Nº 660

A fé no amor

 
Ninguém vive sem acreditar. É a fé que nos abre as portas do mundo. Uma graça que nos lança para diante, que nos propõe a liberdade de uma vida nova, que busca e encontra o que os olhos não veem e as mãos não tocam.

 

A existência humana é um mistério que se mostra através de sinais. Só a fé nos revela a verdade de nós mesmos. Confiar é abrir-se e aceitar o que se abre a nós. A fé é o que permite ao Homem viver com sentido, ter a coragem de ser feliz, acolhendo a graça até mesmo na desgraça.

 

Há na vida tanto que nos ultrapassa... É essencial acreditarmos na generosidade e na bondade dos outros e de tudo o que não depende de nós. Compreendermos que em conjunto podemos fazer aquilo que sozinhos não somos capazes.

 

Quando amo, tenho fé em alguém, estou convicto do seu valor: uma certeza que se prova, mas não se demonstra, que é capaz de me mover e comover até ao melhor de mim. Um abandono confiante que arrisca tudo ao encontro com o outro. Uma vontade de me dar e de me abrir.

 

A fé é sempre num outro. Eu próprio, na minha maior bondade, sou um outro em que acredito. Talvez por isso não haja Homem mais pobre do que aquele que perdeu a fé no amor, porque assim se perdeu de si mesmo.

 

Nem tudo pode ser compreendido. Mas não deixa, por isso, de ser verdade. Para compreender é preciso amar. Mas ninguém é capaz de amar quando vive desconfiado e sem esperança. A fé complementa a razão.

 

O amor é o princípio e a perfeição de qualquer relação, na medida em que se torna a firme esperança que ilumina todo o caminho a partir do seu destino.

 

Acreditar é o primeiro passo para a criação neste mundo do milagre do amor. Sempre que duas mãos livres e abertas se encontram, rezam.

José Luís Nunes

 

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM

Oh feliz culpa!

Um dos pontos mais desconcertantes e, ao mesmo tempo, mais deliciosos, dos ensinamentos de Jesus é que Deus está mais perto dos pecadores do que dos santos... e que os publicanos e as mulheres de má vida irão diante dos bons para o Reino Celeste.

Anthony de Mello explicava assim esta verdade:

Deus segura cada pessoa por um barbante invisível. Cada vez que nós pecamos, cortamos esse fio mas Deus volta a emendar tudo com um nó cego. Como o barbante fica mais curto, por causa deste nó, nós ficamos também um pouco mais perto de Deus.

E assim cada pecado faz um corte e a cada corte corresponde um nó e cada nó leva-nos até mais perto de Deus.

Pecar é fazer uma rutura, é cortar as relações com Deus, connosco mesmos, com os outros ou com as coisas. É dizer uma coisa e fazer outra, é ser quem não se é.

Arrepender-se é apresentar a Deus as pontas do barbante para que Ele possa atá-las de novo. Perdoando, Deus reata uma relação e manifesta a sua misericórdia. Se eu não pecasse, ou não reconhecesse o meu pecado, Deus não teria ocasião de mostrar que é misericordioso.

E no fim de tudo podemos dizer como Santo Agostinho: “Oh feliz culpa... que nos aproximou mais de Deus.”

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

O MELHOR DE TI

As pessoas são pouco razoáveis, ilógicas e egoístas

Mas, apesar de tudo, ama-as.

Quando fazes o bem, muitas vezes te dirão

Que o fazes por motivos egoístas e com segundas intenções,

Mas, apesar de tudo, faz o bem.

 

Se obtiveres êxito na vida,

Terás falsos amigos e autênticos inimigos,

 Mas, apesar de tudo, procura ter êxito.

 

As tuas boas obras

Cairão cedo no esquecimento,

Mas, apesar de tudo, faz boas obras.

 

A sinceridade e a franqueza

Tornam-te vulnerável,

Mas, apesar de tudo, sê sincero e franco.

