Nº 686

PINTAR UM MUNDO NOVO

O desafio lançado para o Dia Mundial da Juventude é a capacidade de tornar mais belo e colorido o mundo em que vivemos e que vamos construindo.

Ao pensar nestas coisas de colorir o mundo, percebi a preocupação da nossa juventude. Se repararmos, o mundo é muito feito de betão e alcatrão para a nossa comodidade. Não concebemos um mundo em que não haja estas cores feias e tristes, cores pretas e cinzentas. Cores sem sol que faz transbordar as cores tecidas de arco iris. Parece que as pessoas vivem também tristes. O que parece predominar na vida é o sofrimento, a angústia, o medo, a tristeza e sei lá mais o quê...

O desafio que foi lançado foi de “Pintar um mundo novo” com as cores da esperança do Evangelho.

Não sei porquê, mas sempre me pareceu que Jesus vivia da abundância das cores. Olho para Ele e ouço as Suas Palavras: “Olhai os lírios do campo… Olhai as aves do céu…” Ele que nos deixa as cores da semente lançada à terra.. Que sobe ao monte de madrugada para orar a Seu Pai e nosso Pai…

E com as pessoas parece-me que anda de casa em casa, sorrindo e ajudando, entendendo as opções de cada um, aqueles que O seguem e aqueles que O negam. Um Jesus que ri com as crianças e lhes pega ao colo, aceita as suas traquinices e travessuras. Um Jesus alegre num banquete em casa de quem O acolhe…

Não acredito num Jesus com “tudo feito”, com tudo programado. Uma vida assim seria muito cinzenta e nada ao jeito d’Ele.

Espero dos jovens desta ilha e deste tempo este desejo profundo de pintar um mudo novo. Com a pintura de um sorriso feito de sinceridade e boa vontade de dar esperança à vida.

Espero dos jovens o colorido de opções que são necessárias para construir um mundo novo. Onde reine a boa convivência, a fraternidade, em que se dê valor ao trabalho de cada um e se criem os laços de uma amizade e fraternidade entre todos.

Pintar um mundo novo só será possível se continuarmos a ter em Jesus o amigo e companheiro. Aquele que faz caminho connosco e vai a nosso lado para nos acolher nas dificuldades e nos dar força nas nossas conquistas e trabalhos.

Todos juntos podemos pintar um mundo novo onde reina o Amor que Cristo nos dá com a Sua doação Pascal.

Pe. Manuel António 

DOMINGO DE RAMOS

História de amor

Era uma vez uma ilha, onde moravam os seguintes sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor e outros. Um dia avisaram-nos que a Ilha seria inundada. O Amor cuidou para que todos fossem salvos. Pegaram todos no seu barquinho e desandaram. Só o Amor não se apressou pois tinha muito que ajudar. Por fim, quando a água já era muita, pediu socorro:

- Riqueza, leva-me contigo.

- Não posso. O meu barco já está cheio de ouro...

- Oh Vaidade, leva-me no teu barco.

- Não convém, pois estás muito molhado.

- E tu Tristeza, tens um lugar para mim?

- Não. Prefiro ir só.

Já desesperado o Amor pôs-se a chorar. Nisto apareceu um velhinho:

- Sobe, Amor. Eu levo-te no meu barco.

Chegando a terra seca o Amor perguntou à Sabedoria:

- Quem é aquele velhinho que me trouxe até aqui?

- É o Tempo, porque só ele é capaz de ajudar e de entender um grande Amor.

Começamos a Semana da Paixão com o Domingo de Ramos. A multidão que aclama, logo depois acusa, acolhe mas de seguida despreza. Assim acontece na nossa vida quando não deixamos que o tempo nos amadureça. Que esta semana nos ajude a reconhecer os gestos de Amor de Cristo.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

MEDITAR

DEUS

Vejo Cristo por aí

Perambulando pelas esquinas da nossa cidade.

Vejo-o nas calçadas,

Nas praças,

Nas ruas...

 

É o Cristo Crucificado,

Excluído pela sociedade

E pela arrogância de quem não o reconhece

Nos pequeninos humilhados,

Nos pobres descamisados...

Agonizados,

Injustiçados,

Abandonados...

 

É o Cristo Crucificado,

Que na cruz da opressão,

Nos apela com intensidade

Por meio de tantas realidades,

Tantas causas e situações.

 

Vejo Cristo Crucificado por aí,

Nos viadutos e becos da cidade,

Como bicho sem valor,

Sem direito à dignidade

E gritando de dor

 

Vejo-o por todos os cantos,

Por aí à toa,

Sem educação,

Sem moradia,

Sem alimentação...

Sem nada!

Abrigo dos Sábios

 

 CONTO (546)

 

AS DUAS PONTES

Um grande penhasco tinha duas grandes pontes. Uma era de ouro e a outra de madeira.

Um homem rico resolveu atravessar o penhasco pela ponte de ouro. Mas reparou numa tabuleta que dizia: «Por mim não passes, pois transformar-te-ás em luz.» Caminhou até à outra ponte e nessa dizia: «Se por mim atravessares, o mundo iluminar-se-á.»

-  Eu por esta não passo! Ao menor peso, vai abaixo. Prefiro mil vezes ir pela ponte de ouro! - disse o homem.

Naquele momento, passava por ali um menino muito pobre.

- Parece que não compreende o que está escrito nas tabuletas! - disse ao homem rico.

- Se for pela ponte de ouro, morrerá, mas se for pela de madeira, encontrará algo brilhante. Venha comigo.

O homem replicou:

- Dar ouvidos a um mendigo, e ainda por cima mais novo que o meu cão de 11 anos, não me parece boa ideia.

E avançou pela ponte de ouro. Quando já ia a meio, voltou-se para trás e disse:

- Estás a ver se eu passo para poderes vir também?

- Não, meu senhor. Apenas quero pedir perdão ao Senhor dos Céus, por si, por não ter acreditado em mim.

Quando o menino acabou de falar, a ponte partiu-se a meio e o homem morreu. O menino atravessou  a ponte de madeira. Do outro lado, encontrou uma mina de diamantes. Com eles, melhorou a vida da sua família e da aldeia.

Audácia

 

 

 

Houvesse um sinal a conduzir-nos

E unicamente ao movimento de crescer nos guiasse. 

Termos das árvores

A incomparável paciência de procurar o alto

A verde bondade de permanecer

E orientar os pássaros.

 

Daniel Faria

 


INFORMAÇÕES

CULTO - RIBEIRA SECA

A contribuição do culto, na Paróquia de São Tiago da Ribeira Seca, teve a receita de 3.405,00€ (três mil quatrocentos e cinco euros). A Comissão de Igreja agradece a todos os que colaboraram.

 

 

 


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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