Nº 758

 

O Dom da Maternidade de Deus na Maternidade de Maria
Tu és, Maria, a mulher fiel!

 

És a nossa Senhora da gratidão, pois respondeste ao chamamento de Deus com o teu “Magnificat”.

 

 

 

Foste uma esposa carinhosa e mãe de doação total. 

 

E como amaste de coração inteiro, és a Senhora do amor virginal.

 

 

 

Ao longo das gerações o teu nome tem sido bendito, 

 

realizando-se deste modo a profecia de São Lucas o evangelista.

 

Como a nossa identidade histórica se mantém no Reino de Deus, 

 

tu foste assumida na Família de Deus como mãe do Messias Salvador.

 

 

 

Tu és, Maria, a Nossa Senhora do sim!

 

Na verdade, tu és bendita entre todas as mulheres…

 

No acontecimento histórico de Jesus Cristo 

 

o teu amor maternal interagiu com o Espírito Santo 

 

que é o amor maternal de Deus.

 

Isto quer dizer que o divino se enxertou no humano 

 

graças à ação do Espírito Santo e ao teu sim incondicional.

 

 

 

Por teres amado de coração inteiro, foste assumida na plenitude máxima da vida.

 

Bendita sejas, Maria, por teres tomado Deus a sério. 

 

 

 

Foi também com este jeito que preparaste o coração do teu Filho 

 

para a sua doação total a Deus e ao Homem.

 

 

 

Com o seu jeito maternal de amar, 

 

o Espírito Santo otimizou o teu amor maternal, conferindo-lhe esse jeito divino de amar.

 

 

 

E foi assim que no teu seio, o Céu se uniu à Terra! 

 

Viveste a tua maternidade como um serviço a Deus e à Humanidade.

 

Sob o teu olhar maternal, o teu Filho crescia e ia sendo consagrado, 

 

isto é, otimizado, pela ação do Espírito Santo cuja plenitude o habitava.

 

Através de ti Deus concedeu aos homens a melhor dádiva que tinha para lhes dar.

 

 

 

Maria,

 

 

 

Tu és realmente Bendita entre todas as mulheres!

 

 

 

Calmeiro Matias (adaptado)

 

 
XX DOMINGO TEMPO COMUM
A Palavra de Deus que hoje nos é servida convida-nos a tomar consciência da radicalidade e da exigência da missão que Deus nos confia. Não há meios-termos: Deus convida-nos a um compromisso, corajoso e coerente, com a construção do “novo céu” e da “nova terra”. É essa a nossa missão profética.

 

A primeira leitura apresenta-nos a figura do profeta Jeremias. O profeta recebe de Deus uma missão que lhe vai trazer o ódio dos chefes e a desconfiança do Povo de Jerusalém: anunciar o fim do reino de Judá. Jeremias vai cumprir a missão que Deus lhe confiou, doa a quem doer. Ele sabe que a missão profética não é um concurso de popularidade, mas um testemunhar, com verdade e coerência, os projetos de Deus.

 

O Evangelho reflete sobre a missão de Jesus e as suas implicações. Define a missão de Jesus como um “lançar fogo à terra”, a fim de que desapareçam o egoísmo, a escravidão, o pecado e nasça o mundo novo – o “Reino”. A proposta de Jesus trará, no entanto, divisão, pois é uma proposta exigente e radical, que provocará a oposição de muitos; mas Jesus aceita mesmo enfrentar a morte, para que se realize o plano do Pai e o mundo novo se torne uma realidade palpável.

 

A segunda leitura convida o cristão a correr de forma decidida ao encontro da vida plena – como os atletas que não olham a esforços para chegar à meta e alcançar a vitória. Cristo – que nunca cedeu ao mais fácil ou ao mais agradável, mas enfrentou a morte para realizar o projeto do Pai – deve ser o modelo que o cristão tem à frente e que orienta a sua caminhada.

 

Dehonianos

 

 
MEDITAR
 

 

Senhor Jesus Cristo,
Único Senhor da minha vida,
Bom Pastor dos meus passos inseguros
E do silêncio inquieto do meu coração,
Cheio de sonhos, anseios, dúvidas, inquietações.
 
Senhor Jesus,
Faz ressoar em mim a Tua voz de paz e de ternura.
Eu sei que pronuncias o meu nome com doçura,
E me envias ao encontro daquele meu irmão que Te procura.
 
Fico contigo sentado junto ao poço.
Alumia o meu pobre coração.
Vejo que, de toda a parte, chega gente de cântaro na mão.
Dispõe de mim, Senhor,
Nesta hora de Nova Evangelização.
 
Que eu saiba, Senhor,
Interpretar bem a Tua melodia.
Que eu saiba, Senhor,
Dizer sempre SIM como Maria.
 
António Couto
 
CONTO (617)
 
A FLOR SOLITÁRIA
Num deserto distante, vivia uma solitária flor. Tão bela, delicada e com um perfume tão bom que a própria areia desviava-se com a ajuda do vento para não molestá-la.
Afinal, era a única flor do deserto… Ela dava à paisagem árida um toque de vida e luz.
- Por que nasci assim? – pensava ela – tão longe de minhas irmãs e primas?
Olhava ao redor e só via areia clara e o céu azul. Os grãos de areia adoravam visitá-la.
Ela, tão linda e colorida, alegrava e dava vida àquele deserto.
Alguns grãos de areia viajavam dias e dias para conhecê-la. Comentavam entre si como era mais bela a paisagem graças à presença daquela flor.
Mas a flor, por não entender a sua missão, sentia-se muito só.
Se existia um motivo para a sua vida, qual seria ele?
Os grãozinhos de areia tentavam comunicar com ela, mas por pertencerem a dimensões, ou reinos diferentes, eles não conseguiam transmitir à flor o quão importante e necessária era a sua presença ao deserto.
Em cada amanhecer, a flor olhava ao seu redor em busca de algum sinal de vida.
Deprimida, ela, então, definhou e morreu.
Os grãos de areia, que nada puderam fazer, entristeceram-se. Já não queriam mais passear e até o vento, naqueles dias, desistiu de soprar…
Perguntavam eles:
- Será que a flor que procurava vida ao seu redor não percebeu que ela era a própria vida? Ela era a alegria e o colorido da paisagem! Por que insistiu em procurar fora aquilo que estava dentro dela?

 

 

As pessoas mais solitárias são as mais amáveis;
as mais tristes têm o sorriso mais bonito.
As mais sofridas são as mais sábias...
tudo porque elas não desejam que outras pessoas sofram o tanto quanto elas sofreram.
Audácia
 

 


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