Nº 532

 

MISERICÓRDIA

O segundo Domingo da Páscoa é dedicado à Misericórdia.
Foi o papa João Paulo II que no ano 2000 estabeleceu que o “II Domingo da Páscoa, de agora em diante na igreja inteira tomará o nome de «Domingo da Divina Misericórdia», instituindo, assim, para a Igreja toda a Festa da Divina Misericórdia no Domingo da oitava da Páscoa, evidenciando desse modo a íntima ligação entre o mistério pascal da Redenção e o mistério da Misericórdia de Deus”.
Misericórdia é ter no coração, nas “entranhas”, como uma mãe que transporta dentro de si o fruto do seu amor. O seu próprio filho. Assim Deus não nos pensa com a cabeça, com a razão, mas com o coração. Como que sente connosco. Sou levado a dizer: “vive-nos”, somos como que gerados por Ele. Traz-nos sempre consigo.
Esta misericórdia é que nos diz o quanto nos “doemos” a Deus. O quanto temos a Sua vida em nós.
A parábola do Filho Perdido é bem o sinal desta misericórdia de Deus.: o filho ainda estava ao longe, quase que não se percebia que era ele, mas o Pai já sabia que era o filho perdido. O amor de dentro tem esta força de se perceber por onde anda o que se perdeu.
Misericórdia é o movimento da mãe que se debruça sobre o bebé para o acarinhar, para o cuidar. A misericórdia de Deus é um debruçar-se lá do alto sobre cada um dos seus filhos e filhas para os ajudar nas suas debilidades. É um cuidar, alimentar, acariciar. O filho não tem outra forma de ter a mãe junto de si, confia na sua ajuda, no seu cuidado, na sua proteção. A misericórdia é uma forma de dizer que Deus Pai tem este movimento, esta atitude carinhosa da mãe.
Misericórdia é aconchegar a si o filho, traze-lo nos braços, ao colo, junto ao coração. É assim que eu entendo a misericórdia de Deus.
Neste domingo da misericórdia divina sintamos esta presença amorosa de Deus pai em nossas vidas.
Pe. Manuel António

 II DOMINGO DA PÁSCOA

Viver unidos

O pároco de uma igreja reparou que um dos seus mais assíduos fiéis desertava, várias semanas seguidas, à missa dominical. Uma noite decidiu visitá-lo. Encontrou-o sozinho em casa, sentado junto à lareira. Depois dos cumprimentos habituais, sentaram-se os dois em silêncio. Então o padre, tirou uma brasa da lareira, colocou-a isolada no pavimento e ficou a olhar. Pouco a pouco aquele carvão, separado do braseiro, foi-se apagando. Então o paroquiano tomou a palavra:
- Obrigado, Reverendo, por esta lição. No próximo domingo, lá estarei com a comunidade porque não quero que a minha vida espiritual se apague lentamente como esta brasa.
Às vezes, um gesto vale mais que mil palavras bem como um estímulo é mais eficaz que uma dura repreensão.
A mensagem deste segundo domingo da Páscoa é um convite à vida comunitária sem a qual é-    -nos difícil viver. A comunidade primitiva tinha um só coração e uma só alma. Tomé, isolado do grupo dos Discípulos, definhava na sua fé. O amor não é um simples sentimento na comunhão dos mesmos ideais. É uma força que entusiasma. A comunidade dos crentes era assim um sinal muito claro de Jesus Ressuscitado que prometeu estar presente no meio dos que acreditam nele.
Pe. José David Quintal Vieira, scj
 

MEDITAR

ESTÁS VIVO

Estás vivo Senhor, e nós vivemos
Dessa vida que és Tu mesmo em nós vivendo,
Em Ti nos movemos e existimos.
Tua Vida é nossa vida em nós crescendo.
 
Estás vivo!
A esperança nos anima
E nos diz que a Tua Vida é viver!
Que sem Ti a nossa vida não é Vida
E que a Vida verdadeira és Tu, Senhor!
 
Estás vivo!
Dizem-me os que vivem
Essa Vida que dinamiza e transforma,
Que lhes ofereces em Ti mesmo,
Que eles te oferecem d’outra forma.
 
Estás vivo!
Eu sei, Senhor, e a Tua Vida
Faz-me assim viver e vou vivendo…
Não deixes que não viva, eu Te peço,
Que eu viva em Ti e Tu em mim sempre crescendo.
Faz-me vida partilhada para todos
Repartida aos que anseiam por Viver!
Que na mesa desta vida assim vivida
Eu seja vida a germinar e a crescer!
 Ir. Alda Maria Rego, MRSCJ
 

CONTO (396)

 TUDO O QUE TEMOS

Era um Instituto para crianças sem família. Aí chegaram no mesmo dia o pequeno e coxo Luís e o Tomás. O ambiente era bom mas, quando iam à escola pública os colegas tratavam mal ao tímido Luís, pelo facto de coxear. Era Tomás, forte e inteligente, quem o defendia.
De vez em quando vinham ao instituto casais para conhecer as crianças, em vista de alguma adoção. Levavam-nos para comer com eles, mas ninguém se interessava pelo Luís, por ser deficiente.
Uma vez, um doutor, acompanhado da esposa, aproximou-se de Tomás e disse-lhe:
- És uma criança formidável. Não queres vir para nossa casa? Talvez possas depois ser adotado como nosso filhos. Que dizes?
Tomás ficou sem saber que dizer. Ter uma mãe e um pai como todos! Murmurou baixinho: «Oh, sim…» Mas, de repente, a alegria esvaneceu-se. Se ia, quem ficaria a cuidar do pequeno e coxo Luís? Disse então:
- Agradeço, mas não posso ir.
E antes que o doutor reparasse nas lágrimas, afastou-se a correr. Pouco depois, o doutor foi ter com um dos responsáveis. Viu que Tomás estava a ajudar o Luís a calçar uns sapatos especiais. O doutor perguntou-lhe:
- É por causa dele que não queres vir para nossa casa?
- É, sim. Eu… sou tudo o que ele tem!
 In Bom dia, alegria de Pedrosa Ferreira

 

Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser.
Santo Agostinho
 
Com o coração se pede. Com o coração se procura. Com o coração se bate e é com o coração que a porta se abre.
Santo Agostinho
 
 

 

INFORMAÇÕES

VENDA DE PRÉDIO

Encontra-se à venda um prédio sito à canada do Torrão, conhecido por roedouro. Os eventuais interessados poderão contatar a Sr.ª Evelina Fontes, 295416448.
 
CLÍNICA DOS BOMBEIROS
A Direção da Associação de Bombeiros Voluntários da Calheta, informa que a Sr.ª Dr.ª Sílvia Dionísio, Medica Dentista, se encontra ao serviço nas seguintes datas: de 28 de março a 24 de abril e de 11 de maio a 12 de junho de 2012 Os eventuais interessados podem fazer as suas marcações para os números: 295 460 110/ 295460111/ 295460114. Informa que todos os sócios e bombeiros da Associação terão um desconto de 10%.

 


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Pensamento da Semana

 

Um anjo nunca se faz conhecer, nós só sabemos que ele esteve connosco quando ele parte. Porque deixa-nos na vida um perfume, deixa-nos na vida um desassossego.

 

Erri de Luca, in Em nome da mãe

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