Nº 413

 

CONVIDAR…

 

No início do Ano gostaria de convidar à alegria de um tempo novo feito de conquistas.

Convidar ao amor sincero e verdadeiro que vem de dentro e é transformador, capaz de contagiar os corações mais tristes e abandonados como aqueles que se afastam dos irmãos pelo egoísmo que criaram

Convidar ao amor que leva consigo a marca do perdão que entende a fragilidade dos que caminham lado a lado e que muitas vezes viram as costas e criam muros que separam.

Convidar ao amor que não tem cor ou melhor, que é de todas as cores porque entende a linguagem da diferença e da tolerância.

Convidar ao amor gratuito que se dá sem interesses e sem esperar nada em troca, feito do pão dado constantemente para matar a fome e a sede de quem necessita da presença, da palavra, do sorriso, do abraço e do beijo.

Convidar ao amor que aquece e aconchega.

Convidar ao amor que transporta a paz.

Convidar ao amor que não se apaga com a contrariedade e não se fecha diante das fraquezas, que procura compreender, cultivar para reavivar e animar.

Convidar porque ainda é possível o amor apesar da muita indiferença, egoísmo, ódio e isolamento.

Convidar ao amor disponível, de braços abertos, para acolher e aconchegar.

Convidar ao amor disponível para ser semente que desabrocha num pedacinho de terra para crescer e ganhar a vida do próximo, a sua alegria, o seu sorriso e crescer sem parar.

Convidar ao Amor que vem de Deus e está ai, perto e dentro de todos, para ser fecundo e aproximar todos numa festa alegre e sem fim.

Quem me dera este Amor vivido e desejado, que aquece o coração para ser espalhado como muitos grãos de areia que percorram o mundo sem nunca parar.

                                                                    Pe. Manuel António

DOMINGO DA EPIFANIA DO SENHOR

Tema:

A liturgia deste domingo leva-nos à manifestação de Jesus como “a luz” que atrai a Si todos os povos da terra. Essa “luz” incarnou na nossa história, a fim de iluminar os caminhos dos homens com uma proposta de salvação/libertação.

A primeira leitura anuncia a chegada da luz salvadora de Jahwéh, que alegrará Jerusalém e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo.

No Evangelho, vemos a concretização dessa promessa: ao encontro de Jesus vêm os “Magos”, atentos aos sinais da chegada do Messias, que O aceitam como “salvação de Deus” e O adoram. A salvação, rejeitada pelos habitantes de Jerusalém, torna-se agora uma oferta universal.

A segunda leitura apresenta o projecto salvador de Deus como uma realidade que vai atingir toda a humanidade, juntando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos – a comunidade de Jesus.

(Dehonianos)

 

MEDITAR

É PROIBIDO

É proibido chorar sem aprender,
levantares-te um dia sem saber o que fazer,
e teres medo das tuas memórias.

É proibido não rires dos problemas
sem lutar pelo que queres,
e abandonares tudo por medo,
sem transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor
e fazeres com que alguém pague pelas tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
sem tentar compreender o que viveram juntos
e chamá-los somente quando precisas deles.

É proibido não seres tu próprio diante das pessoas,
e fingir que elas não te importam,
ser gentil só para que se lembrem de
ti,
esquecer aqueles que de ti gostam.

É proibido não fazer as coisas por ti próprio,
sem crer em Deus e fazer o seu destino,
tendo medo da vida e dos seus compromissos,
sem viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
esquecer os seus olhos, o seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
esquecer o seu passado e pagá-lo com seu presente.

Pablo Neruda (excerto)

 

CONTO (286)

 

A CANA DE BAMBU

Era uma vez um lindo jardim no qual se encontrava um esbelto bambu, que era a árvore mais estimada pelo dono.

Um dia, o dono aproximou-se do seu amado bambu e disse-lhe:

- Caro bambu, preciso de ti.

O bambu respondeu:

- Estou disponível. Faça de mim o que quiser.

O dono continuou:

- Eu, antes de mais, preciso de te podar. Só assim me poderás ser útil.

O bambu ficou triste e disse:

- Podar-me? Não faça isso pois ficarei sem ramos e farei uma má figura.

O dono respondeu:

- Meu caro bambu, não interessa se fazes boa ou má figura. É que, se não te podar, não poderei servir-me de ti.

Felizmente, o belo bambu inclinou-se e murmurou:

- Se não me podes usar sem me podar, então faz de mim o que quiseres.

Depois de o ter podado, cortando-lhe os ramos, disse-lhe:

- Também tenho de cortar as tuas folhas.

O bambu disse timidamente:

- Corta-as.

O dono continuou:

- Isto não é suficiente: tenho de te cortar por dentro e arrancar-te o coração.

O bambu começou a soluçar e nesse momento chorou. Mas ainda teve força para dizer:

- Meu senhor, poda, corta, parte, arranca o meu coração. Sou todo teu.

O dono levou depois o bambu para o campo mais próximo duma fonte que brotava água Colocou o bambu no chão, com uma extremidade na fonte e com a outra na terra que precisava de ser regada. A água fresca correu pela cana de bambu e foi irrigar os campos. Assim foi possível regar as plantas, que deram muitos frutos. Os dias foram passando e os campos, graças à cana de bambu que transportava a água, tornaram-se cada vez mais férteis

Aquela cana de bambu podada, cortada, arrancada, foi transformada num canal e tornou possível a vida a muitas pessoas.

In  CONTOS+MENSAGENS  de Pedrosa Ferreira

 

 

Tem que haver mãos

 

Para além das lágrimas choradas sob todas as experiências de medo ou de perda,

para além de todos os sentimentos de compaixão,

para além de todas as boas intenções,

para além de todas as teorias da esperança,

para além dos céus de todas as religiões,

para além de todas as orações a todas as divindades,

tem que haver mãos concretas que derrubem os muros da divisão e do preconceito entre as pessoas.

 

 Rui Santiago

 


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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