Nº 767

 

JOÃO XXIII, o Papa mais engraçado da história
João XXIII não só passa à história como um Papa santo e o pai do Concílio Vaticano II. Ele foi provavelmente o Papa mais engraçado da história. Um humor que nascia da simplicidade que transbordava de sua humildade e íntima relação com Deus.
Ele demonstrou isso desde o momento de sua eleição como Papa, na sala que se encontra junto à Capela Sistina. Após ter aceitado ser Papa, segundo prevê a tradição, ele se retirou para colocar as vestes brancas do bispo de Roma.
Surgiu então o problema. Nenhuma das três batinas previamente preparadas servia para ele. Os encarregados ficaram embaraçados, e o novo Papa disse sorrindo: “está claro que os alfaiates não me queriam como Papa”.
Passou a ser costume João XXIII concluir seus encontros com os peregrinos com a frase: “voltem, voltem, pois infelizmente estamos sempre aqui”.
Em uma ocasião, recebeu um bispo italiano em uma audiência que durou mais do que o previsto. Então o seu secretário, mons. Loris Capovilla (nomeado cardeal por Francisco), foi- lhe recordar que ainda havia uma longa lista de audiências.
João XXIII comentou então com o bispo: “às vezes não sei se o Papa sou eu ou se é ele”.
É famosa a sua resposta a alguém que lhe perguntou quantas pessoas trabalhavam no Vaticano. Com naturalidade, respondeu: “mais ou menos a metade”. 
Uma vez o “Papa bom” saiu do Vaticano sozinho para ir ao Hospital Espírito Santo visitar discretamente um amigo padre que estava internado.
Ao bater à porta, surgiu a madre superiora que, emocionadíssima, disse: “Santo Padre, sou a superiora do Espírito Santo”. O Papa respondeu-lhe: “Que grande carreira fez a senhora, madre!”
Ele costumava confidenciar com os seus colaboradores: “com frequência acordo à noite e começo a pensar numa série de problemas graves e então decido que tenho de falar sobre eles com o Papa. Depois, acordo completamente e lembro-me que eu sou o Papa!”
Com frequência, dizia: “toda a gente pode ser Papa. A prova é que eu sou”.
João XXIII foi o primeiro Papa do século XX que, em certas ocasiões, com discrição, abandonou os muros do Vaticano para visitar pessoas necessitadas. Os romanos, com senso de humor, chamavam-no de São João Extramuros, em referência à famosa basílica de São Paulo Extramuros (ou São Paulo Fora dos Muros).
Aleteia
 
XXIX DOMINGO TEMPO COMUM
 

 

A Palavra que a liturgia de hoje nos apresenta convida-nos a manter com Deus uma relação estreita, uma comunhão íntima, um diálogo insistente: só dessa forma será possível ao crente aceitar os projetos de Deus, compreender os seus silêncios, respeitar os seus ritmos, acreditar no seu amor.

 

O Evangelho sugere que Deus não está ausente nem fica insensível diante do sofrimento do seu Povo… Os crentes devem descobrir que Deus os ama e que tem um projeto de salvação para todos os homens; e essa descoberta só se pode fazer através da oração, de um diálogo contínuo e perseverante com Deus.

 

A primeira leitura dá a entender que Deus intervém no mundo e salva o seu Povo servindo-Se, muitas vezes, da ação do homem; mas, para que o homem possa ganhar as duras batalhas da existência, ele tem que contar com a ajuda e a força de Deus… Ora, essa ajuda e essa força brotam da oração, do diálogo com Deus.

 

A segunda leitura, sem se referir diretamente ao tema da relação do crente com Deus, apresenta uma outra fonte privilegiada de encontro entre Deus e o homem: a Escritura Sagrada… Sendo a Palavra com que Deus indica aos homens o caminho da vida plena, ela deve assumir um lugar preponderante na experiência cristã.

 

Dehonianos

 

 
MEDITAR
 
Saboreio ainda o gosto
de quem se perdeu nas veredas da Tua Grandeza.
 
