Nº 434

 

TRINDADE

Na festa da Santíssima Trindade do ano passado, comecei as homílias nas comunidades onde celebrei a Eucaristia, interpelando sobre se alguém percebia o Mistério que estávamos a celebrar. Dizia eu: «Como pode ser um só Deus e três pessoas?»

Numa dessas comunidades, uma criança disse:

- Porque Deus é família!

Nestas conversas improvisadas pode acontecer alguma situação que cause  dificuldade e é necessário ter algum cuidado e estar prevenido para possíveis respostas inadequadas. Achei sábia a resposta da criança e a forma como ela apreendeu o Mistério da Santíssima Trindade.

O amor não necessita ser explicado basta ser vivido. Contemplado.

Se Deus é amor , basta ama-l’O não é preciso entendê-l’O.

A este propósito costumo contar a história de Santo Agostinho.

Conta-se que Santo Agostinho andava a passear na praia a meditar sobre este Mistério da Santíssima Trindade. Enquanto caminhava, observou um menino que tinha um balde com água. A criança ia até o mar, trazia a água e deitava-a dentro de um pequeno buraco que havia feito na areia. Após ver repetidas vezes o menino fazer a mesma coisa, resolveu interrogá-lo:

-"Que estás a fazer?"

O menino, olhando-o, respondeu com simplicidade:

-"Quero colocar a água do mar neste buraco".

Santo Agostinho sorriu e respondeu-lhe:

-"Mas tu não percebes que isso é impossível mesmo que trabalhes toda a vida? O mar é infinitamente grande. Nunca o irás conseguir colocar aí todo dentro desse pequeno buraco…".

Então, novamente olhando para Santo Agostinho, o menino respondeu-lhe:

-"Ora, é mais fácil a água do mar caber nesse pequeno buraco do que entenderes o que estás a pensar".

Às vezes recebemos das crianças grandes lições que ficam para toda a vida. Ao querer esmiuçar e perceber todas as coisas perde-se o encanto e deixa-se de contemplar e estamos muito necessitados de meditação e contemplação.

                                                               Pe. Manuel António

Solenidade da Santíssima Trindade

Tema:

A Solenidade que hoje celebrámos não é um convite a decifrar a mistério que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”; mas é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.

A primeira leitura sugere-nos a contemplação do Deus criador. A sua bondade e o seu amor estão inscritos e manifestam-se aos homens na beleza e na harmonia das obras criadas (Jesus Cristo é “sabedoria” de Deus e o grande revelador do amor do Pai).

A segunda leitura, convida-nos a contemplar o Deus que nos ama e que, por isso, nos “justifica”, de forma gratuita e incondicional. É através do Filho que os dons de Deus/Pai se derramam sobre nós e nos oferecem a vida em plenitude.

O Evangelho convoca-nos, outra vez, para contemplar o amor do Pai, que se manifesta na doação e na entrega do Filho e que continua a acompanhar a nossa caminhada histórica através do Espírito. A meta final desta “história de amor” é a nossa inserção plena na comunhão com o Deus/amor, com o Deus/família, com o Deus/comunidade

(Dehonianos)

  

MEDITAR

 

À SANTÍSSIMA TRINDADE

 

Ó Trindade sobrenatural
Divina e Amável como ninguém
protectora da divina sapiência dos cristãos.

Conduz-nos para lá da luz, sim
mas também para lá da nossa ignorância
até ao mais alto cimo
das místicas Escrituras,

lá onde os mistérios simples,
absolutos e incorruptíveis da teologia,
se revelam na sombra
mais que luminosa
do silêncio.

No silêncio se aprendem os segredos desta sombra
da qual bem pouco é dizer que brilha
qual luz deslumbrante
no seio da extrema obscuridade.

Mesmo se permanece
intocável nessa perfeição que não vemos
enche esplendores mais belos da beleza
as inteligências que sabem fechar os olhos.


Dionisio, o Aeropagita. in A Oração dos Homens.

 

 

 

 

 

 

CONTO (305)

  

UM PEQUENO PARAFUSO

No casco de um grande navio havia um pequeno parafuso que, juntamente com outros parafusos, segurava dois pilares de aço.

Durante uma viagem, o pequeno parafuso sentiu-se cansado da sua existência ignorada e decidiu: «Vou-me embora!»

Os outros parafusos disseram: «Se tu vais, nós iremos também».

De facto, logo que os parafusos se começaram a movimentar dos seus lugares, os pregos começaram a protestar:

- Assim também nós somos obrigados a deixar o nosso lugar.

Os pilares de aço pediram-lhes:

- Por amor de Deus, parai! Se ninguém nos segura, é o fim.

A intenção do pequeno parafuso de deixar o seu lugar propagou-se num instante por todo o gigantesco casco do navio. Foi então que todas as placas, as nervuras, as tábuas, os parafusos e até os pequenos pregos decidiram enviar uma mensagem ao parafuso para que renunciasse ao seu propósito.

O pequeno parafuso sentiu-se orgulhoso com estas palavras e descobriu, improvisamente, que era muito mais importante do que pensava. Então mandou dizer a todos que permanecia no seu lugar.

 In ALEGRE MANHÃ de Pedrosa Ferreira

 

 

Há pessoas que choram por saberem que as rosas têm espinhos; outras há que sorriem por saberem que os espinhos têm rosas.


(Autor desconhecido)

 


 

FESTA DE SÃO JORGE ALÉM-MAR

Para comemorar o tempo em que desta ilha partiram famílias inteiras, para o então chamado Ultramar, e muitos outros foram enviados como soldados para aquelas terras de África, a Escola Básica e Secundária da Calheta vai realizar uma série de eventos no dia 12 de Junho pelas 19:30h.

Do programa consta um jantar com sabores africanos, bailado, exposição de fotografias, etc.

A festa é aberta a toda a população da ilha.

As marcações de mesas devem ser feitas através do nº de telf. 295416288 até ao dia 4 de Junho.

 

FESTA DO SANTÍSSIMO NA RIBEIRA DA AREIA

Tríduo nos dias 31 de Maio, 1 e 2 de Junho às 20 horas.

Dia 3 de Junho - Missa de festa às 13 horas e procissão às 19:30 horas.

 

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CALHETA

A Direcção da Associação de Bombeiros Voluntários da Calheta informa que a Dr.ª Maria Ojeda, especialista em Ortopedia e Traumatologia, vem fazer consultas na Clínica da Instituição no dia 25 de Junho. As marcações de consulta devem ser feitas através dos n.os 295460110 (111).

 


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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