Nº 542

 

AULAS DE MORAL

Estamos no fim de mais um ano escolar e já estamos preocupados com a preparação do próximo ano. É bom que tenhamos consciência da importância da educação na vida das pessoas e da sociedade em geral. Dela depende a felicidade e o bem de todos.
A maior riqueza é uma boa educação. E uma boa educação deve abranger a vida toda da pessoa. A isto chamamos educação integral. Para que seja uma boa educação deve desenvolver-se a inteligência com a aquisição de competências, a aquisição de uma boa cultura, a educação do espírito, a educação para a beleza, para a ética e para a moral, a educação para os afetos.
Para que a educação seja boa e eficaz deve empenhar todas as forças da sociedade: os pais e encarregados de educação, as escolas, as associações culturais e desportivas, as comunidades cristãs e até o próprio sistema político. Todos temos de nos sentir corresponsáveis pelo crescimento harmonioso das pessoas que fazem parte da nossa sociedade, neste caso, dos que estão em tempo de aprendizagem escolar.
Foi com esta preocupação que apareceu a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, que é um serviço que a Igreja põe à disposição da  escola para esta fase da vida da pessoa. Ela não é um ensino da fé, este recebe-se através da catequese, mas a transmissão dos valores humanos e das referências que constituem o nosso património cultural de matriz cristã: compreensão do mundo e do homem, histórica e papel das religiões, participação na sociedade, vivência da solidariedade, educação para a responsabilidade, para a alegria e para uma boa relação com os outros…
Tenho notado que nem todos compreenderam ainda este serviço que a Igreja quer prestar nesta fase fundamental da vida. Há até muita confusão entre o que são as aulas de moral e a catequese pensando que uma substitui a outra, mas não é assim uma completa a outra e as duas são fundamentais para a vida da pessoa, mais ainda quando está em crescimento.
Sobre os pais é que cai a obrigação de escolher o que de melhor querem para os seus filhos. Penso que relativamente a este assunto também cai sobre eles a mesma responsabilidade.
Hoje, faço este apelo aos pais e encarregados de educação que possibilitem este serviço que a Igreja põe à disposição dos alunos.
Pe. Manuel António

XII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Brigar com Deus

Alguém briga com Jesus porque ele dorme enquanto o barco se debate com ondas encapeladas.
No mar da nossa vida quantas vezes perguntamos mas afinal onde é que Deus está?
O Pe. Zezinho tem um texto no qual nos podemos rever:
"Depois daquela morte repentina, depois que dos meus olhos Deus levou a luz do sol, depois daquela perda sem aviso e sem sentido, admito que duvidei de Deus.
Briguei com Deus porque não respondeu quando lhe perguntei porquê. Ele, que tudo sabe, tudo pode, tudo vê, parece que não viu, nem me escutou.
Doeu demais e, quando dói do jeito que doeu, a gente chora, grita e desafia o Criador. Admito que me revoltei. Onde é que estava Deus com o seu imenso amor? Se Deus é amoroso, então por que deixou? Por que tinha de ser do jeito como foi?
Briguei com Deus e se briguei foi por saber que Deus ouvia... Admito que voltei para Deus e voltei porque não me calei..."
Se alguém hoje briga com Deus é porque sabe que Ele está próximo.
Depois de ser interpelado, Jesus, apenas com duas palavras, acalma a tempestade, isto é, Jesus faz muita coisa com poucas palavras (multa paucis) enquanto quem discute faz pouca coisa com muitas palavras (pauca multis).
Pe. José David Quintal Vieira, scj

MEDITAR

Salvas-me a mim também

 
Cego: o incrível dom da vista,
mas cego perante tantas coisas…
 
Morto: tanta vida oferecida,
mas tantos momentos sem viver a fundo.
 
Traidor: o meu melhor amigo,
e em tantas ocasiões negado.
 
Juiz: tanta bondade sem preço,
e por tantas sem-razões julgado.
 
Testemunha indiferente: o milagre do teu só olhar,
e por tantos vãos motivos não implicado.
 
Incrédulo: tanta divindade manifestada,
e falta de fé por tantas vulgares ocupações.
 
Olho, e não vejo em mim mais do que outro espinho na tua coroa,
outra cruz sobre o teu ombro fadigado,
o que te nega três, e mil vezes…
 
E salvas-me a mim também,
a MIM:
cego, morto, traidor, juiz, indiferente, incrédulo…
 
Quem sou eu, para dares a Tua vida nesse madeiro?
O que te move de mim, que amas tanto, que Te dás até ao fim?
Quem, para o milagre da Tua ressurreição?
 
Mudo, absorto e de joelhos, porque de outra forma não pode ser:
e Tu diante, Senhor, e eu contigo.
DIEZ, Miguel -in “Silêncios guiados”
 

CONTO (406)

 

OS RATOS

Um rato que vivia na cidade foi convidado por outro rato que vivia no campo. O rato da cidade, agradecido, pediu ao do campo que fosse com ele à cidade divertir- -se, ao que ele aceitou.
Encontrando-se ambos na cidade, entraram na rica despensa do palácio onde morava o rato citadino e que estava cheia de toda a espécie de alimentos. Mostrando tudo isto ao rato da aldeia, o rato da cidade disse:
- Amigo, come o que quiseres que há de tudo em abundância.
Enquanto estavam a comer alegremente, veio de repente o despenseiro. Ao ouvirem o ruído, os dois ratos fugiram. O da cidade sabia como esconder-se mas o da aldeia teve dificuldade em encontrar um esconderijo. Quando saiu o despenseiro, voltaram aos alimentos. Mas, passado algum tempo, outra vez um ruído e o sobressalto. Tiveram que fugir de novo.
O rato do campo perguntou ao colega:
- Este perigo é muito frequente?
Ele respondeu:
- Sim, a despensa é muito frequentada. O que é preciso é acostumar-se.
O rato da aldeia disse:
- Prefiro viver sem tanta fartura mas na tranquilidade e em paz, do que viver na abundância mas viver em sobressalto permanente.
(Esopo)
 In Alegre Manhã de Pedrosa Ferreira

 

“É necessário abandonar o passado à misericórdia de Deus, o presente à fidelidade, o futuro à divina Providência”.
 
                                                           S. Francisco de Sales

“É melhor ser cristão sem o dizer do que dizê-lo sem o ser”.
                                                          
Santo Inácio de Antioquia

 

INFORMAÇÕES

 

RECEITAS

Bazar do Espírito Santo na Urzelina rendeu 597,31€.
Bazar da Trindade na Urzelina rendeu 765,48€.
 

FESTA DE SÃO JOÃO NA FAJÃ DO OUVIDOR

No dia 30 de junho irá realizar-se a festa de S. João às 12 horas, na Fajã do Ouvidor, com missa seguida de procissão.
 

FESTA DO CRUZEIRO NA CALHETA

Na segunda-feira, 25 de junho, às 20h30 irá realizar-se a festa do Cruzeiro, em louvor de Nossa Senhora de Fátima, com missa seguida de procissão.
 

FESTA DE SÃO PEDRO NA BEIRA

No dia 1 de julho irá realizar-se a festa de São Pedro na Ermida com o mesmo nome na Beira, às 18 horas, com missa e procissão.

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Pensamento da Semana

Dá-nos um coração claro que veja o céu aberto
e o mundo como os olhos de uma criança,
olhos de confiança e de descoberta
que nos salvem dos hábitos.

 

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