Como és Grande, Senhor…
Digo-To ainda hoje, como To disse mil vezes ontem…
Como és Grande…
 
És assim, Grande, porque não tens sequer tamanho!
Não estás fora de mim nem fora de nada…
és a interioridade máxima de toda a Vida,
o Coração palpitante da Criação,
o íntimo do meu íntimo…
 
A Tua Grandeza não tem a ver com o Teu tamanho,
mas com a profundidade e a intensidade da Tua presença.
 
Como dizer isto?!
Tu sabes, meu Senhor e meu Dono,
que o dilema é sempre o mesmo:
“Como hei de dizer isto?! Mas… como posso não dizê-lo?!
 
in Salmos para o Terceiro Milénio 2, 2010
 
CONTO (624)
 
CONSERVAR O GARFO
Era uma vez uma mulher a quem diagnosticaram uma doença grave, dando-lhe apenas um mês de vida.
Enquanto punha todas as suas coisas em «ordem», chamou o padre para lhe comunicar os seus últimos desejos.
Disse que cânticos gostaria que fossem cantados no seu funeral, que leituras bíblicas se deveriam ler e como queria ser sepultada.
Disse-lhe:
- Desejo que me coloquem nas mãos frias o Novo Testamento, pois foi a palavra de Jesus que me iluminou durante a vida.
Quando o sacerdote estava para se ir embora, chamou-o e disse ainda:
- Padre, desejo uma outra coisa.
O sacerdote perguntou:
- O que deseja?
- É algo muito especial. Quero ser enterrada com um garfo na mão direita.
O sacerdote ficou surpreendido com tal pedido.
Então a mulher explicou:
- Durante os anos em que participei em refeições de festa, lembro-me que, quando os pratos iam sendo tirados da mesa, alguém se inclinava e dizia baixinho: «Conserve o garfo». Diziam isso porque o melhor estava para vir.
Vinham no fim deliciosos bolos que se comiam com o garfo. Padre, sei que depois da minha morte o melhor está para vir: é o banquete que Deus tem reservado para todos nós, os seus filhos muito amados.
O sacerdote comoveu-se ao ver a fé desta mulher. Despediu-se dela, com a promessa que cumpriria todos os seus desejos.
Durante o funeral, as pessoas interrogavam-se por que é que ela tinha um garfo na mão. O sacerdote, na homilia, contou o que ela tinha dito, dias antes, e acrescentou:
- Esta mulher morreu com a esperança de que o melhor estava para vir. Tinha a certeza de que Deus tem preparado para os seus eleitos o melhor que possamos imaginar. Felizes os convidados para este banquete final.
 
in CONTOS+MENSAGENS  de Pedrosa Ferreira
 

 

É triste constatar como, num mundo altamente competitivo e ávido de sucesso, perdemos o contacto com a alegria de dar. Com frequência vivemos até como se a nossa felicidade dependesse de ter. Mas o que acontece é que eu não conheço ninguém que seja realmente feliz pelo que tem. A alegria autêntica, a felicidade e a paz interior, provêm da capacidade de nos doarmos aos outros. Uma vida feliz é uma vida pelos outros. (...)
 

 

INFORMAÇÕES
ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO
RIBEIRA SECA - Quinta-feira, 20 de outubro, das 18h00 às 19h.
 
Dia Nacional dos Bens Culturais

 

A Diocese de Angra, através da Comissão Diocesana dos Bens Culturais da Igreja convida as paróquias dos Açores a exporem uma peça de arte sacra entre os dias 18 e 24 de outubro, como forma de assinalar o dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja, a 18 de outubro, dia de São Lucas.

 

A igreja açoriana adere desta forma à proposta nacional que este ano tem por tema “(Re)ver a Arte Cristã”.

 

Na Ouvidoria de São Jorge será exposta uma escultura de Santa Bárbara do século XVIII na Igreja Matriz da Calheta.

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e o mundo como os olhos de uma criança,
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