Nº 408

 

SÃO JORGE DO CATOFE

No mês passado, a Igreja das Manadas recebeu a festa dos ex-combatentes. Foi um momento de memórias. Histórias do tempo de tropa em África. Lugares, cores e cheiros. Vivências com os habitantes e acolhimento mútuo.

Foi bom ouvir e participar nestas vidas cheias de saudades e marcadas pelo tempo.

Entre as muitas recordações lembrei a terra onde vivi na minha infância e parte da juventude. Tinha o nome de São Jorge do Catofe pelas famílias que lá viviam serem maioritariamente oriundas desta ilha e o ao rio que por ali passava ter o nome de Catofe.

Lembrei a Igreja feita por aquelas famílias e o grande salão do Espírito Santo.

Recordei a grande e majestosa mulemba que servia de acolhimento daquelas famílias que depois da missa dominical se juntavam aproveitando a sombra daquela velha árvore que ainda lá se encontra.

Recordei os grupos: os mais velhos que falavam de negócios e como a vida ia avançando ou não e lá iam fazendo e refazendo as suas vidas; as senhoras que, noutro grupo, falavam  dos filhos que estavam a estudar e da vida da casa e, noutro grupo a juventude com os seus olhares namoradeiros e aventuras que sempre as havia. As crianças, estas corriam e andavam por todos os lados com as repreensões que são sempre necessárias.

Recordei a Eucaristia com o missionário dedicado e atento a quem se recorria com regularidade para o conselho ou conversa amena. Era um homem alto, forte e de sorriso cativante.  Sabia fazer aquele punhado de famílias colaborar na vida da Igreja.

Alguns dos ex-combatentes diziam que tinham passado pelo Catofe porque tinham um parente ou eram da mesma freguesia. Também havia quem tivesse ido lá a casa dos meus pais  e recordava os caminhos e aquela imensa terra semeada de quando em quando por um morro e atravessada por rios, riachos e valas e cultivada com o necessário para o gado e para as famílias com toda aquela abundância em frutas e outros  produtos para alimentação.

Trago este registo para a Carta Familiar porque várias pessoas fazem chegar até mim o pedido de dizer qualquer coisa sobre o Catofe e para se restaurar minimamente aquela Igreja  onde celebrei Missa com os naturais em Agosto de 2008. O catequista dizia ter sido um milagre porque há quatro anos que não tinham missa e poucos dias antes tinham preparado as ruínas daquela igreja sem saber para quê e aconteceu passar um filho das famílias que tinham levantado a igreja e foi bom ouvir aquela gente cantar a missa toda e participar com alegria.

Neste encontro de ex-combatentes disse da intenção de pôr o tecto, portas e janelas na igreja do Catofe e logo houve alguns que deram os seus donativos e outros que prometeram participar e ofereceram nesse dia 415,00€. Então deixo aqui o NIB da conta onde podem ser depositados  os donativos  0035 0189 00006208900 23 da C.G.D.

                                                                                            Pe. Manuel António

 

I DOMINGO DO ADVENTO

Tema:

Neste 1º Domingo do Tempo do Advento, a Palavra de Deus apresenta-nos uma primeira abordagem à “vinda” do Senhor.

Na primeira leitura, pela boca do profeta Jeremias, o Deus da aliança anuncia que é fiel às suas promessas e vai enviar ao seu Povo um “rebento” da família de David. A sua missão será concretizar esse mundo sonhado de justiça e de paz: fecundidade, bem-estar, vida em abundância, serão os frutos da acção do Messias.

O Evangelho apresenta-nos Jesus, o Messias filho de David, a anunciar a todos os que se sentem prisioneiros: “alegrai-vos, a vossa libertação está próxima. O mundo velho a que estais presos vai cair e, em seu lugar, vai nascer um mundo novo, onde conhecereis a liberdade e a vida em plenitude. Estai atentos, a fim de acolherdes o Filho do Homem que vos traz o projecto desse mundo novo”. É preciso, no entanto, reconhecê-l’O, saber identificar os seus apelos e ter a coragem de construir, com Ele, a justiça e a paz.

A segunda leitura convida-nos a não nos instalarmos na mediocridade e no comodismo, mas a esperar numa atitude activa a vinda do Senhor. É fundamental, nessa atitude, a vivência do amor: é ele o centro do nosso testemunho pessoal, comunitário, eclesial.

(Dehonianos)

 

 

 

MEDITAR

Oração de entrega

Estás em mim, Senhor.

Vives em mim e comigo.

