLOS DE FOUCAULD (1858 – 1916)

Depois de visitarmos as magníficas cidades de Alexandria no Egipto e de Nicomedia na Turquia, onde veneramos a gloriosa memória de Santa Catarina e de Santa Bárbara, regressamos ao século XIX, para nos encontrarmos com a extraordinária vida do Bem-aventurado Carlos de Foucauld.        

Oriundo de uma família nobre, Carlos nasceu a 15 de Setembro de 1858, na cidade francesa de Estrasburgo.

Herdeiro de uma grande fortuna, o jovem Foucauld habituou-se depressa a viver à grande e à francesa, esbanjando os seus bens em exagerada vanglória.

Decidido a seguir a vida militar, não fez grande carreira no mundo das armas. O seu temperamento colérico e a sua indisciplina incorrigível, não lhe conquistaram grandes feitos bélicos.

Aconselhado pelos seus superiores, Carlos de Foucauld vai abandonar o Exército francês em 1881, decidindo organizar uma expedição geográfica por Marrocos. Nesta aventura por terras do norte de África, Carlos vai contactar com os diversos povos indígenas daquela região e, aprecia de coração, a forma sublime com que são celebrados e vividos os rituais e as festas da religião muçulmana.

Verdadeiramente encantado com o fenómeno religioso, Carlos de Foucauld, decide estudar a fundo o Cristianismo. Regressado a França natal, em 1886, dá início ao seu processo de conversão.

Do encontro com o Padre Huvelin, vigário da igreja de Santo Agostinho em Paris, nasce um Homem novo!  Carlos dedica-se ao estudo aprofundado do Evangelho, recebe as catequeses deste sacerdote com alma de Pastor e celebra os sacramentos – lugares e sinais da presença de Jesus Cristo na Igreja e no mundo.

Voando nas asas do Espírito, Carlos de Foucauld, vai fazer a viagem da sua vida! Caminhando sem parar entre o Norte de África, a Terra Santa e a sua França, ele vai aprofundar a sublime comunhão com o Senhor Jesus e aproxima-se cheio de bondade das pessoas pertencentes as tribos que habitavam a região do deserto do Sara.

Tem a capacidade verdadeiramente genial, de unir a sua fé genuína a uma caridade viva e próxima. Torna-se – sem mandato apostólico – um verdadeiro Pastor de tantos homens e mulheres, que vivendo no rigor do deserto do Sara,  encontram na caridade do Padre Foucauld um refrescante oásis de ternura, de caridade de paz.

Apanhado numa emboscada – enquanto estava em adoração diante do Santíssimo Sacramento - é assassinado a 1 de Dezembro de 1916.

Carlos de Foucauld – o Irmão Universal – foi proclamado Bem-aventurado pelo Papa Bento XVI a 13 de Novembro de 2005.      

Padre Alexandre Medeiros

 

CONTO (679)

 

Lenda da Cegonha

O bebé Jesus, deitado na manjedoura em Belém, foi cumprimentado por todos os animais do mundo, que se deslocaram até Ele e se ajoelharam para O adorar. 

O boi, o burro e outros animais entraram no estábulo, enquanto que os animais selvagens permaneceram do lado de fora, tentando espreitar para ver o bebé.

A cegonha branca foi visitar Jesus, e sentiu empatia quando O viu deitado na palha sem uma almofada. Então, colocou as suas penas macias à disposição do menino, puxando as penas mais suaves uma a uma, para fazer um travesseiro. Assim que Jesus repousou a sua cabeça sobre aquele, a cegonha sorriu.

É por esse motivo que a cegonha é considerada a portadora dos bebés. 

E uma cegonha a voar perto de uma casa é considerado um presságio de sorte.

“Lendas de Animais e o Natal” in Mundo dos Animais, dezembro de 2010

 

PENSAMENTO DA SEMANA

 

O mínimo que nos é exigível
é o máximo que somos capazes de fazer.
Nas coisas simples do dia-a-dia.
Ser da maior bondade possível no quotidiano.
A bondade é a maior de todas as qualidades. ...

Inclui a beleza, a justiça e a verdade.

Manuel António Pina


 

INFORMAÇÕES

 

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

MANADAS - 5ª feira, 13 de dezembro, das 10 horas  às 11 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

RIBEIRA SECA - 6ª feira, 14 de dezembro, das 16:30 horas  às 18 horas, seguindo-se a celebração da Eucaristia.

 

CONFISSÕES

BISCOITOS - 3ª feira, dia 11 de dezembro a partir das 17 horas.

RIBEIRA SECA - 6ª feira, dia 14 de dezembro das 16;30 às 18 horas.

ERMIDA DE S.to ANTÓNIO - Sábado, dia 15 de dezembro das 16 às 17 horas.

PORTAL - Sábado, 15 de dezembro depois da missa das 18 horas

 

CELEBRAÇÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

No dia 12 de dezembro, quarta-feira, celebração em louvor de Nossa Senhora de Fátima, na Ribeira Seca, às 18 horas com Recitação do Terço, Eucaristia e Procissão no interior da Igreja.

 

CELEBRAÇÃO DO ADVENTO COM A CATEQUESE

Domingo, dia 16 de dezembro com as comunidades cristãs de Manadas, Biscoitos e Ribeira Seca.

 

MISSA NO SANTUÁRIO DA CALDEIRA

No próximo domingo, 16 de dezembro, às 15:30 horas.

 

NATAL COM OS MUNÍCIPES DA TRECEIRA IDADE

Aproximando-se a época natalícia, o Município da Calheta, vai proporcionar aos seus munícipes de “Terceira Idade” um dia diferente, com um convívio que terá lugar na Sociedade da Ribeira Seca, no dia 20 de dezembro, quinta feira, pelas 14 horas, onde serão realizadas diversas atividades e servido um lanche a todos os presentes. Serão entregues, também, os prémios referentes à Festa de “Natal na Vila da Calheta” que se realizará no dia 15, nomeadamente: Concurso de Arranjos de Natal e Concurso de Montras.


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PENSAMENTO DA SEMANA

 A oração faz desaparecer a distância entre o homem e Deus.

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