 

Aquilo que foste construindo com os anos

Pode ser destruído da noite para o dia,

Mas, apesar de tudo, constrói.

 

A tua ajuda é necessária,

No entanto, pode acontecer que as pessoas que ajudas

Te critiquem e até te ataquem

Mas, apesar de tudo, ajuda-as.

 

Oferece ao mundo o melhor de ti

E, talvez, até te partam os dentes,

Mas, apesar de tudo,

Oferece ao mundo o MELHOR DE TI.

Madre Teresa de Calcutá

 

CONTO (520)

 

O PROFESSOR PACIENTE

Havia um aluno muito agressivo e irrequieto na escola. Perturbava a turma e provocava conflitos com os colegas. Era insolente. Repetia os mesmos erros com frequência e parecia incorrigível.

Os professores já não o suportavam. Pensaram mesmo em expulsá-lo da escola.

Mas um professor decidiu ajudar o aluno. Todos achavam que era perda de tempo, afinal, o jovem era um caso perdido.

Mesmo não tendo apoio dos seus colegas, o professor começou a conversar com aquele jovem nos intervalos das aulas.

A principio era apenas um monólogo, só o professor falava. Aos poucos, ele começou a envolver o aluno com suas próprias histórias de vida e com as suas brincadeiras. Aos poucos, professor e aluno construíram uma ponte entre os seus mundos. O professor descobriu que o pai do aluno era alcoólico e espancava-o e a mãe também.

Compreendeu que o jovem, aparentemente insensível, já tinha chorado muito e, agora, as suas lágrimas pareciam ter secado. Entendeu que as sua agressividade eram uma reação desesperada de quem pedia ajuda. Só que ninguém, até então, tinha entendido a sua linguagem. Era mais fácil julgá-lo do que entendê-lo.

O sofrimento da mãe e a violência do pai produziram zonas de conflito na memória do rapaz. A  sua agressividade era um eco da violência que recebia. Ele não era réu, era vítima.

Não tinha tido direito a brincar, a sorrir e a ver a vida com confiança. Agora estava a perder também o direito a estudar e a ter a única oportunidade de progredir. Estava para ser expulso da escola.

Ao tomar consciência da real situação do aluno, o professor começou a conquistá-lo. O jovem sentiu-se apoiado e valorizado, pela primeira vez na vida.

O professor passou a educar-lhe as emoções. Ele percebeu, logo nos primeiros dias, que por detrás de cada aluno afastado, de cada jovem agressivo, há uma criança que precisa de afeto. Em poucas semanas todos estavam espantados com a mudança que se tinha passado. O rapaz revoltado começou a demonstrar respeito pelos outros. Abandonou sua agressividade e passou a ser afetivo. Cresceu e tornou-se um aluno extraordinário. Tudo isto porque alguém não desistiu dele.

 

 

 

Vivemos em cidades, em ofícios, em famílias.

Mas o lugar onde vivemos em verdade não é um lugar.

O lugar onde vivemos verdadeiramente não é aquele onde passamos os nossos dias, mas   aquele onde esperamos - sem conhecer o que esperamos - aquele onde cantamos - sem compreender o que nos faz cantar.

Christian Bobin

 


INFORMAÇÕES

 

REUNIÕES DE CATEQUISTAS

Vamos organizar as nossas catequeses nos seguintes dias:

Dia 1 de Outubro na paróquia da Calheta às 17 horas no Passal.

Dia 3 de Outubro na Paróquia do Norte Pequeno às 17 horas na Igreja e no Norte Grande às 18 horas no Passal.

 

CLÍNICA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CALHETA

A Direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Calheta informa que estarão na Clínica da instituição os seguintes especialistas:

 

FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

RIBEIRA SECA

Tríduo - dias 1 e, 2 de outubro, missa às 20 horas. Dia 3, confissões às 19 seguidas de missa

Festa - dia 5 de outubro com Eucaristia às 12 horas e procissão as 18 horas.

 

 


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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