Que tudo seja para ti

em doação de amor, em oferta de amigo.

Mas, quem sou eu? Que tenho eu que te possa interessar?

Que podes tu ganhar, Senhor,

com as minhas riquezas feitas de pobreza?

Eu sei! Tudo é teu; tu estás em tudo o que é meu.

Deixa-me, Senhor,

na simplicidade da minha pobreza,

dar-Te, entregar-Te, oferecer-Te

cada pulsação do meu coração,

cada respiração do meu ser,

cada movimento dos meus membros,

toda a acção dos meus sentidos,

todo o agir do meu pensar e recordar,

todo o desejo da minha vontade,

toda a centelha do meu amor.

É pouco, Senhor,

mas é o que tenho de melhor ... Eu e o meu amor...

Ensina-me a dar-me totalmente.

Publicada por CVJ

 

CONTO (281)

 

O ESTUDO

Um velho chinês, rico mas analfabeto, tinha às suas ordens um músico cego. Disse ao seu empregado:

- Já tenho setenta e três anos e continuo analfabeto. Poderia começar a estudar mas já é demasiado tarde.

O músico sugeriu-lhe:

- Por que não acende uma vela?

Sem perceber o que o empregado músico queria dizer, o velho chinês, aborrecido respondeu:

- Como é que te atreves a fazer troça de mim?

O músico explicou:

- Sempre ouvi dizer que, se uma pessoa se dedica ao estudo na sua juventude, o seu futuro é brilhante como o sol do meio-dia. Se se dedica ao estudo na meia idade, é como o sol da tarde. Se começa a estudar na velhice, é como a chama de uma vela. Embora a vela não seja muito brilhante, é sempre melhor que andar às apalpadelas na escuridão.

Consta que o velho senhor aprendeu a lição do músico e começou a pegar nos livros e a estudar. Apesar da sua idade, ainda adquiriu muitos conhecimentos acerca da vida e do mundo.

In  TUTTI FRUTTI  de Pedrosa Ferreira

 

 

 

A vida é em geral alegre. O que nos torna injustos em relação a ela é que a alegria não é recordada. Ao contrário, a inquietude, essa, permanece.

(Paulhan)

 

Há, no mundo, milhares de formas de alegria, mas no fundo todas elas se resumem a uma única: a alegria de poder amar.

(Michael Glent)

 


 

ESCOLA DE MÚSICA

Estão abertas as inscrições para a escola de música da Filarmónica União Popular da Ribeira Seca. Destina-se a quem tem mais de sete anos. Pede-se aos pais que incentivem os filhos a frequentar a escola de música. Contactos: 922005046 e 295416280

 

ADVENTO E NATAL

Em várias paróquias tomam-se iniciativas para a preparação e vivência do Natal.

Na Paróquia da Ribeira Seca encontra-se junto à porta da entrada uma árvore com várias prendas para serem tiradas pelas pessoas e dentro encontra-se um subscrito com o que cada um deve trazer para o cabaz de Natal para ser depois distribuído por famílias carenciadas.

 

 

RECITAL DE PIANO

No próximo dia 4 de Dezembro pelas 21h30, haverá um Recital de Piano por Fares Basmadji, vencedor do Prémio Alexandre Rey Colaço, no Auditório Municipal de Velas, uma organização da Presidência do Governo Regional dos Açores e Direcção Regional da Cultura com a colaboração do Museu Francisco de Lacerda.

 

RECEITAS DA FESTA DE SANTA CATARINA

Ofertas 485,00€; colecta 315,00€; arrematações 1.232,00€; Total 2.032,00€

A Comissão agradece a colaboração de todos.

  

FESTA DE SANTA BÁRBARA

 

TRÍDUO - 2, 3 e 4 de Dezembro - Eucaristia às 19 horas

                      Confissões no dia 3 de Dezembro das 18 às 19 horas

 

FESTA dia 6 de Dezembro - Eucaristia de festa às 15 horas seguida de

                                                       Procissão

 


Faça download desta Carta Familiar em formato PDF: Nº 408

Agenda Pastoral

Destaque

Mais Recente Carta Familiar em PDF!

Nº 827

Pensamento da Semana

Dá-nos um coração claro que veja o céu aberto
e o mundo como os olhos de uma criança,
olhos de confiança e de descoberta
que nos salvem dos hábitos.

 

Os nossos Links

Ouvidoria de São Jorge
FAJÃS Grupo de Jovens
Cartas Familiares Anteriores

H2ONews

Visitas


Ver Estatísticas